Paulo Brito@PauloFBS
⚠️ | REVIRAVOLTA? Após discussão acalorada, Mário teria ouvido de executivo da Lazuli que JAMAIS seria CEO de uma futura SAF
Diretor-geral do Fluminense não seria mais a favor da venda do clube
Nada como um dia após o outro. Convicto de que a SAF seria o melhor dos mundos para o Fluminense até o início do ano, segundo informações que circulam nos bastidores, o diretor-geral, Mário Bittencourt, mudou de ideia. Numa discussão intensa com a alta cúpula da Lazuli, no camarote do Maracanã, onde supostamente quase foram às vias de fato, Mário Bittencourt e um representante dos investidores demonstraram que não falam mais a mesma língua.
No meio da confusão, o dirigente teria ouvido que jamais seria CEO da SAF, caso a mesma seja aprovada pelo Conselho Deliberativo (CDel) e, posteriormente, pelos sócios do Fluminense. A mensagem antecipou uma percepção que já circulava há algum tempo entre alguns correligionários. Feliz como diretor-geral remunerado do clube, o ex-mandatário acabaria sendo esvaziado e perderia poder.
Em paralelo, o atual presidente, Mattheus Montenegro, assim como o vice, Ricardo Tenório, seguem sendo grandes entusiastas da SAF. Se antes, Mário Bittencourt costumava aparecer com o Mattheus nas questões envolvendo a venda do clube, agora os vôos têm sido cada vez mais solos por parte do mandatário.
A assessoria institucional do Fluminense foi procurada e questionada sobre o suposto desentendimento do diretor-geral com a cúpula da Lazuli. Como de praxe, o silêncio foi adotado.
A proposta da Lazuli Partners para a SAF do Fluminense prevê a venda de 65% do futebol para os investidores, enquanto o clube permaneceria com 35% da operação. Na prática, o controle da SAF ficaria nas mãos do grupo estrangeiro, mas o Fluminense manteria participação societária e parte do poder estratégico dentro da estrutura.
É fundamental destacar que os números que mais chamam atenção - não pelo lado positivo - nos bastidores é o tamanho do investimento prometido inicialmente. O projeto prevê R$ 500 milhões de aporte imediato em dinheiro novo, sendo metade na assinatura do contrato e o restante em até dois anos. Além disso, os investidores assumiriam uma dívida que gira em torno de R$ 870 milhões, que constava no balanço financeiro de 2025. No mês passado, a dívida foi atualizada para mais de R$ 1 bilhão.
No total, a proposta fala em aproximadamente R$ 6,9 bilhões movimentados ao longo de dez anos entre operação do futebol, estrutura, folha salarial, mercado, categorias de base e administração da SAF. Existe, porém, a expectativa do anúncio do aumento do aporte na parada do calendário para disputa da Copa do Mundo. Por ora, contudo, a quantia na mesa não sofreram alteração.
Internamente, há um debate importante sobre o tamanho real desse investimento. Isso porque parte significativa do valor global projetado depende também da própria capacidade de arrecadação futura do Fluminense dentro da SAF, e não apenas de dinheiro colocado diretamente pelos investidores.
📸 | Imagem feita por IA