Silvio Almeida retweetledi

Os revolucionários tinham condições para resistir, mas não queriam que a população da cidade continuasse sendo massacrada. Assim, sem ser derrotados, eles revolucionários decidiram abandonar o poder.
Na noite do dia 27 de julho, eles se retiraram do Palácio do Governo distribuindo à população um manifesto de agradecimento:
Nosso objetivo fundamental era e é uma revolução no Brasil que elevasse os corações, que saccudisse os nervos, que estimulasse o sangue da raça enfraquecida, explorada, ludibriada e escravisada. Para isto era necessário um facto empolgante qual o da ocupação da Capital Paulista ... A semente está plantada e já antevemos, pelo espírito revolucionário latente dos municipios que conseguimos matar o marasmo politico que avassalou o Brasil. (Cohen, IIka Stern. Bombas sobre São Paulo)
O programa desta revolução era confuso, os métodos dos rebeldes podem ser discutidos, houve obviamente muitos erros. Mas não é assim que a história das rebeliões progressistas avançam? Alguém é capaz de dizer que, por haver equívocos, erros, sei lá, a Comuna de Paris foi um erro? Que era melhor que ela não tivesse acontecido? O povo e seus aliados aprendem a lutar lutando…
Os rebeldes abandonaram a cidade, mas não abandonaram a luta. não depuseram suas armas, foram em direção ao Paraná e lá fixaram posição. Estavam, na verdade, esperando uma coluna de novos rebeldes que haviam se sublevado no Rio Grande do Sul. Estes rebeldes que marcharam para encontrar seus novos companheiros eram liderados por um Capitão chamado Luís Carlos Prestes.
O encontro dava início a uma nova aventura rebelde, a coluna Prestes-Miguel Costa que percorreria impressionantes 25 mil quilômetros, onze estados, espalhando um imaginário rebelde por todo o país.
Mas essa já é uma outra história…




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