Ismael “THANOS” GraHms@iGraHms
A razão pela qual as operadoras não podem simplesmente reverter uma transferência enviada para o número errado é que, do ponto de vista do sistema, a transação foi válida.
O remetente autenticou-se, introduziu um número de destino, confirmou a operação e o sistema executou exatamente aquilo que lhe foi pedido.
Se a operadora pudesse remover dinheiro da carteira de alguém de forma unilateral depois da transação ter sido concluída, estaria a criar um problema muito maior. As pessoas poderiam alegar falsamente que enviaram dinheiro para o número errado. Burladores poderiam entrar nas lojas pagar com mpesa e pedir reversão. Comerciantes e particulares perderiam confiança no facto de os fundos recebidos serem realmente definitivos. E cada transação concluída passaria a ser potencialmente disputável.
Os sistemas financeiros dependem do princípio da finalidade da transação: uma vez concluída uma transferência válida, a propriedade dos fundos muda de mãos.
É por isso que a operadora pode contactar o destinatário e solicitar autorização para reverter a transferência, mas normalmente não pode retirar o dinheiro sem o consentimento do destinatário ou uma ordem legal.
O desafio de engenharia não está em reverter transações depois de acontecerem. Está em reduzir os erros antes que aconteçam. Por exemplo, mostrando o nome registado do destinatário antes da confirmação, exigindo uma confirmação adicional do nome, introduzindo um curto período de cancelamento antes da liquidação, utilizando beneficiários guardados e alertas para novos destinatários, ou aplicando verificações adicionais para montantes invulgarmente elevados. Algumas dessas funcionalidades já temos
A dificuldade é que cada mecanismo que reduz a probabilidade de erro também adiciona fricção às transações legítimas. Por isso, as operadoras têm de equilibrar conveniência, segurança e proteção do consumidor. Por exemplo, teu pai ignorou a validação do nome, fez um trade de segurança pela conveniência
Mas na realidade é sobretudo um problema de confiança e governação. O sistema sabe exatamente para onde o dinheiro foi. A questão é se deve ou não ter autoridade para o retirar de volta. This way more complex than what people think and we are working hard to find the best way to solve it. It is an inherent problem within the banking industry