o problema todo começou quando saímos da caverna. abandonamos o lado de baixo e o lado de dentro e passamos a adorar o lado de cima, para frente e para fora.
Eu fui professor em escolas e universidades, em varios idiomas e linguas, ja dei aula pra gente muito pobre e pra gente rica demais. Ja dei aula em lugares que tinha que viajar horas pra chegar, em patios de igrejas, dentro de mesquitas e sinagogas. Ja dei aula em lugares onde eu
Odradek ria do dono da casa, que sofria só de pensar que Odradek sobreviveria a ele. E eis que ele está aqui de novo, imortal, ainda rindo de nós, que nem mais donos da casa somos.
não estamos vivendo só a crise do capitalismo, mas a crise da razão. nos estertores, ela experimenta agora o veneno que soltou. está chegando o tempo de outra linguagem e outra forma de estar no mundo, como nos sonhos. lá não se vai para a frente, só se circula.
sandalphon é o mais alto dentre todos os anjos. entre ele e hadraniel, o segundo em altura, é preciso caminhar a pé por quinhentos anos.
– caminhar para cima, para a frente, para trás ou em círculos?
1) a pele, às vezes, se parece com um pântano
2) a pele se parece com um pântano
3) a pele é como um pântano
4) a pele é um pântano
5) a pele, um pântano
6) pele, pântano
O maior mistério de escrever literatura é a voz. Timbre, prosódia, ritmo, pausas, sintaxe, morfologia, pontuação e mistério. A voz de um livro deve suscitar no leitor a mesma pergunta que ele se faz ao gostar de alguém: como é possível?
Para chegar à frase abaixo, passei por seis estágios. Querem palpitar quais foram?
1)
2)
3)
4)
5)
6)
7) O futuro não existe, mas existe.
Quem se aproximar do caminho original, ganha um livro meu, assinado.
Obrigada!
a mente é um conto de fadas: o id não quer viver clandestino, se rebela e ataca o ego, que cai, ferido. passa o tempo, o ego se recupera e retoma o reinado. sua sabedoria é reconhecer o id como aliado, não como inimigo.
Em 'A literatura e os deuses', Roberto Calasso resgata de Warburg a noção de "onda mnêmica": as formas literárias migram no tempo e no espaço, adaptando-se às normas do contexto, ressignificando seus procedimentos. "A métrica é o gado dos deuses", escreve Calasso.