
ꏏ Θcéɑn Ɀ. νσɳ Oɾlσνɑ-Licɧteɳɓeɾɠ.
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ꏏ Θcéɑn Ɀ. νσɳ Oɾlσνɑ-Licɧteɳɓeɾɠ.
@stormiswe
reform.








Mas confesso que às vezes tenho que ser muito profissional, às vezes não consigo, porque tem histórias tão... Tão doloridas, que quando presto atenção, já estou chorando junto com eles. E por mais que me achem durona e brava, sabem que eu sou sensível e amorosa.


E é gratificante ouvir um "eu estava precisando disso, doutora, muito obrigado." Outros já são monossilábicos e se limitam a trazer alguma coisa que eu gosto de comer ou algo que tenha valor sentimental. Eu tenho uma coleção dessas pequenas coisas em casa. Nunca jogo fora.

Penso nos meus filhos, quando vejo alguns deles chorarem durante crises de ansiedade, pânico ou exaustão emocional. Acolho-os como uma mãe faz. Conversamos ou dividimos silêncios. Seguro as mãos ásperas, marcadas por cicatrizes. Dou abraços demorados e fico até que me soltem.

Os asseguro de que está tudo bem chorar e que eu não vou achá-los fracos por isso. Não sou muito dessas "fatalidades" do afeto ou toque físico, só que meu coração se parte e é impossível, não querer acalentar como se fossem crianças que ralaram o joelho.

Até os veteranos precisam de calor humano, para que se lembrem que não são apenas máquinas de guerra. Eu vejo muito deles tendo pesadelos quando estão internados e eu supervisiono a observação. Ficam envergonhados quando percebem que acordaram chorando, quando desperto-os.











