
andrefelipe ex morador da série b
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andrefelipe ex morador da série b
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O Bayern Munique durante o regime nazista de 1933 a 1945. Um esclarecimento necessário. (Fonte: Instituto Leibnitz de História Contemporânea) A ascensão do regime nazista na Alemanha em 1933 impactou sem exceções todas as instituições do país que acabaram se submetemdo à nova ordem estabelecida. No caso do futebol, já a partir de 1933, quando efetivamente começou a perseguição aos judeus na Alemanha, muitos clubes se anteciparam à uma eventual determinação das autoridades nazistas e, por iniciativa própria, excluíram seus membros judeus do seu quadro associativo. No dia 9 de abril de 1933, 14 clubes do sul da Alemanha (inclusive o Bayern Munique) votaram a favor de uma resolução na qual se afirma que "os clubes se colocam à disposição do novo governo com alegria e determinação para remover judeus dos clubes de esporte". Entre outros, Bayern Munique, Eintracht Frankfurt, 1. FC Nuremberg, TSV 1860 Munique e 1. FC Kaiserslautern subscreveram e aderiram à essa resolução por livre e espontânea vontade sem terem sido forçados para tanto pelo novo regime nazista. O lendário presidente judeu do Bayern, Kurt Landauer, renunciou ao seu cargo em 22 de março de 1933 cedendo a pressões internas do clube, dois meses depois da ascensão dos nazistas ao poder. Em 12 de abril de 1933 o clube se reorganizou de acordo com o "Führerprinzip". Três dias antes a diretoria do Bayern havia assinado a "Declaração de Stuttgart", um documento antisemita de clubes do sul da Alemanha. Isto não significa que todos os funcionários do Bayern tenham sido nazistas convictos. Entretanto, as suas simpatias políticas não eram própriamente pela Democracia. Isso explica o fato de que o Bayern, assim como todos os outros clubes alemães, desse ponto em diante, procurou agir de acordo com os ditames do regime nazista mesmo não sendo obrigado a fazê-lo nos primeiros meses do novo governo. Um estudo do Leibnitz Institut de História Contemporânea revela que aproximadamente 35% dos funcionários do Bayern eram membros ativos do Partido Nazista, um percentual bem maior do que aquele da população alemã em geral (25%). Já em cargos diretivos do Bayern entre 1933 e 1945, 53% desses funcionários executivos eram membros efetivos do Partido Nazista. Quanto aos judeus sócios do clube, muitos preferiram deixar o Bayern antes de correr o risco de passar pela humilhação de serem expulsos, já que o próprio clube havia manifestado publicamente sua lealdade ao novo regime. Mais de 100 judeus ex-membros do Bayern, após terem deixado o clube, fugiram do país e dos que ficaram em Munique 27 foram assassinados pelos nazistas e quatro se suicidaram. Já em 1938, foi eleito como "Vereinsführer" (Líder do Clube), Josef Kellner, um notório membro do Partido Nazista que participou ativamente da perseguição e opressão aos judeus na região dos Sudetos na Tchecoslováquia. Seu antecessor no cargo, Franz Paul Nusshart, era um professor e oficial do exército, identificado com o nazismo que desempenhou seu papel no clube de acordo com a nova ideologia reinante. De 1943 a 1945, outro membro ativo do Partido Nazista, Josef Sauter, presidiu o clube como "Vereinsführer". Depois da guerra, de 1953 a 1955, o Bayern teve mais um presidente identificado com a ideologia nazista: o banqueiro Adolf Fischer (Dresdner Bank) tirou proveito da perseguição aos judeus nos anos 1930 e se apropriou da fortuna de Ignatz Macher, um conceituado empresário judeu do ramo cervejeiro naquela época. Ignatz Macher morreu na mais absoluta miséria na Suíça em 1939. Para o Bayern Munique, assim como para todos os clubes esportivos da Alemanha, a regra áurea durante os anos 1930 até o fim da guerra, era cooperar com o regime nazista salvo honrosas exceções individuais de diversos membros do clube. A narrativa de que o Bayern, enquanto instituição, combateu o nazismo, é uma falácia. De resto, vale dizer que nenhuma, rigorosamente nenhuma instituição na Alemanha daquela época, se opôs ativamente ao Nazismo. Fonte: Der FC Bayern und der Nationalsozialismus ifz-muenchen.de/fileadmin/user…


Por que o VAR não recomendou a marcação do pênalti neste lance?






































