
Marcelo Furtado 🇧🇷🇵🇸
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Marcelo Furtado 🇧🇷🇵🇸
@marcelogf
Pai de Samuca e Bela. Oposição de Esquerda Desenvolvimentismo Sustentável Pesquisador e Empreendedor ADM e Mestre em Gestão Mkt Fã de piada tão ruim que é boa




23:59 Movimento negro: pretos e pardos são negros 00:00 Bancas de heteroidentificação racial: pardos não são negros.



🇧🇷 AGORA: PL muda de posição, declara apoio ao fim da escala 6x1 e decide apresentar texto alternativo na hora da votação para baixar a jornada de trabalho para 4x3. Anúncio foi feito na noite desta terça-feira, no Plenário, pelo deputado Sóstenes Cavalcante, líder do partido.






A preocupação do camarada @eliasjabbour é até compreensível, mas, do ponto de vista regimental, tem muitos limites. Porém, é no campo da tática política que essa postura mais preocupa. Escrevo isso porque esse é o argumento padrão de boa parte da esquerda; não é, portanto, um debate pessoal, mas político e amplo. Com todo o respeito à leitura que o Elias e outros camaradas fazem, chega a ser curioso observar como mordem a isca e caem com tanta facilidade na armadilha mais primária da extrema-direita. Bora entender o porquê? Tem circulado na esquerda um argumento que força um cenário de "tudo ou nada": dizem que, se perdermos no destaque da 4x3, perdemos o projeto inteiro. Na prática, para quem acompanha minimamente o rito processual, isso passa longe da realidade. O PL vai apresentar o chamado destaque de preferência para o texto da Erika Hilton. Essa votação ocorre antes do mérito e serve justamente para escolher qual texto guiará a discussão. Se formos derrotados no destaque de preferência pela 4x3, não cai tudo e o mundo não acaba. Por definição regimental e constitucional, fica garantido que o texto da 5x2, com transição, entre em votação imediatamente na sequência. Não existe "tudo ou nada". Vale desenhar, então, o motivo de terem comprado o jogo da direita de forma tão inocente. O cálculo da extrema-direita é puramente cínico e hipócrita, e, se a gente trucar, eles recuam. Saca a tática deles: Primeiro, vão pautar o destaque da 4x3 esperando, com isso, forçar o governo a se desgastar ao orientar a base para derrubá-lo. Na sequência, entra a 5x2, que será aprovada. Percebam: eles não cogitam, em hipótese alguma, aprovar a 4x3 de verdade. E esse é o pressuposto central. A extrema-direita é inimiga histórica dos trabalhadores e aliada incondicional dos patrões. A aposta deles é uma só: transferir o custo político da rejeição da 4x3 para o colo do governo. A pior parte vem no dia seguinte: quando o governo for comemorar a vitória histórica do fim da escala 6x1, o bolsonarismo irá para as redes dizer que "se dependesse deles, teria sido a 4x3". De quebra, vão esfregar a lista com o voto de cada deputado e partido da base do governo. Ou seja, vão ofuscar a conquista real do fim da 6x1 empurrando a narrativa de que, na verdade, entregamos uma derrota na 4x3. Entrar nesse jogo e abraçar esse desgaste agora, por pânico, desconhecimento regimental ou análise tática equivocada, é um erro político gigantesco. Ou, pior: pode indicar um medo velado de que a aprovação da 4x3 realmente prejudique o setor empresarial. Nesse caso, a 4x3 é vista como "problema econômico". Portanto, se o governo trucar e disser que topa, vocês acham mesmo que a extrema-direita mantém a posição, correndo o risco de comprar briga com o "Velho da Havan" e os demais empresários que os banca? Sério mesmo? Então é isso. Temos que defender a 4x3. Se alguém for derrubar, que sejam eles. Aliás, cá entre nós, o nosso erro começou lá atrás, quando o PSOL e outros partidos de esquerda não anunciaram que fariam destaque de preferência pela 4x3 caso perdessem no parecer do relator. Isso teria impedido esse movimento oportunista da extrema-direita! Pois é. Aos que pensam que ser recuado é pragmatismo e grande política, ficou a lição.



















O ativismo identitário importado dos EUA quer apagar o pardo brasileiro. A moça é claramente parda e, pela lei atual, foi injustiçada. Isso é óbvio. POR OUTRO LADO, se o intuito da lei é compensar o racismo estrutural ATUAL, é preciso e justo tirar os pardos das cotas raciais.







