
A travequizacão do feminino é uma psyop que acontece há mais de dez anos. Um de seus marcos foi o momento em que maquiadores gays passaram a ocupar o lugar de autoridade estética sobre o que seria o “belo feminino”, deixando de interpretar a feminilidade para, pouco a pouco, prescrevê-la. O resultado desse turning point foi uma estética feminina cada vez mais artificial, hiperconstruída e padronizada, orientada por traços exagerados, angulosos e performáticos, frequentemente dissociados da corporalidade feminina concreta. É por isso que hoje em dia muitas cirurgias e procedimentos não visam mais realçar o feminino, mas sim substituí-lo por uma caricatura técnica, uma imitação de traços que nasceram fora da experiência feminina propriamente dita. Muito triste.

















