
Leandro Macau
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A França está entre os países que mais avançaram no combate à obsolescência programada. Desde 2015, reduzir intencionalmente a vida útil de um produto pode ser considerado crime no país. A mudança ganhou força após anos de mobilização liderada pela ativista Laetitia Vasseur e pela organização HOP (Halte à l’Obsolescence Programmée), que pressionaram autoridades a investigar práticas abusivas da indústria. Pela legislação francesa, empresas que comprovadamente encurtem de forma deliberada a durabilidade de seus produtos podem enfrentar multas que chegam a €300 mil — ou até 5% do faturamento anual — além de possíveis sanções penais. O tema ganhou repercussão internacional quando a Apple foi multada em 25 milhões de euros, em 2020, por não informar adequadamente consumidores sobre a desaceleração de modelos antigos de iPhone. Mas o país foi além da punição. Em 2021, lançou o Índice de Reparabilidade, obrigando fabricantes de eletrônicos como smartphones e notebooks a exibirem uma nota de 0 a 10 indicando o quão fácil é consertar o produto. A medida busca incentivar escolhas mais sustentáveis por parte dos consumidores. Além disso, foi criado um fundo nacional para subsidiar reparos, tornando o conserto financeiramente mais vantajoso do que a substituição. Diante do aumento global no consumo de matérias-primas e na geração de lixo eletrônico, a França aposta que produtos mais duráveis e reparáveis são parte essencial da economia do futuro.














Perda de biodiversidade. Aquecimento global. Colapso da civlização. Privatização dos rios. doi.org/10.3897/nature… doi.org/10.1093/biosci… E sobre o que o suposto biólogo vai palestrar na próxima quarta-feira? AGRO É POP! @bbbrezensk @florestalbrasil



















