
A única causa da inflação são os gastos do governo. O que acontece é o seguinte: O governo gasta mais do que arrecada, gerando um déficit. Então ele precisa pedir dinheiro emprestado para cobrir o déficit. Ele pega dinheiro emprestado vendendo títulos do tesouro. Esses títulos são comprados principalmente por bancos. Os bancos podem, depois, vender os títulos para o Banco Central. Só tem um detalhe: o Banco Central compra esses títulos com dinheiro que ele cria na hora. É uma operação triangular. O resultado final - se abstrairmos a participação dos bancos - é que o déficit do governo foi financiado criando dinheiro do nada. Ou seja, o Estado imprimiu mais dinheiro (via Banco Central) para pagar por seus gastos. É essa criação de dinheiro que faz com que a moeda perca o poder de compra. O resultado da desvalorização do dinheiro é um aumento contínuo e generalizado de preços - tudo aumenta de preço, o tempo todo. Por isso uma dúzia de ovos custava R$ 1 em 1994, hoje custa R$ 12 e um dia vai custar R$ 500. A criação de dinheiro é a causa da inflação. O aumento temporário de preços provocado, por exemplo, por escassez de um produto, não é inflação. Quando o produto volta, os preços caem. O que caracteriza a inflação é o aumento contínuo e generalizado de preços. E isso só tem uma causa: a emissão de moeda para cobrir os gastos do governo. Ou seja: basta o governo gastar menos e o dinheiro deixará de perder valor.









