Elaine.restier
342 posts

Elaine.restier retweetledi

@ChatackBruno O q eles chamam de soberba eu chamo de confiança. O q eles chamam de arrogância, eu chamo de felicidade de levantar uma taça ou por uma medalha no peito todo mês. Afinal somos uma nação e nao um time de futebol. Um terço dos esportes olímpicos sao sustentados pelo Flamengo.
Português

CARTA ABERTA AOS FLAMENGUISTAS DE SÃO PAULO
Eu sou flamenguista e moro em São Paulo desde 2015. Escrevo esta carta agora, em 2025, ano em que o Flamengo se consagrou tetracampeão da Libertadores, justamente contra o Palmeiras, numa reedição da final de 2021. Para mim, e acredito que para muitos que vivem aqui na capital paulista, essa conquista não foi apenas um título: foi o fechamento de um ciclo emocional que começou naquele 28 de novembro de 2021, data que, aos que me conhecem, sabem que foi um dos piores dias da minha vida, excluindo apenas aqueles em que perdi pessoas que amava. Não foi só uma derrota. Foi o que veio depois dela.
As brincadeiras naturais entre torcidas, essas eu esperava. Sempre existiram, sempre fizeram parte. O que me surpreendeu foi a avalanche de palavras que vieram carregadas de um tom que nunca tinha sentido na pele: “soberba”, “prepotência”, “arrogância”. Não eram provocações sobre um jogo. Eram adjetivos sobre caráter. E isso, confesso, doeu. Doeu porque não me reconheci em nada daquilo. Nunca me vi como soberbo. Nunca achei que o Flamengo fosse isso. E, de repente, percebi que muitos aqui nos enxergavam assim — e pior, com uma raiva que parecia vir de antes do jogo, antes da final, antes até do erro que decidiu aquela partida. Passei anos engolindo aquilo, tentando entender. Passei quatro anos — e sei que não fui o único — baixando a cabeça em ambientes onde, mesmo seguidas vitórias nos encontros dos dois times, o ambiente parecia sempre carregado de um ressentimento que nada aplacava. Não era sobre futebol. Era sobre identidade. Sobre o que representamos. Sobre o orgulho de andar com a cabeça erguida.
E foi aí que comecei a me fazer uma pergunta que nunca tinha me feito antes: quem somos nós aos olhos deles? E, ao mesmo tempo, quem somos nós de verdade? Com o tempo, e com a convivência diária nesta cidade, entendi algo que hoje me parece óbvio: paulistas e cariocas (e todos os flameguistas do resto do Brasil) enxergam o futebol de formas distintas — não melhores ou piores, apenas diferentes. O paulista olha o futebol pela lente do perfeccionismo, da disciplina, da lógica de que vence quem erra menos. O carioca olha pela lente do coração, do batuque, do improviso, da poesia. Para eles, dia de jogo é guerra. Para nós, dia de jogo é baile. Para eles, cada derrota é culpa, cada vitória é uma afirmação moral. Para nós, cada jogo é um capítulo da nossa própria existência afetiva. É cultura. É ritmo. É rua. É vida.
E ali, naquele pós-2021, percebi que eles não são pessimistas, assim como nós não somos soberbos. Somos apenas frutos de histórias diferentes, criados em atmosferas diferentes, moldados por cidades que respiram de jeitos opostos. Mas se 2021 parecia ser o ano da dor, acabou sendo o ano do aprendizado. Talvez tenhamos aprendido a fazer menos oba-oba, a tratar jogos importantes com mais concentração. Mas o verdadeiro legado foi outro: foi o despertar do orgulho de sermos quem somos, mesmo quando isso nos colocava no centro das piadas e julgamentos. O orgulho de ser um flamenguista vivendo em São Paulo. O orgulho de ser Flamengo em uma cidade que muitas vezes tenta te enquadrar, te tornar discreto, te ajustar ao padrão.
E foi justamente aqui, nessa cidade que me acolhe, que aprendi a andar de chinelo sem pedir autorização cultural, a vestir o manto no parque, na Faria Lima, na Paulista, a falar do Flamengo no almoço com colegas, a gritar gol na janela mesmo sabendo que alguém vai olhar torto. Ser Flamengo em São Paulo é ser estrangeiro dentro da própria pátria — e ainda assim nunca perder o sotaque. Nunca perder o brilho. Nunca perder o improviso.
Por isso digo, com toda sinceridade: se 2025 foi o ano da redenção para muitos rubro-negros, para nós, flameguistas do Brasil todo que vivem em São Paulo, foi o ano da libertação. O ano em que entendemos que não precisamos pedir desculpas por sermos como somos. Que não precisamos nos podar, nos diminuir, nos ajustar. Que nossa identidade não é defeito — é força. É raízes. É história.
E dizem por aí que “ninguém morre nos devendo”. Talvez. Mas eu, pessoalmente, passo a ter uma dívida com cada palmeirense. Devo a vocês o reencontro com o meu próprio orgulho de ser rubro-negro nesta cidade. Devo a vocês a redescoberta de quem somos — não pelo que ganhamos ou perdemos, mas pelo que carregamos.
E a verdade é que ser Flamengo em São Paulo é viver permanentemente em travessia: é caminhar entre arranha-céus carregando o mar dentro do peito; é enfrentar a sisudez da metrópole levando um tamborim invisível na alma; é ser minoria barulhenta, desalinhada, afetiva, quente. Aqui, cada gol tem gosto de resistência; cada título tem gosto de retorno; cada provocação tem gosto de pertencimento.
E hoje, depois do tetracampeonato, sinto que algo se fechou dentro de mim. Como se o silêncio de 2021 finalmente tivesse encontrado palavra. Como se a ferida tivesse finalmente encontrado cicatriz. Como se, depois de anos tentando explicar quem somos, bastasse olhar no espelho e aceitar: somos rubro-negros. Somos do Brasil todo, mesmo quando estamos longe. Somos festa, mesmo atravessando a seriedade do concreto. Somos Flamengo — e isso nunca coube, e talvez nunca vá caber, nas medidas de São Paulo.
Mas é justamente por isso que brilha tanto. Enquanto houver um de nós caminhando por essas ruas, o Flamengo nunca estará sozinho nesta cidade.
Porque o Flamengo é isso: um coração que não aceita ser domado. E aqui, mesmo longe do Maracanã, ele bate tão forte que parece empurrar o mundo.
Saudações rubro-negras — de alguém que aprendeu que, em São Paulo, ser Flamengo é mais do que torcer: é sobreviver, é resistir, é amar e… jamais deixar de pulsar.
Fomos, somos e seremos!
Português
Elaine.restier retweetledi

Elaine.restier retweetledi
Elaine.restier retweetledi

Pela 1a vez vejo lucidez nesta fala.
PESQUISAS E ANÁLISES ELEIÇÕES@pesquisas_elige
🚨URGENTE: O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se xingou em frente aos Ministros de Estado durante a reunião golpista. “Como é que um fodido como eu ganharia do @LulaOficial? Eu era um Deputado Federal do baixo clero, completamente sacaneado dentro da Câmara", disse o Mito. COMPARTILHE!🇧🇷👍 🗞️@jnascim (O Globo)
Português
Elaine.restier retweetledi

Estes liberais vão tem q inventar outro mote pq privatização não dá mais. A @EnelBrasil é uma lástima.
Caiu uma fase do prédio e desde as 9:30 vc só consegue saber estimativa de horário de solução prorrogada a cada 3 horas.

Português
Elaine.restier retweetledi
Elaine.restier retweetledi

Esse foi @filipeluis no Flamengo.... tivemos a honra de ve-lo com o Manto Sagrado...
Pura classe...
Mais edit bolado do @BoladoCRF_
Português
Elaine.restier retweetledi

“O que irrita na torcida do @Flamengo é que ela cultiva, apesar de sua imensa conexão com os rincões do Brasil e com as periferias das grandes cidades brasileiras, o hábito insuportável de ser feliz.”
~ CAPISTRANO, Pablo (2019)
No livro “Papel de jornal”, 2023

Português

@mariliribeiro É o famoso indicador que vc reduz o divisor e dá um quociente maravilhoso.
Português
"Desde que assumiu a concessão em São Paulo, a empresa italiana dobrou os lucros e reduziu em 35% o número de funcionários. Antes do apagão, já era mal avaliada. Em 2022, ficou em 19º lugar entre 29 distribuidoras no ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica."
Bernardo Mello Franco@BernardoMF
Privatizaram o apagão — Blecaute da Enel em SP põe em xeque discurso de que concessão à iniciativa privada é sinônimo de eficiência; empresa desdenhou críticas e tentou botar culpa no vento Clique na foto: oglobo.globo.com/blogs/bernardo…
Português

@gugachacra Não vi nenhum comentário @gugachacra sobre o jogo com o Flamengo. Ficou mudo?
Português

@gugachacra Só fala bem dos "meus" jogadores. Que "meus"? Assim como os jogadores, ele é um funcionário do Clube.
Português

Torcer por um time é uma das primeiras decisões que tomamos na vida. Em muitos casos, as pessoas escolhem o time dos pais, dos irmãos, dos amigos, da cidade. Como nasci em SP, podia ter escolhido um dos 4 grandes. Acabei escolhendo o Palmeiras. Não teve muita lógica e não sei explicar o motivo. Meu pai e meu irmão do meio não gostam de futebol, minha mãe gosta mas diz ser Flamengo e meu irmão mais velho é são-paulino. Ao longo de toda a minha infância e adolescência, o Palmeiras não era campeão. Eu ficava triste com as derrotas, mas seguia com o sonho de um dia ver o Palmeiras campeão. Imaginava como seria o título. Demorou 17 anos, mas vi em uma final contra o Corinthians. Foi mágico. Depois veio a era que ganhávamos tudo. Durou pouco menos de uma década e vieram as quedas para a série B. Vim morar nos EUA e acabei me distanciando do Palmeiras. O amor foi retomado anos atrás, com a "era Abel". Ganhamos 2 Libertadores, 1 Brasileiro, 1 Copa do Brasil, Paulista e vários títulos. Voltei a ficar acostumado a vitórias. Mas torcer não é só vencer. É perder tb. É a experiência da derrota, de sofrer com uma eliminação, como a de ontem contra o Boca nos pênaltis. Só sofrendo como torcedor que valorizamos ainda mais um título. Vi amigos são-paulinos pela primeira vez celebrando um título como pais e mães ao vencerem a Copa do Brasil. Vejo a alegria dos amigos botafoguenses como o @andrefran , @camilopmachado comemorando a liderança do Botofogo no Brasileiro. Na Libertadores, vejo amigos que passaram a vida toda sem ver o Fluminense campeão, como a @maritagraca @BrazilPolitics. Todos amam seus times como amo o Palmeiras. Tive o privilégio de ver meu time ganhar 3 Libertadores, sendo 2 delas com meus filhos. Agora é a vez dos outros comemorarem. E eu ainda tenho dentro de mim aquela criança sofrendo pela derrota contra a Inter de Limeira em 1986 e a eliminação contra o Bragantino em 1989

Português






