A copla terna que meu pai trazia
Não transcendia para alguém mais eu
Era a essência do lugar da arte
Ensimesmado no seu próprio ser
Não se achegava ao derredor do fogo
Nem vinha junto pro galpão da estância
Era parceira apenas campo afora
Só sem querer me acalentava a infância
Vim, vim, vim, vim, vim
No primeiro trem da linha
E deixei tudo que tinha
Em Santa Helena da Serra
Deixei os rios e as matas
O luar e as serenatas
E o gosto doce da terra
Do raminho de hortelã
No chimarrão da manhã
Em Santa Helena da Serra
Maria murchou na lida de casa e cabo de enxada
Com um olho nas crianças e o outro fitando a estrada
João Miguel virou lembrança na cruz à beira da trilha
E Maria foi plantada lá no alto da coxilha