Camarada Wood@camarada_wood
Isso não acontece mais por culpa da própria NBA.
A culpa não é do jogador X ou Y, e sim da própria liga.
Desde o início do século, a NBA alterou progressivamente suas regras para reduzir o poder da defesa de “travar” o jogo e, consequentemente, beneficiar o ataque, tornando as partidas mais atraentes para a audiência. Pelo menos essa era a teoria.
Como isso seria possível? Basicamente, protegendo arremessadores e infiltradores, a fim de tornar o “produto” melhor para os telespectadores, com pontuações mais altas e mais hype nas mídias sociais e digitais.
Provavelmente, o ponto de ignição de tudo isso aconteceu quando a liga impôs restrições ao hand-checking e ao uso do antebraço no contato entre ataque e defesa.
O “pacote de regras” que a liga apresentou no início do século também faz parte dessa mudança. Entre outras coisas, ele criou a marcação de 3 segundos defensivos e eliminou as antigas regras que hoje são chamadas de “illegal defense”.
Em 2005, a liga aprofundou ainda mais as restrições ao hand-checking.
Depois disso, para acabar de vez com as defesas, a NBA criou o “freedom of movement” e passou a proibir jogadores defensivos de atrapalharem a ação ofensiva de quem está sem a posse da bola.
O resultado é o basquete que você vê em 2026.
Os jogadores ofensivos da NBA começaram a ser sistematicamente treinados para se aproveitarem dessas regras e usá-las ao seu favor.
Os melhores times geralmente são aqueles que melhor fazem uso das brechas criadas por essas novas regras, que a liga implementou unicamente pela ganância da audiência, sem se preocupar com as consequências.
Jogadores que sabem usar isso ao seu favor são os que melhor obtêm resultados no basquete moderno, goste você disso ou não. Aqui, não se trata de opinião, são apenas fatos.
E disso surge outra coisa: técnicas de queda [que a comunidade chama de flopping] para evitar lesões, já que o “meta” do jogo atual gira em torno de iniciar contato, conseguir faltas e abusar da fragilidade defensiva que as regras da NBA criaram.
Talvez você não goste de ouvir isso, mas é bem provável que qualquer jogador do passado com alta capacidade de infiltração, ISO e 1v1, como Kobe e Jordan, no basquete atual, também seria tão abusador dessas regras quanto Luka ou Shai.
Odeie o jogo, não o jogador.
Ou odeie ambos. Também é uma possibilidade.