Fred Figueiroa@FredFigueiroa
E aquela marcação mais segura diante do Juventude, no final das contas, fica como a ÚNICA exceção. A regra deste Sport se mantém a mesma. Sem evolução, sem ajuste, sem nada. Marca à distância, totalmente espaçado e não consegue impedir a conclusão de nenhuma jogada. Liberdade para cruzar, para chutar, para dar o passe...
...e a mais absoluta incapacidade de sair jogando com um mínimo de efetividade.
Ver as linhas do Fortaleza na marcação e comparar com as do Sport é até constrangedor.
E, nos jogos em casa, onde existe uma obrigação natural de se expor um pouco mais, é que a situação tem saído do controle. Foi o ASA, o CRB e agora o Fortaleza.
Quando os times decidem jogar, marcar em cima e atacar...acabou. O Sport simplesmente não consegue sequer competir. É engolido. Se o ASA engoliu, se o CRB engoliu, não deveria causar grande espanto o filme se repetir contra um time mais qualificado. Que perdoa menos os erros.
O Sport jogou por 12 minutos, acuando completamente o Fortaleza. E mais nada. Quando o time de Carpini começou a ganhar terreno, a controlar melhor a bola, os erros repetidos do time de Márcio Goiano vieram em série. Um atrás do outro. É jogador completamente desmarcado, é bola entregue nos pés do adversário, incapacidade de construir uma jogada vindo de trás...
O "dá a bola em Barletta que ele resolve" ou o "cruza para Perotti" hoje não bastou. Repito o que disse algumas vezes neste ano: Essa forma pobre, ultrapassada e bagunçada que o Sport joga talvez seja suficiente em parte dos jogos da temporada - sobretudo enquanto os adversários não enxergarem que o "segredo" é atacar - mas não levará para um desenvolvimento real, sólido.
A postura do ASA nas quartas de final foi didática. Quem estudar o Sport, hoje, vencerá. Quem vier preparado para marcar em cima e ter volume ofensivo tende a prevalecer. Uma questão básica de Organização x Caos.
Enquanto isso, o Sport ficará sempre por um drible de Barletta ou uma definição de Perotti ou Castilho. Para o nível da Série B, repito, será suficiente algumas vezes.
O saldo final disso tudo? Uma humilhação gigantesca, escrita em capítulos sádicos. O Fortaleza saiu da eliminação para a final pisando no Sport.