TeresaFaria

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@pfaria_mt

🌻🌻🌻 Lisboa é lindaaaaaa

Lisboa, Portugal Katılım Mart 2022
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dono da c🅾️🅾️perativa ™
☢️ Reflexão da Cooperativa: há este tipo de ódio perfumado. Não chega com a honestidade animalesca de quem rosna. Nada disso. Este entra de blazer às riscas finas, cores alegres, com superioridade moral e um ar nefelibato (palavra que aprendi com o pacheco Pereira) de quem só quer defender valores. É o chamado ódio do bem. O ódio higienizado. O ódio que vem com chancela de virtude. Ora bem camaradas, durante anos, uma parte do socialismo português vendeu-se como a última muralha da decência, a administração prudente do regime, a esquerda de mesa posta, guardanapo no colo, que sabe usar talheres. Muito moderados, muito institucionais, muito responsáveis. E, no entanto relembro eu, de cada vez que surgia uma ideia fora do catecismo, seja sobre aborto, a família, a identidade, o choque cultural com a vaga de imigração, os costumes, whatever, lá vinha a máquina de indignação a chiar tipo panela de pressão. Não para discutir. Discutir, não. Dá trabalho e pressupõe respeito pelo adversário político. Para excomungar, sim. Para colar orótulo. Para transformar divergência legítima em fãncismo. É assim que se fabrica o fanático útil. Primeiro, diz-se que o outro não pensa, agride. Depois, que não discorda, ameaça. Depois, que não merece resposta mas sim cerco, de preferência sanitário. A elite acende fósforos na televisão, na tribuna, nas redes, no comentário viscoso em prime; o bronco de serviço, esse, limita-se a cumprir a missão no terreno, é o gajo do molotov. E aqui que o socialismo revela a careca. Por baixo da conversa da inclusão, da empatia e do respeito, vive demasiadas vezes na pulsão autoritária da sacristia laica, eles não querem apenas ganhar o debate, querem interditá-lo. Não querem convencer, querem contaminar reputações. Não querem coexistir com a divergência, querem humilhá-la até que peça desculpa por existir. No fundo, o professor incendiário é apenas a caricatura daquilo que muitos outros praticam de forma polida. Ele fez com fogo o que tantos fazem com as palavras, declarou que há convicções que não merecem cidadania, só castigo. A diferença é que uns usam uma garrafa, gasolina e rastilho; os outros usam gravata, painel televisivo e moralidade produzida em quantidades insdutriais. Não é de admirar o cheiro a queimado. Não camaradas, o perigo não está só no estouvado que atira oo molotov. Esse é o epílogo grotesco. O perigo começa muito antes, na classe respeitável que semeia desprezo, normaliza a demonização e chama civilização ao seu próprio fanatismo. O resto pá, pronto, é apenas a logística da consequência. Para vossa eventual reflexão. o dono da cooperativa
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helena sampaio
helena sampaio@maria11terra·
Identifico-me muito!
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dono da c🅾️🅾️perativa ™
☢️ Reflexão da Cooperativa: há qualquer coisa de deliciosamente cómico em ver a esquerdalha Tuga a abrir "a champanha" com a queda de Orbán, como se estivesse a celebrar a morte de um vício alheio e não apenas a mudança de morada do mesmo pecado. Falam da Hungria com aquele nojo de quem descobriu, finalmente, um bárbaro, um vilão, um déspota, um tirano que obviamente só podia ser de extrema direita. Ora eu acho que é fácil apontar o dedo quando se passa a vida inteira a fazer carreira em Lisboa com a mão metida até ao cotovelo no aparelho, ora do partido, ora do Estado. A ironia, claro, é que muitos dos que agora aplaudem a "vitória da democracia" na Hungria passaram décadas a aplaudir, tolerar ou beneficiar da mesma pulsão, na versão Sócrates, ou mais recentemente, na versão Costa. A aplaudir e a susufruir dela! Orbán capturou o Estado húngaro sem pudor. Ok. Relembro que por cá o socialismo português preferiu o rendilhado fino na arte nacional de apodrecer as instituições, mas com bons modos. Não fechou a loja; tomou conta do balcão. Não precisou de esmagar o sistema; bastou ocupá-lo. Um director geral aqui, um regulador acolá, uma empresa pública entregue ao primo, ao tio ou ao piriquito, um instituto governado por uma criatura de confiança, um comentário televisivo fornecido em regime de reciprocidade moral, um jornalista cuidadosamente socializado no ecossistema do acesso, um ex-ministro reciclado em consultor, um consultor reciclado em sábio-mestre da política, um sábio-mestre catapultado para administrador de qualquer coisa. Com Sócrates, o Estado era uma espécie de plasma gigante onde passava, em rodapé permanente, a mensagem de que havia um homem, um partido e uma linha de rumo, e que contestar aquilo era quase uma forma de atraso civilizacional. Depois veio a bancarrota, vieram os processos, vieram as explicações delirantes, e o país descobriu que por detrás do verniz de grandeza havia a mesma trafulhice moral de sempre. Com Costa, o método refinou-se. Menos teatral, mais capilar. Menos voluntarista, mais adiposo. Já não era preciso a fúria do reformador. Bastava a calma untuosa do gestor do sistema. Costa percebeu uma coisa essencial, em Portugal, para controlar o regime, não é necessário ameaçá-lo; basta tranquilizá-lo. O segredo não está em partir tudo, está em fazer com que ninguém queira mexer em nada. O país foi sendo amaciado por uma narrativa de estabilidade, moderação e competência adulta, enquanto por baixo da mesa se distribuíam lugares, se sedimentavam clientelas, se eternizava a cultura do é dos nossos, e se transformava a ocupação do aparelho num fenómeno normal. É precisamente por isso que a histeria moral contra Orbán tem qualquer coisa de indecente quando vem desta gente. Não porque Orbán seja inocente. Não é. Mas porque muitos dos que o denunciam reconhecem nele, no fundo, aquilo que fariam sem remorsos se tivessem a mesma latitude temporal de governação. O que os aflige não é o abuso do aparelho, é o facto de o abusador não frequentar os jantares certos nem usar a linguagem adequada sobre direitos, inclusão e Europa. Um cacique iliberal húngaro ofende-os. Um caciquismo doméstico com preocupação social enternece-os. Não é preciso ir mais longe senão à vizinha Espanha, onde o corrupto Sanchez goza por cá da reputação de um Curchill junto do último reduto socialista. Também no controlo da comunicação social a farsa é sublime. Na Hungria, a musculatura da coisa é mais bruta, mais visível, embaraçosa. Em Portugal, aprendemos a forma superior da domesticação, habilidosa, não é preciso censurar quando se pode integrar. Não é preciso fechar bocas quando se pode premiar silêncios, oferecer acessos, distribuir respeitabilidades e alimentar carreiras. A relação entre poder e media, por cá, raramente assume a forma de ditado; prefere a de namoro de interesses mútuos. Toda a gente jura independência, claro. E no entanto camaradas, há sempre demasiada sintonia entre o que convém ao regime e aquilo que, por coincidência, acaba a ser tratado como sensato, responsável, adulto e europeu. O resultado é um jornalismo que muitas vezes não vigia o poder, dá-lhe projeção. A esquerda portuguesa, nesse aspecto, é uma prodigiosa fábrica de auto absolvição. Passou anos a confundir hegemonia com virtude, ocupação com mérito, aparelhização com responsabilidade institucional. Ensinou-nos que o Estado era deles por direito histórico, que os lugares surgiam naturalmente nas mãos certas, que o país devia ser administrado por uma mistura de especialistas que por acaso também eram primos, tios, maridos e esposas. Ou simplesmente amigos. Amigos do peito. ⚠️Camaradas, no fundo, a grande diferença entre Orban e os nossos é de estilo, não de tentação. Lá, o poder exibiu o garrote. Cá, preferiu o abraço viscoso. Somos latinos, gostamos de fazer a coisa assim. Lá, a degradação das intituições ganhou contornos de confronto. Por cá, assumiu a forma do compadrio civilizado, do telefonema oportuno, da nomeação, do comentário dócil e amigo, da reportagem convenientemente enquadrada, do escândalo dissolvido em espuma. É o mesmo vício.🥸 ➡️Por isso, ontem, quando vi a esquerda rejubilar-se com a queda de Orbán aqui pelo X, o que eu vi não foi bem democratas em festa. Eu vi velhos alcoólicos do poder em ressaca a fazer campanha contra a pálinka, uma espécie de bagaço húngaro, indignados com o mau gosto da garrafeira dos outros. A moral deles é sempre isto, um jogo de sombras onde o abuso, quando praticado pelos outros, é tirania, quando praticado pelos seus, é estabilidade governativa⬅️ Para vossa eventual reflexão. o dono da cooperativa
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helena sampaio
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👇👇
Iscah 𓂆 יסכה 🪬@jess_ih_ka

NEW: An urgent phone call from Saudi Crown Prince MBS changed Trump’s decision at the last minute: President Trump had intended to declare a complete ceasefire and end the fighting against Iran in exchange for the immediate opening of the Strait of Hormuz. However, a tense phone call with Saudi Crown Prince Mohammed bin Salman dramatically changed the plan. According to White House sources, bin Salman begged Trump not to stop the war: “This is a historic opportunity – we must finish the job and weaken the Iranian regime once and for all.” In exchange for continuing the fighting, Saudi Arabia offered an unprecedented package of economic and strategic incentives. Key points in the offer: • $100 billion transferred directly to finance American war costs • Full and immediate normalization with Israel after the fall of the regime • Direct oil pipeline from Saudi Arabia to the port of Ashdod, turning Israel into a major energy hub • Investment of approximately $1 trillion in the U.S. economy + purchase of $500 billion in American weapons • Establishment of a new regional defense alliance, including Israel, Saudi Arabia, and other moderate countries under an American umbrella • Joint naval force to control the Strait of Hormuz and Bab el-Mandeb • Funding of strategic U.S. bases in Israel • Joint reconstruction fund for a post-regime “secular and moderate” Iran In the end, Trump announced a temporary ceasefire, not an end to the war as was expected. Senior diplomatic sources describe the move as “a historic turning point” marking the beginning of a new regional order.

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helena sampaio
helena sampaio@maria11terra·
Bom dia camaradas! Mais uma semana para fazer a revolução!
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dono da c🅾️🅾️perativa ™
Estado, a explicar-me as vantagens de eu deixar de meter algumas garrafas de plástico e latas no Ecoponto da minha rua, para passar a pagar mais 0,10€ por elas, separá-las, guardá-las, levá-las de carro e ficar na fila de uma máquina para recuperar o meu próprio guito. Ena.🥸
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Salsaparrilha X
Salsaparrilha X@SalsaparrilhaX·
Para os meus haters comunistas 🥰
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Miguel Morgado relembra-nos que em 2023, em plena governação Costa, houveram 8 projetos de revisão Constitucional (de todos os partidos) ! Ao todo, quase 400 propostas de alteração 🤣🤣🤣 Que Rei!!!!!!👑
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