Sabitlenmiş Tweet

Muita gente cai no meu perfil por posts que viralizam e se sente no direito de questionar meu diagnóstico como se eu tivesse comprado numa feira ou achado na sarjeta. Então, vamos falar sobre isso.
Ser autista não é um rótulo que escolhi, é parte de quem eu sou. E hoje, sou capaz de viver minha vida do jeito que quero graças a muito esforço, acompanhamento constante com neuropsicólogo e psiquiatra, e o uso de medicação que me auxilia na rotina. Nada disso veio fácil.
Quando falo sobre meu diagnóstico e minha vivência, não é para “biscoitar”, mas para conscientizar. Autistas são pessoas normais. Podem trabalhar, se divertir, ir à academia, a festas, a shows – e isso não anula suas dificuldades. O problema é que o preconceito está tão enraizado que, ao ver um autista vivendo sua vida, muita gente sente a necessidade de questionar sua autenticidade, como se não pudesse ser real.
A verdade é que a maioria dessas pessoas não faz ideia do que passei (e passo) para tornar tudo isso possível. Mas, por outro lado, recebo todos os dias mensagens de neurodivergentes que se sentem representados, que se inspiram, que agradecem por eu expor as dificuldades e mostrar a naturalidade de uma vida atípica.
E são essas pessoas que importam. Não vai ser a ignorância ou o preconceito de quem se recusa a entender que vai me fazer parar.
O autismo não é um limite, é um jeito único de enxergar o mundo e enfrentar seus desafios.
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