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🇦🇷 Flybondi lleva más de 10 días sin volar



Wimbledon Women's Singles QF umpires — Damien Dumusois (Noskova vs. Mertens) — Eva Asderaki-Moore (Kostyuk vs. Paolini) — Kelly Rask (Pegula vs. Gauff) — Julie Kjendlie (Osaka vs. Muchova)








[#FIFAWorldCup2026] #VARUpdate 🇺🇸 Estados Unidos vs Bosnia y Herzegovina 🇧🇦 A: Raphael Claus 🇧🇷 A1: Danilo Manis 🇧🇷 A2: Rodrigo Figueiredo 🇧🇷 4to: Dario Herrera 🇦🇷 5to: Cristian Navarro 🇦🇷 VAR: Juan Soto 🇻🇪 AVAR: Nicolas Gallo 🇨🇴 SVAR: Jerome Brisard 🇫🇷







Hora da análise do adversário! 🎾 5 PONTOS SOBRE 🇭🇷MARIN ČILIĆ [Por @fonsequism] 1⃣ Cilic é croata, tem 37 anos e mede 1,98m de altura. É destro e joga com duas mãos no backhand. Atualmente, é o 51º melhor ranqueado na ATP. Sua melhor colocação foi o 3º lugar, conquistado em janeiro de 2018. Cilic é um veterano vencedor que está na fase final da carreira, porém teve um ressurgimento no ano passado e, desde fevereiro deste ano, vive no circuito a sua melhor fase desde 2023. 2⃣ Cilic foi campeão em todas as superfícies, mas sem dúvida, seu melhor piso é a quadra dura. Foi nela que ele ganhou o seu Grand Slam, o US Open de 2014, ao vencer Kei Nishikori na final, além de ter amassado Roger Federer nas semifinais. Curiosamente, seu melhor resultado em Grand Slams desde 2018 foi a chegada às semifinais de Roland Garros em 2022. E será o saibro a superfície do primeiro encontro de Fonseca com uma das grandes lendas da Geração de Ouro (nascidos nos anos 80). Talvez seja o último, por isso o João precisa aproveitar a oportunidade ao dividir quadra com um dos grandes desse esporte. 3⃣ Marin Cilic tem 21 títulos na ATP, sendo o ATP 250 de Istambul, em 2017, seu último título no saibro. Seu melhor resultado em Madri foi as QF de 2019, quando perdeu de W/O para Djokovic. Mas ele não jogou muito em Madri. Embora seja bom para seu jogo agressivo, sempre foi um torneio sanduíchado entre os Masters dos EUA, Monte-Carlo e, após ele, ainda tem Roma e o principal torneio, que é Roland Garros. Por ser na altitude, muitos tenistas escolhiam essas semanas para aliviar o calendário, sem perder tanta qualidade na preparação para o Grand Slam francês. 4⃣ Cilic é um ‘altão à moda antiga’, dos tempos de ouro do tênis. Ele é um grande sacador, porém também é muito agressivo na troca de bola, busca o ataque sempre que pode e está sempre lutando para ficar perto da linha de base, ao contrário da moda atual dos altões, que querem ficar colados nas arquibancadas correndo lado a lado e devolvendo bola até o adversário errar. Cilic é o inverso, ele é agressivo desde a devolução. Com a idade teve que recuar mais na devolução pra ganhar mais tempo de reação, mas ele continua a gostar de atacar o 1º saque dos adversários. Ele é um jogador de grandes armas: direita, esquerda, saque e devolução, mas quando não está num dia bom, tudo isso gera muitos erros e com a idade, mais ainda. Porém, ter a maioria dos pontos “na sua raquete”, ser protagonista, ainda é o melhor caminho para ganhar Slam. Foi assim que ele foi campeão em 2014. Quando apareceu a oportunidade, ele tinha as armas e o desejo de jogar para ser campeão. E não apenas para “não perder”, como muitos fazem. Atropelou Berdych nas QF e enfrentou Federer na semifinal já sabendo que Djokovic havia perdido para Nishikori numa batalha extremamente cansativa na 1ª semifinal. Cilic, então, entrou em quadra pra ser campeão naquele dia, contra Federer. Não deu chances ao suíço. 3 sets a zero. No seco, sem muito drama. Federer o fez vice do Australian Open em 2018, como vingança. Porém, em 5 sets. E no ano do primeiro Grand Slam de Alcaraz, o croata também o levou a 5 sets. 5⃣ 🔹Como vencê-lo? Cilic joga deliberadamente com uma baixa % de 1º saque em quadra, porque, como falamos acima, ele quer ter os pontos na sua raquete. Então, ele força demais o saque, buscando ganhar perto dos 80% do 1º saque. João não pode se frustrar com isso e tem que focar nos outros 45-48% de saques que serão com o 2º. O croata também tem um ótimo 2º saque e escolhe momentos pra forçar e punir avanços dos adversários, mas no seu 2º saque kick padrão no lado do iguais, João tem tudo pra jogar fugindo do backhand e enchendo de spin no pé dele. E tentar interceptar mais o kick no lado da vantagem. Ir pra linha de base e atacar mais dentro da quadra, pois Cilic abre muito os adversários da quadra pra matar a vulgo ‘1ª bola’, mesmo no 2º saque. Cilic também é ultraagressivo na devolução, mesmo de saques chapados. Ele gosta de acelerar por cima. Saem devoluções brilhantes dessa estratégia, mas muitos erros também. João vai ter que jogar com menor % de 1º saque, pra forçá-lo mais, porque se só tentar passar o saque, vai encontrar um ataque pesado. Se for jogar pra aumentar a %, que ele varie bem com os dois slices, o mais cortado e o mais batido, e também kickar bem na vantagem. Precisa de bolas que demorem um pouco mais para chegar na raquete do Cilic, pra ele não pegar o timing do saque. Nas trocas de bola, a vantagem tem que ser do João. Cilic no auge conseguia trocar bolas neutras com DJokovic, com Nadal, mas ele perdeu um pouco do tempo de reação, da agilidade. Nos games de devolução, dá pro João ser mais agressivo e tirar a bola da raquete do Cilic, tomar a iniciativa de buscar as winners diretas. Mas nos games de saque não tem por que João forçar demais bolas que sobrem curta pós-saque. Faz um inside-out angulado em vez do inside-in forçado, por exemplo, e aí abre o croata todo fora da quadra e, se ele chegar, joga no oposto. Esse é o jogo de se manter ativo, protagonista, sem entregar games de saque à toa porque começou 0-15, 0-30. Pra se ter uma ideia, quase 40% dos sacadores nos games que começam 0-15 são quebrados, se removermos a elite dessas stats. Então é fundamental, caso tenha a chance, não entregar tantos pontos de graça. E como Cilic não tem a mesma aceleração de antes, bem como precisa recuar um pouco mais pra devolver os saques, cabe também a deixadinha nessas bolas que sobram curtas e na altura da rede, ou abaixo, que são mais difíceis de buscar winners. João também pode preparar a subida à rede nessas condições em que ele está com vantagem no ponto. Abre de um lado, entra na quadra, abre do outro e aí na terceira, já dentro da quadra, bate e sobe colando na rede pra matar o ponto. Nada de entregar game de saque porque sacou um quase-ace, o adversário bloqueou, sobrou uma bola curta entre a linha de base e a linha de saque e na mente há a necessidade de bater e subir à rede. Tem que remover esse instinto. João também precisa se ligar bastante nos contrapés do Cilic, pois ele gosta de devolver paralela com paralela, o "padrão ouro", e o próprio João tem que ‘congelar’ o croata com contrapés, porque se deixar ele correndo livre pra uma direção, ele chegará. Isso ele não perde, é a última coisa a se perder. O problema todo é mudança de direção, tempo de reação, aceleração, desaceleração, etc. Então, se o João plantar cedo na cabeça dele o contrapé, Cilic para de tentar sair antes pra defender bolas nos cantos abertos. E confiar no jogo defensivo. Se o Cilic tomar comando do ponto, é recuar e correria, devolver tudo que dá, pois ele não está mais no prime, então ele pode errar bolas fáceis. Embora precise jogar bem só esse jogo pra ganhar do João, pra ser campeão que a idade faz mais diferença. Agora voltando à devolução, outra grande questão pro João é se manter ativo de perna nesse aspecto. Não travar na pose muito cedo, pois o Cilic gosta de ‘congelar’ os rivais, batendo 25 vezes a bolinha, e aí segue com um saque explosivo a 220+ km/h. ➡️ Na minha insignificante opinião, é 60-40 pro João. E eu, o autor do texto colaborativo com a ADM do Updatão, falo ‘insignificante’ não por humildade, é mais por niilismo mesmo. Eu faço uma análise simplória. Eu creio que de 10 partidas no saibro, o João ganhe 6 do Cilic. Mas uma das 4 vitórias do Cilic pode ser amanhã... E aí? E nem haverá as outras 9 partidas. Ou será 100% pro João ou 0%. No final das contas, essa análise teórica é um tanto quanto desimportante. 📌 A partida entre João Fonseca e Marin Čilić pela segunda rodada do Masters 1000 de Madri acontece nesta sexta-feira (24/04), por volta das 15h30 no horário de Brasília. A transmissão será da ESPN2, Disney+ Premium e Tennis TV. 📸: Mutua Madrid Open













