

Ernesto Vilas Boas
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Vamos à análise do adversário! 🎾 COMO VENCER 🇮🇹MATTEO BERRETTINI [Por @fonsequism] Berrettini tem um vice-campeonato de Wimbledon e quartas de final de Roland Garros no mesmo ano de 2021, o que evidencia sua versatilidade. A propósito, este foi o último ano em que ele jogou RG. Desde então, vive na batalha contra as lesões. O saibro não é sua melhor superfície, mas, assim como Fonseca, ele cresceu jogando nela. Berrettini não apresenta nenhuma deficiência técnica que o impeça de ter um bom desempenho nesse piso. Seu único problema é a esquerda com top spin (efeito pra cima, que faz a bola subir depois de tocar o solo, e no saibro mais ainda), mas ele sabe disso. A coisa que mais o ajuda é seu adversário ficar tentando colocar bola na sua esquerda de qualquer jeito. Aí ele toma o controle do ponto ao fugir da sua esquerda para, daquele lado, bater sua direita inside-in e inside-out. É um lado que João pode (e deve) atacar ao natural, sem pressa. Ele pode forçar a sua própria esquerda cruzada e potente, pra fixá-lo daquele lado, e na bola seguinte ganhar a quadra toda para escolher: seja esquerda paralela, mais uma cruzada ou mesmo fugir do backhand pra bater de forehand. A verdade é que João tem algo que poucos podem dizer: sua direita é, ainda que por pouco, superior à de Matteo Berrettini. Enquanto outros se desesperam para fugir da troca de direitas cruzadas, ele não precisa forçar a bola no backhand do adversário. O que o italiano tem de melhor é o saque. Ele tem um dos melhores saques do circuito. Mais do que isso, o combo saque +1 é matador. Outra vantagem de Berrettini é o slice. Inclusive, ele consegue usar slices ofensivos para dificultar a subida à rede do rival, que sobe querendo explorar sua fraqueza na esquerda. Então, João precisa se lembrar que é saibro. Subir à rede na boa. Se ele está com o controle do ponto e ainda assim precisa forçar a subida, é porque está jogando muito mal do fundo. Com Rinderknech dá pra imaginar a agonia dele de bater 4 ou 5 bolas semi vencedoras que voltam todas, e aí, por pressa, subir desesperado pra rede. Já contra o italiano isso não deve ocorrer, não com tanta frequência e eficiência como fez o francês. Sobre o saque, ele é o melhor dentre os três adversários do João em Monte Carlo. Ano passado Berrettini foi o 7º com melhor % de aces (13,7%) no top 100. E a maior vantagem do italiano é, na verdade, seu segundo saque. Por ter crescido no saibro, o saque dele não tem só potência. Tem peso, tem spin. Seu saque kick é muito eficiente. Enquanto os outros ficavam na casa dos 49% ganhos de segundo saque, ele bate nos 53%, o que é excelente na ATP: 12º melhor de 2025. Já na devolução, segue a dinâmica dos outros dois e o João é melhor do que ele. Um lado bom é que no jogo entre eles na Davis em 2024, numa quadra muito rápida e indoor, o João estava lendo ou chutando muito bem o lado do saque do Berrettini. Não conseguiu punir muito pela velocidade da quadra, mas no saibro isso pode ser uma arma. Enfim, que já ficou muito maior do que eu pretendia: João deve evitar subir à rede para especular. Deve evitar jogar qualquer bolinha na esquerda dele só pra fugir do forehand. Fonseca deve encher de spin quando for bater inside-out no backhand do italiano, assim como a direita paralela balão pode ser uma grande arma. O slice na paralela volta a ser bem quisto, mais ainda em resposta a slices cruzados do Matteo. A esquerda paralela e a direita cruzada também, para fazê-lo bater sua própria direita na corrida, e só então massacrar o lado esquerdo do italiano. ➡️ Creio em 60% a 40% a favor do brasileiro, de novo. O talento dos adversários aumenta, mas a cada jogo João ganha mais ritmo e pode jogar muito melhor, o que compensa. 📌 A partida entre João Fonseca e Matteo Berrettini pelas oitavas de final do Masters 1000 de Monte Carlo acontece nesta quinta-feira (09/04), às 6h no horário de Brasília. A transmissão será da ESPN2, Disney+ Premium e Tennis TV. 📸: Getty Images

THIRTY FOUR SETS IN A ROW 🤯 #MiamiOpen @janniksin