Matheus Coelho

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Matheus Coelho

Matheus Coelho

@matsjud

Mestrando (Psicologia Experimental, USP) e comunicador científico (Etologia & Sociobiologia). Interessado em cooperação, status social e cultura.

Rio de Janeiro, Brasil Katılım Ekim 2025
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Matheus Coelho
Matheus Coelho@matsjud·
@franciscorazzo Uma negação bastante esforçada para não dar o braço a torcer sobre um fato bem simples: o catolicismo é uma tradição e, como toda tradição, está sujeito a transmissão ou extinção por evolução cultural.
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Francisco Razzo
Francisco Razzo@franciscorazzo·
Sou católico e quase gostei da notícia. É piada. Eu sei bem que a vaidade do crente é a primeira coisa que um elogio engana. Foi por ela que parei para ler, não por virtude. A pesquisa existe. Toniol tem os fatos. O que ele faz com eles é outra história. História para idiota dormir. Ele desenha uma Igreja que dispensa o complô porque já é, por feitio, um organismo que se enfia nas transformações do mundo para sobreviver a elas. "Participar delas é fundamental para a sobrevivência da Igreja", diz. Reparem com cuidado na palavra dócil que ele usa. Dois mil anos de vida intelectual rebaixados a tática de permanência. Agora, empurre a premissa até o fim e veja o que ela exige. Pensemos em, sei lá, Agostinho. Ele passou anos no enigma do tempo não porque a pergunta devorava a alma de angústia, mas porque a Igreja, vejam só, precisava de um pé no mundo que ruía em volta dela. O Império Romano desabou, a Igreja ficou de pé. E Tomás? Comentou Aristóteles sem amor algum à verdade da coisa, só para a instituição não perder o trem do século 13. Trem não. Catedral e palacetes. Não vou nem falar dos mártires, seria conspirar demais. É o pragmatismo político aplicado à fé: nada vale pelo que diz ser, tudo vale pelo que serve para o corpo político com sua sede de poder durar. Toniol não precisa acusar ninguém de tramar. Sua tese faz pior sem precisar de trama: nega que algum católico, em dois mil anos, tenha movido um dedo por amor à verdade. Cá entre nós, isto vem de um antropólogo, dos que a profissão treina para entrar numa aldeia e levar a sério o sentido que um povo dá a si mesmo, em vez de reduzi-lo a função de sobrevivência. Imagine Franz Boas voltando de um ano na Terra de Baffin para anunciar que os inuítes, no fundo, só queriam durar no gelo. A cadeira na Academia não cobre esse método Toniol faz com a maior tradição contínua do Ocidente o que envergonharia qualquer colega diante de uma tribo de duzentas almas: explica o que ela crê pelo que a mantém de pé. Essa redução tem um preço lógico, e Toniol o paga sem ver. Se tudo que a Igreja faz é sobrevivência, nenhum gesto pode desmentir a tese. Ora, um organismo não erra, tudo que ele faz, faz para viver. Por isso o argumento aguenta qualquer dado. Vejam só. Se o papa escreve a encíclica, prova a aptidão. Se não escrevesse, Toniol já adiantou que seria surpreendente. A regra sempre fica de pé. Agora inverta o dado. Suponha que a pesquisa tivesse achado o contrário, que a IA empurra o fiel para fora da Igreja. IA, invejosa dos deuses, quer o culto a si. Só que a tese acomoda também: é o mundo hostil de sempre, e a Igreja que sobrevive mais uma vez à transformação que a ameaça. O comentário dele sairia intacto da própria refutação. Bastaria trocar o sinal de cada dado, e a conclusão não perderia uma vírgula. Para encerrar, uma tese que explica o catolicismo da máquina e explicaria do mesmo modo o ateísmo secular dela não explica máquina nenhuma. Informa só que Toniol decidiu de antemão ver a Igreja como a vilã conspiradora em tudo.
Folha de S.Paulo@folha

OPINIÃO | Há um viés católico nas respostas dos principais modelos de inteligência artificial. Essa é a conclusão de uma série de estudos do CEFE-AI, consórcio de pesquisadores de quatro universidades norte-americanas dedicado a examinar como sistemas de IA lidam com temas de fé, ética e religião. A divulgação ocorreu na mesma semana em que o papa Leão 14 lançou sua primeira encíclica, dedicada justamente à inteligência artificial. A coincidência merece atenção. 📲Leia mais na #Folha: folha.com/colunas 🎦Rodrigo Toniol 📌Professor de antropologia da UFRJ, é membro da Academia Brasileira de Ciências

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Matheus Coelho
Matheus Coelho@matsjud·
@yharim5kk Um 'pequeno detalhe'. Antes de ser tomada por editores de esquerda, era assim que a Wikipédia enquadrava esse assunto:
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λharim 🇮🇱🕎
λharim 🇮🇱🕎@yharim5kk·
esse pessoal da wikipedia é mt intankavel cara
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Richard Gipps
Richard Gipps@DrGipps·
Defining sex in terms of gamete size is like defining primary colour in terms of cone activation.
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Ruth Mace
Ruth Mace@tavitonst·
Understanding the roots of gender-biased behaviours | EvoBias Project | Results in Brief | H2020 | CORDIS | European Commission cordis.europa.eu/article/id/465…
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Matheus Coelho
Matheus Coelho@matsjud·
@AntonioDib11 @QGdoPOP 1. "x homens assassinaram mulheres" e "x homens mortos por mulheres" não são categorias equivalentes. A primeira não contabiliza o número de mulheres mortas e a segunda não contabiliza o número de mulheres assassinas. 2. "Feminicídio" é uma categoria específica e recente.
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QG do POP
QG do POP@QGdoPOP·
Leandra Leal defende checagem de fatos após fake news de Juliano Cazarré de que "mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres": “Eu gostaria de pedir um comportamento do jornalismo brasileiro de interferir quando uma fake news está acontecendo. O jornalismo não pode permitir que sejam apresentados dados distorcidos, que não são reais para comprovar um ponto de vista”.
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psicólogo antissocial
psicólogo antissocial@meistrephilipos·
"Nem todo homem, mas sempre um homem". Toda mulher dessa bolha quer imputar em todo homem uma série de crimes cometidos por uma absoluta minoria, mas não aguentam ouvir coisas como "mulheres, em média, se atraem mais por status do que por beleza".
Malu Gaspar@malugaspar

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Matheus Coelho
Matheus Coelho@matsjud·
@clarionrox Essa 'teoria' já roda o Twitter gringo há mais de um ano. Clarion: "Eu tenho uma teoria"
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Clarion de Laffalot
Clarion de Laffalot@clarionrox·
Eu tenho uma teoria maluca: Mulheres ocidentais radicalizaram mais à esquerda... ...porque são mais "conservadoras". -"Que???"🤔 -Calma que faz sentido. Por conservadora aqui eu estou dizendo "defensoras do status quo". Ao longo da história mulheres sempre foram, na média, mais defensoras do status quo. Mais avessas ao risco, mais adeptas à conformidade social, mais preocupadas com a reputação. Moralistas, vigilantes, guardiãs da "moral e bons costumes" da época. Acontece que hoje em dia, a "moral e bons costumes" é ditada não pelo cristianismo, mas por dogmas progressistas. São eles que dominam o judiciário, as artes, as escolas, o jornalismo, etc. E mulheres, como tradicionais defensoras do status quo, aderem mais facilmente a isso e se tornam rapidamente patrulhadoras dos dogmas progressistas, do mesmo jeito que as beatas fofoqueiras de outrora eram patrilhadoras dos dogmas cristãos. Faz sentido ou eu tô maluco?
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Rob Sica
Rob Sica@robsica·
Sarah Hrdy: "no matter what label is attached, Wilson’s overall vision of greater integration between evolutionary biology and the human social sciences, is gradually being realized" #Sec24" target="_blank" rel="nofollow noopener">link.springer.com/article/10.100…
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Edgar Dubourg
Edgar Dubourg@EdgarDubourg·
New in Trends in Cognitive Sciences (@TrendsCognSci) 👇 Why do people who love abstract art or imaginary worlds 🎨 also tend to get vaccinated 💉, support redistribution 💸, endorse animal rights 🐥, and try novel foods 🫐?
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Ronaldo Nazário
Ronaldo Nazário@Ronaldo·
As probabilidades podem estar contra a gente… mas nós já vencemos elas cinco vezes e fomos campeões do mundo. Tá liberado acreditar na sexta. 🤞🇧🇷🍻
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Igor Eckert
Igor Eckert@igoreckert·
Eu nem acredito que os resultados sejam implausíveis. Mas como é que um professor conduz um RCT sozinho, em 3 meses? Quem fez a geração da sequência aleatória, e quem manteve a sequência em sigilo durante o processo de recrutamento de participantes? Nada disso é possível fazer sozinho sem introduzir grave risco de viés...
Papo Econômico@opapoeconomico

Um professor da UFRJ acabou de provar com dados o que todo mundo suspeita: ChatGPT tá deixando aluno mais burro. RCT com 120 universitários. Grupo com ChatGPT vs grupo sem. Prova surpresa 45 dias depois. Quem usou ChatGPT acertou 57,5%. Quem estudou sem IA acertou 68,5%. 11 pontos percentuais. A diferença entre passar e rodar.

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