fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎
27.1K posts

fabio 🌎
@fabiosilveriu
jornalista. amo estratégia política, história e jornalismo
Katılım Nisan 2021
1K Takip Edilen2.4K Takipçiler
fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎 retweetledi

Pra quem gosta das esquetes meio pastelão do SNL
Saturday Night Live@nbcsnl
from the 1983 nighttime drama, edge of destiny
Português
fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎 retweetledi

Tem que começar com as música nova de trabalho e depois só os hit pra não espantar o povo
gio@stfugio
começou com um flop pqp que musica é essa
Português
fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎 retweetledi

Sim vão fazer tradução simultânea literal e poética do inglês das músicas
Dandi no Consignado@jcaetanoleite
Show da Shakira vai ser comentado inteiro por essas duas?
Português
fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎 retweetledi

Pior ainda ESTÃO FALANDO ANEDOTAS CURIOSIDADES
Chico Barney@chicobarney
A Shakira está tão atrasada que as palavras começaram a perder o sentido na Globo.
Português
fabio 🌎 retweetledi
fabio 🌎 retweetledi

A reformulação do Bom Dia Brasil mostrou um problema mais profundo: a Globo modernizou os móveis e esqueceu de reescrever o programa.
Na quinta-feira passada, Flávio Ricco publicou uma coluna que vale a pena ler. O título: “Não está faltando um pouco de ousadia nas manhãs da televisão brasileira?”. O argumento, em uma frase, é que a faixa da manhã virou um dos buracos centrais da TV brasileira — pouca gente ligada, atrações engessadas, programação econômica que se arrasta há anos sem que ninguém tenha vontade ou ideia de fazer diferente.
Ricco está certo. Mas o caso da Globo merece um parágrafo a mais, porque a emissora acaba de fazer uma reforma na sua faixa da manhã — e o resultado é um exemplo perfeito de como dá para mexer em quase tudo sem mexer em nada.
O que mudou no Bom Dia Brasil (pouco) e o que ficou (quase tudo)
Na segunda-feira (27), o Bom Dia Brasil estreou um pacote novo: cenário num mezanino acima da redação do Jornal Nacional, com luz natural entrando pelas janelas — o que a Globo chamou em comunicado ao mercado de “noticiário solar”. A bancada virou púlpito. Heraldo Pereira saiu para apresentar o DF1 em Brasília. Andréia Sadi entra como comentarista de política às quartas e sextas, acumulando com o Estúdio i da GloboNews. Priscila Chagas, antes em previsão do tempo no jornalismo local do Rio, virou âncora fixa de tempo em rede nacional. Há promessa de mais inteligência artificial e realidade aumentada nos gráficos.
É uma reforma. Não é uma reformulação.
O programa segue sendo o mesmo Bom Dia Brasil que está no ar desde 1983: jornal duro, ancorado em uma figura central (Ana Paula Araújo), com entradas de praças, comentário político e previsão do tempo. Trocou-se a mobília, o paisagismo digital e dois nomes do elenco. O formato — a maneira como a TV preenche aquela hora e contrata atenção do espectador — não foi tocado.
E é exatamente isso que precisa mudar.
A peregrinação à BBC e o problema de copiar um cadáver
A direção da Globo, sob Amauri Soares, tem um traço que a imprensa especializada já documentou: gosta de citar a BBC como referência. Soares, executivo de carreira inteira na casa, formado no jornalismo da emissora, traz para o entretenimento e a programação esse repertório de TV pública britânica que durante décadas foi o padrão-ouro do mundo.
O problema é que, em 2026, a BBC não é referência de nada — exceto de como uma emissora pública pode entrar em colapso institucional.
Em novembro de 2025, o Public Accounts Committee do parlamento britânico documentou que a BBC perdeu £1,1 bilhão em receita da licença de TV em 2024-25. Foram 314 mil licenças a menos pagas em um único ano, e uma em cada oito famílias britânicas hoje declara não precisar de licença, o que significa que não paga nada à emissora. O charter da BBC vence em 2027 e o governo Starmer abriu uma consulta pública para discutir o que vai substituir o modelo de financiamento atual — porque o atual, todo mundo concorda, está quebrado.
E isso é só o financeiro. No lado editorial, o ano de 2025 da BBC foi o pior em décadas. O diretor-geral Tim Davie e a chefe de jornalismo Deborah Turness pediram demissão depois que um dossiê interno do consultor Michael Prescott vazou e mostrou que um documentário do Panorama editou imagens para exagerar o papel de Donald Trump no 6 de janeiro. Houve a condenação do âncora Huw Edwards por imagens de abuso infantil. Houve a saída de Gregg Wallace do MasterChef por assédio sexual. E o passado segue assombrando — o caso Jimmy Savile, a entrevista de Martin Bashir com a princesa Diana obtida por engano em 1995. Tudo isso em um ano.
A BBC tem coisa boa? Tem. Mas mandar executivo brasileiro fazer benchmark na BBC em 2026 é uma piada. O que se aprende lá hoje é o que não fazer.
E mesmo o que se aprende lá, não chega à grade. Quando o Bom Dia Brasil foi remodelado, a inspiração britânica visível foi o púlpito (que a BBC adotou faz tempo) e a integração visual com a redação. Detalhes de cenografia. O formato magazine de breakfast television, que a BBC pratica desde 1983, esse não veio.
O que a manhã da Globo poderia ser
A proposta é simples: transformar o Bom Dia Brasil em uma revista matinal de verdade, com bancada coletiva de âncoras, três horas de duração, do hard news às oito da manhã ao infotenimento mais leve nas dez.
A referência mais próxima é o Good Morning America da ABC, que lidera as manhãs nos EUA desde 2012. O formato divide o programa em duas partes: a primeira hora é hard news ancorada por três apresentadores principais, e a segunda hora vai ao ar de outro estúdio, com plateia ao vivo, focada em soft news e entretenimento. Robin Roberts, George Stephanopoulos e Michael Strahan fazem o jogo do tempo a três, com a meteorologista Ginger Zee e a apresentadora de cultura pop Lara Spencer integrando o núcleo.
O Today da NBC, mesmo formato, faz quatro horas por dia. Já o BBC Breakfast — que a Globo pode (e deve) ignorar pelos motivos acima — vai das seis às nove e meia da manhã, seguido pelo Morning Live até as 10h45. O Good Morning Britain da ITV foi expandido para três horas e meia em 2026, e mistura entrevista política com comentário esportivo.
Nenhum desses programas é o É de Casa. O É de Casa é a alegria cringe dos sábados, aquele programa sorrateiramente inútil. O que falta no Brasil é o oposto disso: uma revista matinal de dia útil, que entenda que o espectador da manhã está se vestindo, tomando café, dirigindo para o trabalho. Que precisa de informação consistente, não de samba.
A bancada da nova versão do Bom Dia Brasil seria assim: três âncoras fixos de hard news (Ana Paula Araújo continua, mais dois nomes — possivelmente vindos da GloboNews, possivelmente um do Estúdio i da própria Andréia Sadi). Uma comentarista política diária, não duas vezes por semana. Um economista. E, no segundo bloco, Ana Maria Braga.
Ana Maria como solução, não como concorrência
Ricco, na coluna de quinta, descreve Ana Maria Braga como uma exceção feliz nas manhãs brasileiras. É descrição correta e contém o argumento. Ela é, há trinta anos, a única âncora viva da TV brasileira que entende como ocupar uma manhã inteira do espectador sem cansá-lo. Não há análogo. Não há substituto. E não há sentido em manter o Mais Você competindo com o Bom Dia Brasil pela mesma audiência matinal quando os dois poderiam ser a mesma coisa.
A proposta é integrar. O Bom Dia Brasil novo entra ao vivo às seis e meia ou sete da manhã (chega de Praça TV até na manhã), com hardnews puro até as oito ou oito e meia. A partir daí, a bancada se expande para incluir Ana Maria Braga — bloco dela, com a estrutura editorial dela, ainda focada em culinária, comportamento, comportamento social, entrevista de personagem. Mas dentro de uma revista maior, com transições naturais entre o jornalismo duro e o infotenimento. Mais Você acaba como marca, e o que era Mais Você vira o terceiro ato da nova revista.
Isso resolve dois problemas de uma vez: dá fôlego de formato ao Bom Dia Brasil e tira Ana Maria da posição absurda de competir com a própria emissora. E libera horário para uma estreia nova depois.
Reduzir praça é o caminho certo, e a reforma já começou (mal)
A reformulação que estreou semana passada já reduziu o peso das praças regionais no Bom Dia Brasil. Heraldo Pereira saiu de Brasília. Sabina Simonato segue em São Paulo, mas com presença reduzida. O programa concentrou-se no Rio.
Isso é correto, e a Globo deveria fazer mais — não menos. As entradas de praça, herdeiras de uma TV de afiliadas dos anos 80, hoje fragmentam o ritmo do programa, multiplicam câmeras, multiplicam custo e entregam pouca coisa que não esteja disponível em qualquer feed de notícia local. O modelo magazine internacional resolve isso com correspondentes — não com âncoras paralelos. A própria GloboNews tem talento de sobra para ocupar esse papel sem inflar a estrutura.
A pergunta real é se a Globo está disposta a tratar suas afiliadas como afiliadas, e não como sucursais com âncora próprio. Isso é decisão política dentro da emissora e mexe com contratos de longuíssimo prazo. Mas é onde está o dinheiro que financia tudo o que falta na grade.
Outras ideias modernas que ninguém aqui está usando
Algumas coisas que TVs internacionais fazem bem e que a Globo poderia copiar sem precisar mandar executivo nenhum a Londres:
A plateia em estúdio durante a segunda hora, formato GMA. Custo baixo, energia alta, ótimo para viralizar nas redes — que é o que a Globo precisa, já que o Bom Dia Brasil hoje raramente sai do feed de aposentado, e supriria a falta da plateia do Encontro.
O bloco de “papo cruzado” sobre uma manchete do dia, onde dois ou três comentaristas com posições diferentes discutem um único assunto por seis ou sete minutos. É a estrutura que o Good Morning Britain explorou com sucesso (parte do impacto de Piers Morgan veio daí, antes de virar excesso) e que a MSNBC americana refinou no Morning Joe. Cria momento. Dá pauta para o resto do dia. É infinitamente mais barato que produzir reportagem.
E, finalmente, o âncora-comentarista, formato que o Today consagrou nos anos do Matt Lauer e que a CBS retomou com o CBS Mornings: o âncora não só lê, mas opina. Brevemente, de maneira controlada, com identidade. Isso pede uma decisão editorial que a Globo historicamente evita — pluralidade dentro do mesmo programa — mas é o que diferencia jornalismo matinal de boletim de rádio.
Nada disso é revolucionário. Tudo isso já está rodando em alguma TV em algum país, há anos ou décadas. O que falta na Globo, como Ricco apontou na quinta, não é informação ou referência. É vontade.
A reforma que estreou na segunda foi a prova. A emissora teve a chance de reformular um programa que está no ar há quarenta e três anos e escolheu, de novo, mexer só na superfície. Trocou a bancada por púlpito. Pintou as paredes. Botou luz (a)natural. E manteve o mesmo programa.
Está no ar agora. Em alta definição. Com inteligência artificial. E sem nenhuma ideia nova.

Português
fabio 🌎 retweetledi

Meu jornalista favorito dos últimos 10 anos @MikeIsaac abrilhantou a transmissão da TBPN hoje sobre o julgamento do Musk v Altman
Português


