cigano borracho

24.9K posts

cigano borracho banner
cigano borracho

cigano borracho

@samuzambohead

nunca provaram nada contra mim

Juazeiro do Norte Katılım Haziran 2017
1.5K Takip Edilen975 Takipçiler
cigano borracho retweetledi
Benjamín Esposito
Benjamín Esposito@giaoselva·
"Sua relação erótica com a botinada, esse prazer em borrar a súmula, não anula as valências que o habilitaram a compor um setor particularmente icônico do imaginário futebolista: ser membro da zaga da Itália, patrimônio imaterial daquele país, equivalente a ser da Orquestra Filarmônica de Viena para um austríaco ou porta-bandeira da Beija-Flor para uma nilopolitana." Canetada.
Leandro Iamin@leandroiamin

🇮🇹 Compro a briga de Marco Materazzi - e com ele não brigo, porque tenho juízo. A despeito dos detratores, ele tinha bom passe, era implacável na bola aérea, ótimo taticamente, tinha posicionamento, cobertura, sabia fazer a lateral, era veloz, competitivo, jogador de Copa do Mundo, sim. Violento também? Mais que isso. Materazzi tinha, me parece, uma peça faltando na construção da máquina psicológica comum a um atleta profissional de ponta. Trocando em miúdos pra não parecer que estou dourando a pílula: desleal com incômoda frequência. Moço de Lecce, sul da Bota, sotaque e preconceitos já embutidos como lente de aumento a tudo de errado que fizesse, Materazzi não foi exatamente um injustiçado. Era um personagem ambivalente, isso sim. Sua relação erótica com a botinada, esse prazer em borrar a súmula, não anula as valências que o habilitaram a compor um setor particularmente icônico do imaginário futebolista: ser membro da zaga da Itália, patrimônio imaterial daquele país, equivalente a ser da Orquestra Filarmônica de Viena para um austríaco ou porta-bandeira da Beija-Flor para uma nilopolitana. Materazzi jogou uma Final de Copa do Mundo. Nela, cometeu um pênalti (não teve culpa), depois fez um gol (bonito), depois cobrou um dos pênaltis do desempate, depositando a redonda no filó do fraco Barthez. No meio disso, tomou, do mais absoluto nada, uma cabeçada no peito de um dos mais elegantes, importantes e hipnotizantes atletas da história, Zinedine Zidane, moço de Marselha, o pai do tempo do jogo. O italiano participa de todos os momentos-chave da partida. Protagonista e vencedor de uma Final. Com ambivalências. Um autêntico anti-herói. Aos 20 anos defendia o Trapani, clube cujas cores a gente não faz ideia, depois de defender o Marsala e o Tor di Quinto, equipes ainda mais obscuras. Aos 22, idade em que você já não tem muita chance de saltar patamares na carreira, estreou no Perugia, e era uma boa notícia para ele, já tava de bom tamanho, clube mediano, uma carreira estável sem estrelato. Dizem que ele jogou para cacete no Perugia. Foi parar no Everton, da Inglaterra, que seria uma vitrine, um trampolim, mas não rolou, não virou. Voltou, frustrado, ao Perugia, e conseguiu fazer tudo de novo, só que melhor. Aí o bilhete premiado veio. A Inter de Milão, sua primeira e única experiência em um clube grande, acontece só aos 28 anos. É diferente de um atleta que se acostuma desde os 19 a esse tipo de palco. Materazzi tinha cacoetes de jogo bruto de segunda divisão - e, de repente, Inter. De repente, Copa do Mundo. Na Copa de 2006, Alessandro Nesta, zagueiro especial, moço da capital Roma, sotaque e estereótipos validados pelo país, se machucou antes das quartas de final. Seu substituto natural seria Materazzi, mas sua jornada mundialista já estava em animado andamento, e ele estava suspenso, pois acabou expulso contra a valente Austrália - ele conseguiu isso. Barzagli, última opção, foi para o jogo, e a Azzurra jogou muita bola, 3 a 0 na Ucrânia. Ali Barzagli virou candidato a continuar com a vaga, por merecimento. Materazzi, então, dizem os relatos, começou a roer poste, arranhar telhado, mastigar pedra, causar auê, rodar a baiana, fazer o que fosse necessário para voltar ao time. Voltou, e a Itália, então, eliminou a Alemanha, em Dortmund, maior prorrogação da história, e superou a França, na final, dali para o tetra. Materazzi joga muito, muito, muito, as duas partidas. Presta atenção quando for ver o teipe. Não é qualquer um que acerta tanto, sem ser craque, nos dois jogos mais importantes da vida. A cabeçada de Zidane em Materazzi, que aposentou o francês com alguns minutos de antecedência e alarmou Fernando Vanucci ainda em seu sofá, cena surreal, infame, estranha a uma Final de Copa, entrou imediatamente para uma lista muito particular, entre o folclórico e o chocante, e também de fácil leitura, desse nosso amado jogo. O mocinho e o vilão estavam desenhados sem grande esforço. Não importa que Zidane, na Copa de 1998, tenha sido expulso e suspenso por dois jogos graças a um pisão maldoso na segunda rodada: um craque desta categoria, em uma desinteligência entre adultos, será tratado, de antemão, com algum acolhimento. "Alguma coisa ele ouviu" foi frase mais dita do que "que agressão horrível" naquela noite. Com sinais trocados, Materazzi não seria compreendido igual - e meio que faz parte, o cara planta e colhe, não é uma completa sacanagem. É uma cena dantesca. O encontro de dois mundos, dois perfis que sintetizavam aquela final com histórias antagônicas. O Zidane já acordou meio babáu da cabeça naquele dia, convenhamos. Não nos esqueçamos que cobrou o pênalti com cavadinha, que tocou o travessão, entrando por pouco, logo no começo. Isso não é coisa de gente que acordou legal. Deve ser fascinante o cérebro do Zidane. Materazzi sai do Estádio Olímpico de Berlim como autor de um gol e vítima de uma agressão - tudo aquilo que o estereótipo sobre si diria ser o contrário. Os festejos seguintes são generosos com o impecável Cannavaro, capitão do time, vencedor da Bola de Ouro da Fifa, elogiado pelos atributos técnicos, iluminado pelos flashes enquanto seu companheiro de zaga já sabia que, pelo resto da vida, teria que tentar explicar o quê, afinal, falou para motivar Zinedine Zidane a ser obrigado a lhe agredir. Alguma coisa ele falou. Ele gosta. O Materazzi gosta do personagem, conheço esse pessoal de Lecce, eles são assim. O zagueirão do Perugia foi o cara de uma Final de Copa, e que durmamos com essa.

Português
2
2
25
2.8K
cigano borracho retweetledi
Bruno Kerschner
Bruno Kerschner@sambainpreludio·
Diálogo do Anthony Bourdain e Bernardo Paz em Inhotim: -"Por que o primeiro desenho de todo mundo é sempre uma casa, um sol e uma montanha?" -"Porque, no fim, o que todos queremos é uma casa, um sol e uma montanha" -"No fim não, no começo"
Bruno Kerschner tweet mediaBruno Kerschner tweet mediaBruno Kerschner tweet mediaBruno Kerschner tweet media
Português
8
597
5.2K
58.5K
cigano borracho
cigano borracho@samuzambohead·
saudade de ver ruas pintadas em clima de copa.
Português
0
0
0
23
cigano borracho retweetledi
Andrey Raychtock
Andrey Raychtock@_andreyray·
eu estou estranhamente ansioso pra ver essa nova fase da seleção na copa. é o Brasil low profile, o brasil mambembe, o brasil da redetv, neymar e o comando maluco. estou comprado na ideia já
Português
48
463
5.6K
110.9K
cigano borracho
cigano borracho@samuzambohead·
Kkkkkkkk vagabundo é ridículo. convocação virou torcida p um jogador só
Português
0
0
0
35
cigano borracho
cigano borracho@samuzambohead·
hoje veremos o resultado do maior lobby já visto na história do jornalismo esportivo. p mim é fato que estará entre os 26.
Português
1
0
1
32
cigano borracho retweetledi
Lucas Prata Fortes (Caju)
Uma hora antes da final da Libertadores, Barboza entrou no gramado do Monumental, segurando seu chimarrão. Caminhou sozinho olhando a multidão alvinegra. Parecia concentrado e orgulhoso. Sabia da sua dimensão protagonista naquele arranjo inimaginável que nos levou até ali.
Lucas Prata Fortes (Caju) tweet media
Português
1
7
232
6K
cigano borracho
cigano borracho@samuzambohead·
quem inventou essa merda de “isso papo de undaiá” devia ser preso.
Português
0
0
2
41
rebe
rebe@rebecras·
@samuzambohead infelizmente acho que nunca terá, mas esse caso mexe demais com o emocional.
Português
1
0
0
36
cigano borracho
cigano borracho@samuzambohead·
impressionante o quanto esse caso do pico dos marins mexe cmg. série documental absurda do marcelo. torço que seu ivo possa ter em vida uma notícia concreta.
Português
1
0
1
270
cigano borracho retweetledi
niniꕤ
niniꕤ@janispositions·
queria ir em todas as festas juninas do mundo
niniꕤ tweet media
Português
242
29.1K
63.6K
775.3K