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@eugsophta

aqui tem macumba, vasco, escola de samba e umas baixarias vez ou outra

Campo Grande, Rio de Janeiro Katılım Ekim 2016
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Erick, o Silva
Erick, o Silva@Lizard99Cabra·
Para associar a Francisca da Silva histórica (a católica devota) ao "Laroyê" (a saudação tradicional às entidades Exu e Pombagira nas religiões de matriz africana), precisamos dividir essa figura em duas dimensões: a mulher real do século XVIII e o mito cultural reconstruído pela memória popular. Francisca da Silva de Oliveira (a Xica da Silva) viveu no Arraial do Tijuco (atual Diamantina, MG) em uma sociedade profundamente racista, patriarcal e escravista. Após conquistar sua alforria (libertação da escravidão) e se unir ao contratador de diamantes João Fernandes, ela buscou inserir-se na elite local. ​Naquele período, o catolicismo institucional era a única via legal e legítima de exercer cidadania e proteção social. Francisca financiou e fez parte de importantes ordens terceiras (associações de leigos católicos), como a de Nossa Senhora do Carmo e a de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Construir e frequentar igrejas não era apenas uma expressão de fé pessoal; era uma ferramenta política de sobrevivência e distinção social. Ela jogava rigorosamente dentro das regras do jogo colonial para garantir o status de seus filhos e o seu próprio espaço em um mundo que a queria submissa. É nessa passagem do documento histórico para a memória popular que o trabalho de Leonardo Antan se apoia. O livro não afirma que Francisca cultuava orixás em sua vida privada, mas sim investiga como o Carnaval carioca operou uma verdadeira "incorporação" espiritual e cultural da sua imagem ao longo do século XX. O grande catalisador dessa mudança foi o revolucionário desfile do Salgueiro de 1963, criado por Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona. Ao colocar a monumental Isabel Valença cruzando a avenida com luxo imperial, o Carnaval retirou Xica do papel de "concubina exótica" dado pelos historiadores tradicionais e a transformou em um símbolo de altivez e protagonismo negro. A partir dali, o cinema de Cacá Diegues (com Zezé Motta) e a televisão (com Taís Araújo) consolidaram o mito. ​O termo "Laroyê" surge no livro como uma metáfora conceitual. Antan argumenta que, na encruzilhada da cultura pop brasileira, a persona carnavalesca de Xica da Silva passou a se manifestar com a mesma energia e características do arquétipo de uma Pombagira: -> ​Ginga e Artimanha: Uma figura feminina que transita com maestria em territórios de poder majoritariamente brancos e masculinos, subvertendo as estruturas por meio do encanto, da sedução, da negociação e do luxo. -> ​Insubmissão e Domínio: Ela não pede licença; dita as regras do próprio território, comandando riquezas e afetos sem se curvar aos homens que a cercam. -> ​Coroação no Terreiro da Sapucaí: Ao pisar na avenida, ela se desprende da biografia rígida do século XVIII e passa a atuar como uma verdadeira "entidade" do imaginário nacional — uma força ancestral de resistência que abre caminhos. ​Associar Chica da Silva ao "Laroyê", portanto, não significa distorcer seu catolicismo histórico, mas sim compreender como o povo brasileiro reelaborou sua trajetória. A mesma mulher que erguia altares católicos para demarcar seu espaço na colônia foi coroada pelas escolas de samba como uma rainha mítica das encruzilhadas e da liberdade. @Salgueiroficial @LeoAntan
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Jean
Jean@jeantuite·
Gente, um conselho: saia e viva. Faça isso triste, faça isso ansioso, faça isso desanimado. Não deixe suas emoções impedirem você de viver.
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Gui 🪭💃🏾
Gui 🪭💃🏾@GuiVidal0·
Que os orixás estejam iluminando a caneta de Marcelo Motta agora. Que o Xande de pilares acorde inspirado. Que Fred Camacho receba um Exu compositor. A gente precisa de uma disputa foda de samba enredo no @Salgueiroficial ENREDO DO ANO
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O Globo_Rio
O Globo_Rio@OGlobo_Rio·
Salgueiro revisita o mito e a lenda de Xica da Silva mais de seis décadas após enredo garantir segundo título à escola dlvr.it/TSjQPL
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o estagiário do salgueiro postando sobre a camisa do enredo que era pra olharmos o insta 10h foi lá e apagou o tweet kkkkkkkkkk odio viu
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BRUNNO 💥🇧🇷
Desculpa! Mas a minha escola tem o enredo do ano!
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de paula🪭🔱
de paula🪭🔱@de_paulacleber·
Com base no enredo campeão de 63, agora trazido sob uma nova perspectiva que promete ser linda. Chica da Silva foi o primeiro enredo da história do carnaval carioca a falar sobre uma mulher. O Salgueiro inovou ao colocar componentes dançando minueto na avenida e gerou hate na epc
Acadêmicos do Salgueiro@Salgueiroficial

COM VOCÊS, NOSSA LOGOMARCA 2027: Laroyê Xica da Silva - A história por trás da história #Salgueiro27 🪭🔱🌹

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Anubis
Anubis@eduantao·
Se você leu este tweet, responda a última música que você ouviu. Estou criando uma playlist
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