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London, England Katılım Haziran 2016
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**Jerusalém: A Epopeia de uma Cidade que se Recusou a Morrer** *Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza. Apegue-se-me a língua ao paladar se me não lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.* Nas colinas áridas da Judeia ergue-se uma cidade cujas pedras douradas carregam o peso de milênios de orações, sangue, triunfo e luto. Jerusalém. Uma metrópole que não obedece às leis normais da ascensão e queda das civilizações. Destruída duas vezes, sitiada vinte e três, atacada cinquenta e duas, capturada e recapturada quarenta e quatro. E ainda assim… ela respira. Ela chora. Ela espera. E, finalmente, ela voltou para casa. Tudo começou com um milagre escondido debaixo da terra. Há 5.500 anos, no período Calcolítico, os primeiros humanos olharam para um vale seco e encontraram a Nascente de Giom. Não era um rio calmo. Era um coração pulsante de água que irrompia da rocha calcária como se a própria montanha estivesse viva, respirando. Sem Giom, Jerusalém seria só mais um cume esquecido no deserto. Com ela, virou lar. Os cananeus a chamaram de Urusalim. Os egípcios, em seus Textos de Execração de 1900 a.C., amaldiçoaram o nome Rusalimum gravado em argila que depois esmagavam com raiva. Nas Cartas de Amarna, 1350 a.C., o rei jebuseu Abdi-Heba implorava ao faraó por ajuda: “Urusalim, minha cidade, está em perigo”. Já naquela época, o mundo sabia: ali havia algo diferente. Mas o destino dela só se acendeu de verdade por volta de 1000 a.C. O Rei Davi, poeta, guerreiro, sonhador, olhou para aquela fortaleza jebuseia entre as tribos do norte e do sul e viu o que ninguém mais via: a ponte perfeita. Com audácia que ainda hoje nos arrepia, seus homens entraram pelos túneis de água e tomaram a cidade por dentro. Nasceu a Ir David, a Cidade de Davi. Ele trouxe a Arca da Aliança para o Monte Moriá – o mesmo lugar onde Abraão ergueu o altar para Isaque. Neste exato momento, a história do povo judeu se fundiu para sempre com aquela cidade. Quando o mais sagrado dos sagrados chegou a Jerusalém, ela se tornou, para os próximos três mil anos e por tudo o que ainda está por vir, o sinônimo eterno do povo judeu. O Rei Davi fundiu o destino desta colina ao coração de uma nação, criando um laço inquebrável, uma fusão tão profunda e luminosa quanto a que acontece no núcleo das estrelas, onde átomos colidem e nascem novas luzes que iluminam o universo. Seu filho Salomão fez o resto. O Primeiro Templo subiu como um hino de ouro e cedro do Líbano. O Santo dos Santos brilhava. Peregrinos vinham de longe. O céu tocava a terra ali. Era o coração do povo. E então veio o fogo. 586 a.C. Nabucodonosor e os babilônios. Muralhas caem. Templo vira cinzas. O povo é arrastado acorrentado para o exílio. Qualquer outra nação teria desaparecido. Mas nas margens dos rios da Babilônia, eles não cantaram para os opressores. Choraram. E juraram: “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, que a minha mão direita esqueça a sua destreza”. Cinquenta anos depois, Ciro, o Persa, permite o retorno. Com espadas numa mão e pedras na outra, eles reconstruíram as muralhas e o Segundo Templo. Modesto, sim. Mas aceso. A chama não morreu. Séculos depois, os gregos chegaram com sua cultura brilhante e sua intolerância. Antíoco IV profanou o Templo, sacrificou porcos no altar, proibiu a Torá. O que ele não esperava era a fúria de um sacerdote idoso chamado Matatias e seus filhos. Judas Macabeu e os guerrilheiros das montanhas lutaram contra um império. Venceram. Em 164 a.C., o Templo foi purificado. O óleo que devia durar um dia queimou oito. Chanucá nasceu do milagre da teimosia judaica. Roma veio em seguida. Pompeu em 63 a.C. Depois Herodes, rei sanguinário, construtor genial. Ele transformou o Templo numa maravilha que fazia Roma invejar: pedras de centenas de toneladas, pátios imensos, ouro que cegava o sol. “Quem não viu o Templo de Herodes nunca viu um belo edifício”, diziam. Mas a liberdade fervia. Jesus caminhou por aquelas ruas. A revolta explodiu em 66 d.C. Tito chegou com legiões de ferro. 70 d.C., Tisha B’Av. O Templo queima novamente. O ouro derrete entre as pedras. Centenas de milhares mortos ou escravizados. Bar Kokhba tenta uma última vez em 132. Adriano responde com fúria: ara a cidade com sal, proíbe judeus de entrar, renomeia tudo de Aelia Capitolina e Judeia de Syria Palaestina. A diáspora começa. Mas a memória? Essa nunca partiu. Durante quase dois mil anos, impérios dançaram sobre as mesmas pedras. Bizantinos constroem a Igreja do Santo Sepulcro e deixam o Monte do Templo como lixeira. Muçulmanos chegam em 638: Omar limpa o lixo com as próprias mãos e ergue o Domo da Rocha em 691, sobre a pedra sagrada dos judeus. Cruzados em 1099 transformam as ruas num rio de sangue – muçulmanos e judeus massacrados. Saladino reconquista em 1187 com clemência que os cruzados nunca tiveram. Mamelucos, otomanos… Suleiman, o Magnífico, reconstrói as muralhas que ainda hoje abraçam a Cidade Velha. Quatrocentos anos de sono otomano. A cidade empobrece, adoece, mas nunca morre. E então, no século XIX, algo muda. Judeus, movidos por um amor que nem o Holocausto conseguiria apagar, começam a sair dos muros. Sir Moses Montefiore ajuda a construir Mishkenot Sha’ananim. Pela primeira vez em séculos, eles são maioria na cidade. 1917: Allenby entra a pé pelo Portão de Jafa. Mandato Britânico. 1948: Israel renasce, mas Jerusalém é dividida. O Bairro Judeu cai. O Muro das Lamentações fica do outro lado do arame farpado. Dezenove anos sem poder tocar as pedras. Dezenove anos de coração partido. Até junho de 1967. Guerra dos Seis Dias. Guerra lutada e vencida pelo meu pai, um jovem soldado combatente no Exército de Israel Israel luta pela sobrevivência contra exércitos que juram jogá-los ao mar. Os paraquedistas irrompem pela Porta dos Leões. O rádio crepita: “Har HaBayit b’yadeinu!”, O Monte do Templo está em nossas mãos! Homens endurecidos pela guerra caem de joelhos diante do Muro Ocidental. Rostos molhados de lágrimas tocam pedras que viram impérios caírem. Eles não estão conquistando. Estão voltando para casa. Depois de dois mil anos de exílio, pogroms, inquisições e Auschwitz, o povo judeu abraça novamente o seu umbigo do mundo. Porque Jerusalém nunca foi um troféu para eles. Para babilônios, romanos, cruzados, otomanos, ela era um prêmio geopolítico, uma capital distante, um símbolo de poder. Nunca a capital soberana de nenhum outro povo. Para os judeus, ela é a própria alma. Eles oravam três vezes ao dia virados para ela. Em cada casamento, quebravam um copo: “A alegria não é completa enquanto Jerusalém estiver em ruínas”. Em cada Pessach, o brinde eterno: “No ano que vem, em Jerusalém!”. Nem o Holocausto apagou isso. A arqueologia não mente: selos hebraicos, mikvaot, pedras herodianas. O povo indígena voltou. Não como conquistador, mas como filho que nunca esqueceu o caminho. Hoje, sob soberania israelense, Jerusalém é a única vez na história em que cristãos, muçulmanos e judeus têm acesso livre aos seus lugares sagrados protegido por lei. Não é exclusão. É justiça restaurada. É a prova de que a memória pode vencer impérios. Que o amor pode vencer o exílio. Que um povo que se recusou a desaparecer merecia, mais que qualquer outro, voltar para casa. Se você caminhar hoje pelas ruas da Cidade Velha ao pôr do sol, vai sentir algo que transcende palavras, um aperto no peito que mistura dor e êxtase. As pedras ainda estão quentes, aquecidas não só pelo sol do deserto, mas pelo calor vivo de milênios de lágrimas, sangue, esperança e vitória. Elas guardam as lágrimas de Davi, o fogo devorador de Tito, o pranto inconsolável dos exilados nas margens da Babilônia, a alegria arrebatadora dos paraquedistas de 67 que caíram de joelhos ao tocar o Muro. E agora, essas mesmas pedras guardam também as nossas lágrimas, as lágrimas de um povo que nunca, em nenhum dia escuro, desistiu de sonhar. Porque Jerusalém não é só história. É promessa cumprida. É o coração que bateu firme mesmo quando o mundo inteiro tentou silenciá-lo para sempre. É o milagre vivo de um povo indígena que, após dois mil anos de exílio, pogroms, inquisições e o horror sem nome do Holocausto, voltou para casa. Não como invasor, mas como filho que nunca esqueceu o caminho. É a justiça restaurada na sua forma mais pura, mais comovente e mais justa que a humanidade já testemunhou. E ele continua batendo. Forte. Orgulhoso. Eterno. L’Shana Haba’ah B’Yerushalayim. No ano que vem, e para sempre, em Jerusalém. Jerusalém de ouro!
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ipadasher@ipadasher·
*Pequim, Maio de 2026: O Ocidente Contra-Ataca (Trump vs Xi)* Existe uma forma peculiar de loucura que não grita nem delira. Ela sussurra. Veste-se de compaixão, senta nas cadeiras mais prestigiadas das universidades, assina editoriais respeitáveis e discursa com a voz trêmula de quem carrega o peso moral do mundo. É a loucura da autodestruição civilizada, e está a devorar-nos por dentro com a elegância silenciosa de um cancro que ainda não dói. Fomos convencidos, aos poucos e com paciência cirúrgica, de que a nossa prosperidade é prova de culpa. Que a nossa força é evidência de crime. Que cada hospital construído, cada vacina descoberta, cada constituição que proclama a dignidade humana é, na verdade, a fachada cínica de um projeto de dominação. O réu sentou-se no banco, confessou, e a sala aplaudiu. --- Mas há uma verdade que os arquitetos desta narrativa temem acima de tudo: *a comparação com a realidade.* Olhe para a história da humanidade com olhos limpos, despidos de sentimentalismo e de agenda política. O que encontra não é um Éden de povos pacíficos vivendo em harmonia até que as caravelas chegassem. O que encontra é sangue. Universal, implacável, democrático no seu horror. O comércio árabe de escravos atravessou o Saara durante séculos com uma brutalidade que não gerou um único movimento abolicionista. Impérios mongóis, otomanos, chineses e africanos ergueram as suas grandezas sobre os ossos dos vencidos. Tribos massacravam tribos muito antes de qualquer europeu pisar noutro continente. A violência e a conquista não são patologias europeias. São a condição humana. O que nos diferencia não é termos sido mais violentos. É termos sido os únicos a decidir parar. No auge do poder absoluto, quando poderíamos ter continuado impunes, algo aconteceu que nunca tinha ocorrido na história registada de civilização alguma: viramo-nos para nós mesmos e dissemos que não. Declarámos, pela primeira vez, que todos os homens nascem livres e iguais em dignidade. E depois derramámos o nosso próprio sangue para honrar essa declaração. Nenhuma outra civilização na história fez isso. *Nenhuma.* --- Falam-nos de multipolaridade como se fosse a redenção. Um mundo sem hegemonia ocidental, apresentado com a luz dourada de uma aurora de igualdade entre os povos. É uma ideia bonita. É também uma armadilha mortal. Quer ver o que é a multipolaridade na prática? Retire o Estado soberano de um território e entregue-o simultaneamente a vários cartéis armados. Observe o que acontece nas primeiras 48 horas. Quando a força hegemónica recua, não surge o concerto pacífico das nações. Surge a guerra de todos contra todos, porque a natureza não tolera vácuo de poder. E a pergunta que deveria gelar o sangue de qualquer pessoa pensante é esta: *quem preencherá esse vácuo?* A China, que passou décadas construindo silenciosamente um império económico planetário, comprando portos, capturando cadeias de abastecimento, amarrando nações em dependências que parecem acordos de desenvolvimento mas funcionam como coleiras? A Rússia, cujo czarismo atualizado move fronteiras à força de mísseis? O expansionismo político islamista, que substitui ordens liberais por teocracia onde quer que encontre espaço? A escolha real não é entre o Ocidente e a Utopia. É entre o Ocidente e a tirania sem verniz. --- É precisamente aqui que precisamos olhar para o que está acontecendo agora, esta semana, em tempo real, diante dos nossos olhos. Um avião aterra em Pequim. E o mundo, distraído com manchetes de superfície, perde completamente o significado do momento. Aqueles que entendem geopolítica como ela realmente funciona reconhecem de imediato: *isto não é diplomacia. É a demonstração mais calculada de força que o Ocidente protagonizou em décadas.* Porque enquanto metade do Ocidente esteve ocupada a pedir desculpas pela própria existência, a outra metade, a que ainda se lembra para que serve o poder, esteve a trabalhar em silêncio. A reconstruir, peça por peça, a alavancagem que décadas de política externa passiva foram desperdiçando. Restrições tecnológicas que estrangulam as ambições de Pequim em inteligência artificial. Diversificação de terras raras que quebram monopólios estratégicos. Redes de alianças no Indo-Pacífico construídas com paciência de longo prazo. Dominância energética consolidada como instrumento de pressão geopolítica. O resultado é que quando o representante máximo do poder americano aterra na capital chinesa, não chega como parceiro ansioso por estabilidade. Chega como alguém que alterou as condições do terreno antes de se sentar à mesa. E quando as instabilidades no Médio Oriente expuseram a vulnerabilidade energética de Pequim, quando ficou claro que a segunda maior economia do planeta continuava refém de rotas que não controla, o quadro ficou completo. A China não se sentou à mesa por generosidade diplomática. Sentou-se porque a aritmética do poder não deixou outra opção. --- Compreenda o que está verdadeiramente em jogo. O que se decide agora, nas salas fechadas de Pequim, não é quem vende mais soja ou quem aplica mais tarifas. É quem controlará o comércio, a energia, a tecnologia, os alimentos e a inteligência artificial pelos próximos trinta anos. É a arquitetura do mundo em que os seus filhos nascerão como adultos. E é aqui que reside o perigo mais sombrio de todos, aquele que raramente é dito com esta clareza: *os nossos adversários contam com a nossa autodestruição interna.* Não é teoria da conspiração. É estratégia elementar. Enquanto as nossas universidades ensinam que o talento é uma forma de privilégio a ser corrigido, enquanto as nossas corporações promovem pela lealdade ideológica em vez da competência, enquanto dizemos a uma geração inteira que a biologia é o destino e o esforço é irrelevante, a China forma engenheiros. Treina matemáticos. Constrói infraestrutura de inteligência artificial com a frieza metódica de quem sabe que o século XXI será ganho pelo conhecimento, não pela gestão da culpa histórica. Uma civilização que substitui a meritocracia pelo ressentimento institucionalizado está a condenar os seus aviões a caírem e o seu futuro científico à estagnação, e está a fazê-lo precisamente quando a batalha pela liderança tecnológica global nunca foi tão decisiva. Os nossos adversários não precisam de nos derrotar. Precisam apenas de esperar que terminemos de nos derrotar a nós próprios. É por isso que o que acontece em Pequim esta semana importa tanto. Não apenas como momento diplomático, mas como sinal. O sinal de que nem todos no Ocidente esqueceram como se joga o jogo real. De que ainda existe, algures no centro nervoso desta civilização, a memória instintiva de que o poder não se pede, não se envergonha, não se desculpa. *Defende-se.* --- A realidade, despida de romantismo, é esta: Com todas as suas fraturas e contradições, o Ocidente moderno é o *milagre da história humana.* O arranjo civilizatório mais livre, mais plural e mais rico que alguma vez existiu. O único que concedeu ao indivíduo o direito de ser o arquiteto do seu próprio destino. Não existe paraíso fora das nossas fronteiras esperando para nos receber. Existe o vazio, e no vazio os que chegarem primeiro ditarão as regras. Se não recuperarmos a confiança na nossa própria grandeza, se não tivermos a coragem de defender o que construímos contra os que nos atacam de fora e contra os que nos corroem por dentro, entregaremos tudo. O dia em que esta chama se apagar, por pura exaustão e vergonha de si mesma, o que a substituirá não será o paraíso imaginado pelos académicos desconstrucionistas. Será um pesadelo de força bruta e servidão do qual não haverá fronteiras para cruzar, nem barcos para apanhar. *Porque já teremos destruído todos os lugares para onde fugir.*
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ipadasher
ipadasher@ipadasher·
O Vaticano e o Irã: quando a diplomacia silencia a moral **Por que o abraço do Papa Leão XIV ao regime iraniano é uma traição moral sem precedentes** Hoje, 12/05/26, Enquanto jovens iranianos são enforcados em guindastes públicos pelo regime dos aiatolás, executados por ousarem sonhar com liberdade, o Papa Leão XIV entregou ao embaixador da República Islâmica a mais alta honraria diplomática do Vaticano. Leia novamente. Deixe a frase assentar. A Igreja que proclama defender os oprimidos, que erigiu em dogma a dignidade humana, que canonizou mártires por resistirem a tiranias exatamente como esta, essa mesma Igreja escolheu condecorar os carrascos. O que significa esta medalha? Não se trata de um gesto protocolar banal. Uma honraria diplomática vaticana não é um cartão de visita trocado num corredor. É uma declaração política deliberada, carregada de simbolismo moral e teológico. É o Vaticano dizendo ao mundo: *este regime merece respeito. Este regime é um interlocutor legítimo da paz.* Paz. A palavra que o Papa usou para justificar a distinção. Que paz? A paz dos enforcados? A paz das mulheres presas por não usarem véu? A paz dos manifestantes fuzilados durante o levante de 2022, cujos corpos as famílias não puderam nem reclamar sem pagar pela bala que os matou? Se isso é paz, então a palavra perdeu todo o significado ou o Papa perdeu sua bússola moral. Uma traição com nome e rosto O Papa Leão XIV não ignorou os crimes da Guarda Revolucionaria. Nenhum líder mundial, em 2026, pode alegar ignorância sobre o que o regime de Teerão faz ao seu próprio povo. As imagens dos guindastes são públicas. Os relatórios da ONU são públicos. Os nomes das vítimas são públicos e não sao poucos, mais de 40 mil pessoas massacradas A condecoração, portanto, não é ingenuidade. É escolha. E escolhas têm consequências morais. Ao estreitar a mão do representante de um regime de terror, o Papa não apenas legitima os algozes, ele abandona ativamente as vítimas. Envia a cada iraniano que arrisca a vida nas ruas uma mensagem inequívoca: *a Igreja não está do vosso lado.* O sangue que mancha aquela medalha não é metáfora. É o sangue de Mahsa Amini. É o sangue dos jovens de Zahedan. É o sangue de cada homem e mulher que o regime dos aiatolás assassinou enquanto o mundo fingia não ver, e que o Vaticano, agora, escolheu oficialmente não ver também. --- O silêncio que condena O mais perturbador não é sequer o gesto em si é o silêncio que o acompanha. Nenhuma palavra de solidariedade ao povo iraniano. Nenhuma condição posta ao regime. Nenhum reconhecimento das atrocidades. Apenas o brilho da medalha e o sorriso diplomático. João Paulo II, um Papa que todos se orgulham e admiram, enfrentou o comunismo soviético com coragem moral inabalável. Desafiou ditadores. Visitou prisioneiros. Fez da sua voz um escudo para os sem voz. Leão XIV escolheu outra herança: a dos papas que, por cálculo geopolítico, covardia institucional, ou ideologia distorcida preferiram a cortesia dos imprestáveis à defesa dos esmagados. A história não costuma ser gentil com essa escolha. Ao Papa, diretamente O senhor não representa apenas uma instituição diplomática. Representa, segundo a fé de mais de um bilhão de pessoas, a voz do Catolicismo na terra, e Jesus, pelos próprios Evangelhos que o senhor professa, não condecorou os que enforcam. Defendeu os que são enforcados. O senhor pode ainda desfazer parte deste dano. Pode falar. Pode nomear os crimes pelo que são. Pode dirigir uma palavra pública de solidariedade ao povo iraniano que hoje morre pedindo apenas a liberdade que o senhor tem o privilégio de exercer todos os dias dentro dos muros dourados do Vaticano. O silêncio, a esta altura, é cumplicidade. E a história, e 👆, tomará nota. *A traição moral não precisa de violência para ser traição. Por vezes, basta uma medalha.*
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ipadasher
ipadasher@ipadasher·
Os judeus da diáspora imploraram a Israel que parasse de lutar contra o Hamas, convencidos de que a guerra alimentava o antissemitismo. Sete meses depois de um cessar-fogo, os judeus ainda estão sendo caçados nas ruas enquanto a multidão da Anistia grita ainda mais alto "genocídio em curso". O problema nunca foi Israel. Sempre foram os antissemitas. A lição da história - faça o que é certo independente da opinião pública
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Scott Jennings
Scott Jennings@ScottJenningsKY·
This New York Times "article" about Israel is such a journalistic atrocity that I actually feel stupid reading it out loud. If everyone at the NYT who is responsible for this is not fired, then the publication will lose whatever shred of credibility it has left.
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Barak Ravid
Barak Ravid@BarakRavid·
🇮🇱Amazing performance by Noam Bettan at the @Eurovision semi-final
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Ziguiraldo Pampas
Ziguiraldo Pampas@ziguiraldo53607·
@ipadasher "Eles" Arabe é 99% quem ja tava la e foi arabizado. Quem construiu o "seu" templo forao os mesmos que depois construirao mesquitas
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ipadasher
ipadasher@ipadasher·
Eles construíram uma mesquita nas ruínas de nosso templo e tem a audácia de nos chamar de colonizadores.
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Monica Laredo
Monica Laredo@MonicaLaredo2·
Você tem visto minhas postagens no @X? A plataforma está perseguindo perfis de direita novamente. Por favor, deixe uma resposta. Muito obrigada ☺️
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ipadasher
ipadasher@ipadasher·
Viva a Mentira 2 - O Teatro das Sombras A Gênese da Nossa Pior Fraqueza Existe um experimento que nenhum laboratório de psicologia tem coragem de publicar em suas conclusões mais honestas. É simples, brutal, e você pode replicá-lo em casa sem equipamento algum (apesar de eu nao recomendar). Pegue alguém que você ama. Torne-a inconveniente o suficiente por tempo suficiente. E observe. Não teorize. Não justifique. Observe. O que você verá vai partir algo dentro de você. Mas só da primeira vez. Depois disso, você nunca mais vai se surpreender com absolutamente nada. Desde os seus primeiros passos cognitivos, você foi submetido a um rigoroso e implacável condicionamento. Em algum momento da infância, através de fábulas, conselhos parentais e dogmas sociais, ensinaram-lhe a acreditar nas pessoas. A tomar as palavras pelo valor nominal. A confiar nos sorrisos direcionados a você, a acreditar na sacralidade das promessas, a enxergar as demonstrações de afeto como verdades absolutas. Anote esta constatação, ela é a fundação de toda a sua dor: esse foi o seu primeiro e mais devastador erro. Todas as decepções que você já provou, todas as traições que o fizeram perder o chão, todos os momentos em que se sentiu apunhalado pelas costas ou cegado por uma atitude inesperada nasceram desta única e colossal ilusão. Você cometeu o pecado capital da ingenuidade: acreditou que a performance que lhe apresentavam era real. Sinceramente nao sei porque, nem como cheguei a esta tese absoluta, sombria e, no entanto, inegavelmente libertadora. Talvez eu tenha enxergado finalmente através da máscara. Compreendi que, por baixo de cada conversa educada, de cada gesto amigável, de cada juramento apaixonado de amor eterno, repousa algo muito mais obscuro e primitivo. Uma força. Um impulso cego, egoísta e insaciável que dita absolutamente todo comportamento humano. E a verdade que os ingênuos se recusam a aceitar, e que eu lhe entrego agora, é esta: Estão todos fingindo. Todos vivendo a mentira que nos permite viver em sociedade, todos escondendo o horror da verdadeira natureza biológica egoista. Cada interação que você tem é puro teatro. Cada relacionamento que você constrói é estritamente transacional. E o instante exato em que você aceita essa premissa é o instante em que você deixa de ser a eterna vítima do mundo. Ninguém pode enganá-lo quando você já enxerga através do personagem. Ninguém pode manipulá-lo quando você não espera nada de genuíno. Ninguém pode partir o seu coração quando você, para começo de conversa, nunca acreditou na encenação. Não estou aqui para transformá-lo em uma pessoa amargurada. A amargura é o prêmio de consolação de quem ainda queria que a mentira fosse verdade. Estou aqui para torná-lo lúcido. Para destruir a mentira confortável em que você tem vivido: a crença infantil de que a maioria das pessoas é boa, honesta e autêntica. A Ilusão da Reciprocidade Em 1961, Stanley Milgram conduziu aquele que talvez seja o experimento mais perturbador da história da psicologia moderna. Participantes comuns, professores, contadores, pais de família foram instruídos a aplicar choques elétricos em outras pessoas cada vez que erravam uma resposta. Os choques eram falsos. O sofrimento, encenado. Mas isso não importou. Sessenta e cinco por cento deles foram até o fim. Até o nível marcado "Perigo: Choque Severo". Até ouvir os gritos (gravados) cessarem em silêncio aterrador. Por quê? Não por maldade. Por conformidade social. Por não quererem incomodar. Por obedecerem à estrutura da situação. O que Milgram demonstrou não foi que os seres humanos são monstros. Foi algo muito pior: que a bondade é circunstancial. Que a moralidade é um luxo que se mantém enquanto o contexto permite. E que o mesmo vizinho educado que lhe cumprimenta de manhã vai, sob as condições certas, apertar o botão. A maioria das pessoas caminha pela vida assumindo uma falácia perigosa: a de que os outros compartilham dos mesmos valores morais que elas. Que, se forem gentis, o universo lhes devolverá gentileza. Que, sob a superfície, a humanidade opera a partir de um núcleo de decência. Os seres humanos não são movidos pela razão, pela moralidade, pela ética ou pelo amor. São movidos por uma vontade biológica implacável, uma força cega que não se importa com conceitos abstratos de "bem" ou "mal", mas única e exclusivamente com sobrevivência, prazer e autopreservação. Pense nos sorrisos que você recebe diariamente. Pense nos elogios, nos atos que rotulou como "generosidade". Nada disso é o que parece. Tudo é estratégia. As pessoas não agem a partir do coração; elas agem a partir da necessidade. O seu amigo é amigável porque precisa de algo que aquela relação proporciona, seja status, companhia para afastar o próprio tédio, ou favores futuros. O seu parceiro romântico diz que o ama porque você preenche um vazio emocional, oferece segurança ou valida o ego dele. O seu colega o respeita apenas na medida em que isso serve à posição e à estabilidade dele próprio. Quer a prova definitiva? Remova o benefício. Torne-se inútil, inconveniente ou um peso. E assista, maravilhado e horrorizado, à rapidez com que a máscara despenca no chão. Isso não é cinismo. É observação cirúrgica. O mundo não é um santuário de conexões genuínas; o mundo é um palco. E todos, absolutamente todos, são atores interpretando o papel que lhes traz o maior benefício possível naquele momento. A verdadeira tragédia é que a esmagadora maioria das pessoas sequer percebe que está fingindo. Elas acreditam na própria performance. Olham no espelho e enxergam pessoas boas. Acham que a sua gentileza é pura, que a sua lealdade é inabalável, que o seu amor é incondicional. Mas retire delas o conforto, ameace a segurança, remova a vantagem, e você verá a essência nua: mecanismos de sobrevivência vestidos com roupas humanas. A Anatomia da Traição "O que chamamos de virtude muitas vezes não é mais do que um conjunto de diferentes interesses e vaidades, por sorte organizados." — La Rochefoucauld, Máximas, 1665. Trezentos e sessenta anos. E não há uma única linha dessa frase que envelheceu. Quando você internaliza essa tese, a sua leitura do mundo muda drasticamente. A pessoa que parecia incrivelmente devota revela-se, sob a luz certa, apenas uma oportunista paciente. O amigo que jurou estar ao seu lado "para o que der e vier" desaparece como fumaça no exato minuto em que você não pode mais servi-lo. O parceiro que sussurrava promessas de amor incondicional torna-se um estranho gélido assim que o seu valor físico, emocional ou financeiro diminui. Esse padrão se repete em ciclo infinito, geração após geração, por um motivo simples que você precisa gravar na alma: nunca foi sobre você. Sempre foi sobre eles. Sempre foi sobre as necessidades deles, a satisfação deles, o ego deles. Quando alguém é "legal" com você, raramente está sendo movido por altruísmo. Na maior parte das vezes, está apenas evitando conflitos que gastariam energia. Quando alguém diz que se importa, não está oferecendo preocupação genuína; está fazendo manutenção de um vínculo que pode ser cobrado como favor mais tarde. Quando alguém o elogia, não está celebrando a sua grandeza; está posicionando a si mesmo no seu radar ou manipulando você para que sinta uma dívida de gratidão. A interação humana não tem como objetivo a conexão real; o objetivo é a ocultação. Todos escondem os seus verdadeiros motivos, sejam eles ganância, luxúria, inveja ou medo, por trás de comportamentos socialmente aceitáveis. Portanto, a pergunta que você deve se fazer ao olhar para alguém não é "Será que essa pessoa está fingindo?". A pergunta correta é: "O que ela está fingindo ser, e por qual motivo?" Pare de julgar as pessoas pelas palavras que saem de suas bocas. Comece a observar meticulosamente o que elas fazem quando não há absolutamente nada a ganhar. Observe como tratam as pessoas que não podem oferecer-lhes nenhuma vantagem. Observe como a "lealdade" se dissolve assim que a inconveniência se apresenta. Observe como o "amor" se transforma em gélida indiferença no segundo em que a necessidade egoísta deixa de ser satisfeita. Estas não são exceções comportamentais de pessoas de mau caráter. Estes são o padrão da espécie. A Farsa dos Monstros e a Natureza da Vontade A maior parte do sofrimento humano advém da teimosia em recusar esta realidade. As pessoas agarram-se com unhas e dentes à fantasia de que existe, em algum lugar, alguém diferente. Alguém puro. Alguém genuíno que as amará sem agendas ocultas. Essa é a esperança mais cruel que existe. Pois é ela que mantém você vulnerável. É ela que o mantém na sala de espera da vida, confiando em um mundo que, paradoxalmente, recompensa apenas a desconfiança. Preste muita atenção agora: as pessoas que mais o machucaram na vida não são vilões cruéis, monstros maquiavélicos ou almas quebradas. Elas são apenas humanas. E os humanos, no seu cerne mais profundo, operam para servir a si mesmos. Não porque acordaram e decidiram ser perversos, mas porque essa é a sua natureza inalterável. A força dentro deles exige satisfação constante. Tudo o mais, a moralidade, a lealdade, o amor, é secundário, utilizável apenas enquanto for útil. Você foi ensinado a achar que o indivíduo que o traiu tinha um defeito de caráter. Mentira. Ele estava fazendo exatamente aquilo para o qual milhões de anos de evolução o projetaram: priorizar a própria sobrevivência, o próprio conforto, a própria vantagem. Você é a anomalia por ter acreditado em algo diferente. Você é a exceção irracional por ter esperado mais. No reino animal, usam-se garras e presas. Na civilização humana, essas ferramentas evoluíram para palavras, manipulação emocional e performance social. As pessoas aprenderam a disfarçar os instintos bárbaros por trás da etiqueta. Sorriem quando querem extrair algo. Choram quando precisam manipular a sua simpatia. Pedem desculpas unicamente quando isso preserva uma ponte que ainda lhes é útil. Declaram amor para garantir o próprio conforto de não estarem sozinhas. Por baixo de tudo isso, a máquina está sempre operando. Sempre calculando. Sempre se movendo em direção ao que a sacia. É por isso que as pessoas mudam de forma tão brusca e assustadora. É por isso que alguém que dormia ao seu lado jurando amor eterno pode, semanas depois, ir embora sem olhar para trás ou hesitar. É por isso que a lealdade desmorona assim que o seu custo de manutenção se torna alto demais. Não leve para o lado pessoal. É a natureza agindo. Esse instinto primitivo não respeita promessas feitas no altar ou pactos de amizade. Ele respeita apenas a sobrevivência. E quando a sobrevivência exigir que você seja abandonado no meio do caminho, você será deixado para trás sem um pingo de hesitação e sem nenhum remorso verdadeiro. Pare de se surpreender com isso. Todo relacionamento é condicional. Ele só respira enquanto serve à vontade de ambas as partes. Parou de servir, ele morre. A Desconstrução do Altruísmo e o Verniz Social Pense na última vez em que alguém o decepcionou profundamente. Reflita com frieza: essa pessoa agiu por pura maldade premeditada para destruí-lo, ou simplesmente tomou uma atitude que protegia os interesses dela, atropelando você no processo? A resposta é quase universalmente a segunda opção. Eles não estavam pensando em você. Estavam pensando neles mesmos. Até mesmo os atos que veneramos como o ápice da abnegação são movidos pelo autointeresse. O biólogo evolucionário Robert Trivers cunhou um termo para isso em 1971: altruísmo recíproco. A ideia central é perturbadora na sua precisão: ajudamos os outros não porque somos nobres, mas porque inconscientemente calculamos a probabilidade de o favor ser retribuído. A generosidade, nas suas raízes evolutivas, é um investimento. Um empréstimo com expectativa de juros. O filantropo que faz doações públicas está comprando crédito social, admiração e legado. O amigo que escuta as suas lamentações por horas está se sentindo necessário, superior e validado na própria estabilidade. O parceiro que faz grandes sacrifícios por você está, na verdade, fazendo um investimento de longo prazo, esperando reciprocidade com juros, ou simplesmente agindo para evitar a dor terrível da própria culpa. A minha tese é incisiva: o altruísmo puro é um mito. Não existe. Todo ato de aparente bondade serve a quem o pratica de alguma forma, seja pelo retorno prático, pela elevação da reputação ou pelo alívio de um desconforto interno. Isso torna a bondade inútil? Não. Apenas revela que a bondade é, fundamentalmente, uma transação comercial com verniz floral. A própria sociedade em que vivemos não passa de uma grande performance coreografada, afinal vivemos a mentira. Um acordo coletivo e silencioso de fingirmos que somos mais civilizados, morais e conectados do que a nossa essência permite. Comparecemos a eventos que achamos maçantes. Sorrimos para pessoas que secretamente odiamos. Expressamos pêsames profundos por pessoas com quem não nos importamos. A civilização é um verniz microscópico sobre a nossa selvageria inata. Quer ver do que somos feitos? Retire o conforto. Traga a escassez de recursos. A educação e a polidez que você experimenta no dia a dia não são provas definitivas da bondade humana; são, na melhor das hipóteses, evidências de que o sistema ainda está estável. Quando essa estabilidade sofre um abalo sísmico, as máscaras derretem. É por isso que crises revelam a verdadeira face de cônjuges, sócios e vizinhos. A performance de ser "bom" torna-se custosa demais para ser mantida. O instinto primordial assume o controle. E, de repente, o vizinho gentil vira uma ameaça, o amigo se torna distante e o parceiro amoroso revela-se um calculista frio. O Espelho e a Aceitação (A Sua Própria Farsa) Aqui eu paro. Há noites, e preciso ser honesto com você, porque você merece isso, em que me pergunto se não estou errado. Se não há algo de real, de irracional e genuinamente bonito, nessa capacidade humana de se entregar ao outro. Se não existe, em algum lugar entre o cálculo e o caos, uma forma de amor que escapa ao egoismo do interesse próprio. E então eu lembro. Lembro de uma amizade de periodo longo que durou exatamente até o momento em que deixei de ser útil. Lembro de uma lealdade que jurei absoluta e que encontrou o seu preço num instante preciso. Lembro de que eu mesmo, na minha melhor versão moral, já sacrifiquei principios para preservar uma situação que me convinha. E a dúvida passa. Sempre passa. Agora viremos o microscópio para você. Antes de se declarar o grande juiz moral do mundo e olhar para a humanidade com desdém, engula a pílula mais amarga desta tese: você não está isento dessa verdade. Você também está fingindo. Alguns mais, alguns menos. Você também é governado por necessidades egoístas. Você também camufla os seus reais motivos por trás de palavras bonitas e comportamentos aceitáveis. A única diferença entre você e o resto da multidão é o grau de consciência que você terá a partir de hoje. Seja brutalmente honesto frente ao espelho. Quando você é gentil, é por puro desprendimento, ou porque deseja secretamente ser amado e bem-visto? Quando você ajuda, é sem expectativas, ou no fundo você cria uma nota promissória mental contra aquela pessoa? Quando você ama, é incondicional mesmo, ou é porque aquela pessoa preenche os seus medos, valida a sua existência e acalma a sua ansiedade de ficar sozinho? Isso não é um exercício de ódio próprio. É o caminho para o autoconhecimento supremo. Porque no instante em que você admite a sua própria natureza calculista e falha, um milagre acontece: você para de julgar os outros por fazerem o mesmo. Você para de cobrar das pessoas que se elevem acima da sua natureza animal quando nem mesmo você conseguiu transcender a sua. A verdadeira sabedoria não nasce da resistência ou da revolta contra o mundo; ela nasce da aceitação absoluta. Aceite que somos falhos. Aceite que toda conexão é, por definição, impermanente. Aceite que todos estão atuando. E é dentro dessa aceitação sombria que você, paradoxalmente, encontra a paz final e, por um instante, algo que talvez se pareça com compaixão. A Arquitetura da Invencibilidade O homem ou a mulher verdadeiramente sábio não habita no reino das ilusões, mas também não habita no reino do gelo. Ele habita num terceiro lugar que não tem nome bonito: o lugar de quem vê tudo e ainda assim escolhe participar. Ele não entra em colapso com a traição, pois no fundo sabia que a lealdade era condicional. Não entra em luto eterno pelas perdas, pois nunca assumiu a permanência de nada. Caminha pelo mundo com os olhos abertos e o coração estrategicamente blindado, não porque o coração não funciona, mas porque ele aprendeu a não entregá-lo a quem não passou no único teste que importa: o que você faz quando não há nada a ganhar. Existe uma diferença crucial que a maioria das pessoas confunde. A diferença entre endurecer e clarear. Endurecer é fechar. É o cinismo como mecanismo de defesa, a amargura como identidade, a desconfiança como religião. Esse caminho leva a uma espécie de morte lenta, você se protege de ser enganado eliminando a capacidade de ser tocado. Clarear é diferente. É ver sem ilusão e ainda assim mover-se pelo mundo. É saber que o sorriso pode ser calculado e ainda assim apreciar o calor dele. É saber que o amor tem condições e ainda assim amá-lo no momento em que existe. É a mesma consciência de um ator experiente que sobe ao palco sabendo que é teatro, e entrega a sua melhor performance assim mesmo. Você pode engajar com as pessoas, jantar com elas, rir com elas, mas não depende delas. Você aprecia a companhia, mas não a precisa como se fosse oxigênio. Você agradece a gentileza alheia, mas nunca comete o erro letal de achar que ela não cobrará um preço. Aceite isso. Espere por isso. Planeje-se para isso. Comece a enxergar as suas relações exatamente como o que são: arranjos temporários construídos sobre o pilar do benefício mútuo. Quando o benefício desaparecer, a relação também desaparecerá. Isso não é tragédia. É a ordem natural das coisas, a maré que sobe e desce, indiferente ao que você sente sobre ela. O objetivo final desta tese é levá-lo a um patamar preciso: se todas as pessoas da sua vida desaparecessem amanhã, você continuaria inteiro. Não por insensibilidade. Mas por ter construído, lentamente, uma identidade que não depende de testemunhas para existir. A Fortaleza da Autossuficiência Para sobreviver com maestria, você deve estruturar a sua realidade de forma que nenhum indivíduo, nunca, sob nenhuma circunstância, detenha o poder de arruinar a sua paz. Diversifique os seus investimentos emocionais como um investidor diversifica o patrimônio financeiro. Jamais permita que um único relacionamento seja a régua que define o seu valor. Nunca deixe que a opinião de uma pessoa dite a sua realidade. Jamais permita que uma única traição ou abandono tenha força suficiente para implodir as fundações da sua vida. Cultive a autossuficiência extrema. Não a solidão forçada, mas a independência inegociável. Desenvolva interesses, paixões e estudos que não exijam a presença ou validação de mais ninguém. Construa competências que lhe deem uma confiança solitária. Crie rotinas que sirvam como âncoras para o seu espírito, independentemente das tempestades externas ou de quem escolheu sair da sua vida. Treine-se para ser um observador científico das suas próprias emoções. Note quando você sente o desespero por validação. Note o pânico diante da ideia de ser rejeitado. E então se questione implacavelmente: "Por que isso me afeta tanto? O que eu tenho tanto medo de perder?" Quase sempre, a resposta revelará uma dependência que você precisa extirpar. Recuse-se a ser escravo das suas reações emocionais. Recuse-se a colocar as chaves da sua felicidade no bolso de variáveis que você não pode controlar, ou seja, outras pessoas. É assim que você conquista uma forma rara e absoluta de paz: a paz de quem já previu o pior cenário possível e construiu fortalezas ao redor de si. Não por medo. Por preparação. O Despertar e a Imunidade Agora as cortinas foram puxadas. Você vê o maquinário do palco. Você enxerga os fios que controlam as marionetes, as máscaras que cobrem os rostos, a força cega que move cada gesto aparentemente nobre. Você entende que quase tudo não passa de pretensão. Mas perceba a magnitude do poder que você acabou de adquirir. Você não é mais uma vítima das ilusões alheias. Você nunca mais será chocado pela punhalada nas costas. Você não será despedaçado quando for deixado para trás, porque você já viu o roteiro antes mesmo do filme começar. O que você ganhou com a leitura desta tese não foi o cinismo. Foi Imunidade. A habilidade inestimável de caminhar em um mundo lotado de farsantes sem nunca ser engolido por eles. A habilidade de estar próximo sem criar amarras. A habilidade de amar o momento sem a dependência do para sempre. A habilidade de dar algo sem esperar absolutamente nada em troca, porque você sabe que a expectativa é a mãe de toda decepção. Esse conhecimento não vem para torná-lo miserável; ele vem para torná-lo invencível. Livre das mentiras que o faziam correr em círculos atrás de uma pureza que não existe na biologia humana. Livre daquela dor ácida que queima o estômago quando descobrimos que confiar na performance foi um erro. Eles podem sorrir para você. Podem assinar papéis, fazer promessas dramáticas sob a luz do luar, performar atos grandiosos de lealdade e amizade. E você pode sorrir de volta. Pode brindar com eles. Pode jogar o jogo e até apreciar a beleza estética da cena. Mas você nunca mais vai acreditar naquilo. Não cegamente. Não entregando o seu pescoço. Você está no controle do próprio roteiro. Essa clareza não destrói a sua capacidade de estar vivo; ela apenas a refina. Você ainda pode viver momentos de genuína alegria. Mas o fará sem o delírio da dependência, sem o dogma de que as coisas devem durar para sempre para terem valor. A vida traz sofrimento intrínseco. Ninguem sai da vida incólume. A única rota de escape desse ciclo é o Entendimento Absoluto. Entender que o mundo cobra um preço pela sua ilusão. Entender que as pessoas são arrastadas por correntes que elas sequer compreendem. Entender que desejar que o oceano pare de fazer ondas é a definição de loucura, e a raiz de toda a sua dor. Agora você sabe. Você é imune. Nada e ninguém voltará a enganá-lo na face desta terra. Você lê as entrelinhas das almas. Você se tornou algo raríssimo: alguém que sabe jogar o jogo sem nunca se tornar a peça no tabuleiro de outra pessoa. O mundo lá fora vai continuar a sua dança desesperada. As pessoas continuarão mentindo para os outros e para si mesmas, afogando-se nas próprias performances. Mas você verá através do nevoeiro. E ao ver através dele, você será livre. Há apenas uma coisa que nunca consegui responder com honestidade. E que, se for verdade com você mesmo, ainda vai tirar o seu sono por algumas noites. Se alguém que sabe que está fingindo ainda pode, em algum momento raro e não planejado, sentir algo real, isso ainda é fingimento? Eu não sei. E é precisamente essa dúvida que me mantém humano. Talvez também a você.
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ipadasher
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A China passou 20 a 30 anos construindo um império econômico silencioso pelo mundo inteiro… E agora Trump está voando para Pequim para começar a desmantelá-lo diante de todo o planeta. A maioria das pessoas acha que essa visita é sobre diplomacia. Estão perdendo o jogo real por completo. Isso não é uma "cúpula de paz." É uma cúpula de pressão. E Trump entra em Pequim com a posição de negociação mais forte que os EUA tiveram frente à China em anos. Por quê? Porque desde janeiro de 2025, o governo americano atacou sistematicamente os pilares da alavancagem global chinesa: → Tarifas massivas para forçar a relocalização das cadeias de suprimentos → Restrições a semicondutores estrangulando as ambições da China em IA e defesa → Diversificação de terras raras para quebrar o monopólio de Pequim → Bloqueio ao investimento chinês em setores estratégicos americanos → Expansão de GNL e petróleo consolidando a dominância energética dos EUA → "Friend-shoring" no Indo-Pacífico para reduzir a dependência da manufatura chinesa A maioria das pessoas enxerga só as tarifas. Isso é a superfície. A estratégia real é muito maior: A equipe de Trump está tentando desmantelar a capacidade da China de coagir economicamente o mundo. E então veio o conflito com o Irã. Isso mudou tudo. Quando as infraestruturas petrolíferas iranianas e o tráfego no Estreito de Ormuz ficaram instáveis, a China se viu diante de uma realidade brutal: Sua economia ainda é altamente vulnerável a choques energéticos externos. Isso importa porque a China importa volumes enormes de petróleo, e o Irã era uma das válvulas de escape de Pequim contra a influência ocidental. E assim Trump chega a Pequim com alavancagem em múltiplas frentes ao mesmo tempo: Alavancagem comercial. Alavancagem tecnológica. Alavancagem energética. Alavancagem de supply chain. **Alavancagem geopolítica.** É por isso que essa visita importa. Fique de olho no que vem a seguir: → Compras chinesas massivas de energia e agricultura americana → Pressão em torno dos precursores do fentanil → Negociações atreladas às exportações de terras raras → Acesso a chips e IA usado como moeda de troca → Pressão silenciosa sobre Pequim em relação ao Irã e à Rússia Isso não é a América implorando estabilidade para a China. Isso é os Estados Unidos obrigando a China a negociar dentro de um framework desenhado pelos próprios americanos. E goste ou não do Trump, uma coisa está ficando muito difícil de negar: A era da política externa passiva americana acabou. Estamos assistindo, em tempo real, ao retorno da economia de força bruta. A maioria das manchetes vai falar em "diplomacia." A história real é a reconfiguração das alavancas do poder global. E a parte assustadora? A maioria das pessoas ainda não entendeu até onde essa guerra econômica já chegou. A próxima geração é melhor começar a aprender geopolítica, e rápido. O mundo que está sendo construído agora vai determinar quem controla o comércio, a energia, a tecnologia, os alimentos, as rotas marítimas, a IA e as finanças globais pelos próximos 30 anos.
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Laura Loomer
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It’s disappointing how the Trump administration has barely deported any Islamic terrorists and they are allowing for Jews to be beaten on the streets of New York City by staying silent as Mamdani unleashes a wave of Islamic terror. Does the admin even have a plan to combat Islamic terror in the homeland? It gets worse each day as it pertains to the tolerated Islamic violence in American cities. I expected to see this under a Kamala Harris administration. Not a Trump administration. This needs to be dealt with. I am very disturbed by the lack of action on this by admin officials. Do Trump’s staff even tell him about these Islamic attacks? Doubt it. They always hide everything from him.
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🇮🇱 ISRAEL NOW HAS THE HIGHEST GDP PER CAPITA IN THE MIDDLE EAST According to IMF 2026 estimates, Israel ranks ahead of every Arab state and Iran in nominal GDP per capita: 1. Israel — $69,804 2. Qatar — $68,138 3. UAE — $54,214 4. Saudi Arabia — $37,811 5. Iran — $3,410 Despite decades of war, terrorism, boycotts, and regional isolation, Israel built one of the most advanced economies in the world. Innovation. Technology. Defense. Entrepreneurship. A tiny country with no oil became an economic superpower. WHAT'S THE SECRET? POST IN COMMENTS... Stay connected, follow @MOSSADil
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@MaicolR14718333 TELETRANSPORTE!!!! Desmaterializando matéria em energia para rematerializá-la em outro local, superando distâncias sem passar pelo espaço intermediário.
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