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🇧🇷🇺🇸 Os EUA possuem uma série de organizações criminosas que atuam em seu território, como os Bloods, Crips e MS-13, realizando as mesmas atividades criminosas que o PCC e CV, no entanto, essas organizações nunca foram declaradas como terroristas.
Mesmo declarando "guerra às drogas" em 1971 e desde então perseguindo essas organizações, os EUA não conseguiram acabar com nenhuma delas, seja com combate policial direto ou "asfixia financeira". Em nenhum momento, o governo dos EUA sequer cogitou declarar as gangues, cartéis e máfias que atuam em seu território como "organizações terroristas", até porque, assim como o PCC e CV, esses grupos não atuam por motivações políticas, ideológicas ou religiosas, mas apenas em busca de lucro com o tráfico de drogas, armas e demais crimes.
Essas organizações criminosas dos EUA inclusive dominam territórios inteiros, assim como as facções do Brasil. Por exemplo, o bairro de Compton em Los Angeles é famoso por ser dominado pelos Crips, inclusive com tiroteios recorrentes em guerras por controle de território de tráfico de drogas. Em Nova York, no bairro The Bronx, a situação é semelhante em algumas regiões, além de cidades como Atlanta que também possuem forte atividade de gangues e cartéis.
Além de não conseguir combater a criminalidade dentro do seu próprio território, no âmbito internacional, os EUA já realizaram intervenções contra cartéis do México e Colômbia, também sem sucesso em desmantelar essas organizações criminosas.
Portanto, a classificação do PCC e CV está muito mais relacionada com a utilização de mecanismos legais internos, como leis de sanções econômicas direcionadas e possibilidade de intervenção militar, para pressionar o governo e empresas brasileiras, dessa forma impondo os interesses dos EUA dentro do Brasil.
No momento, o caso mais emblemático é o do Pix. Em 2025, o governo Trump abriu uma investigação comercial contra o Pix, alegando que o sistema de pagamentos brasileiro está "prejudicando comercialmente" empresas dos EUA, em especial as operadoras de cartões de crédito Visa e Mastercard. Após classificar o PCC e CV como organizações terroristas, o governo dos EUA poderá usar mecanismos legais para simplesmente acusar o Pix de ser um sistema utilizado para transações financeiras de "organizações terroristas", abrindo a possibilidade de sancionar bancos que ofereçam o Pix como meio de pagamento.
O "combate ao narcoterrorismo" dos EUA age como pretexto para justificar ações de guerra híbrida ou guerra de 5ª geração contra o Brasil, um tipo de conflito que envolve a lawfare (guerra por meio de leis), psyops (desinformação), sabotagem e pressão econômica para pressionar uma nação a ceder aos interesses de outra potência. Dessa forma, os EUA poderão pressionar o Brasil a ceder sua soberania sobre setores estratégicos, como, por exemplo, limitar o uso do Pix em benefício da Visa e Mastercard, ou, até mesmo, ceder a exploração de terras raras e petróleo para empresas dos EUA usufruírem como bem entenderem.
Em lugar algum do mundo os EUA ajudaram a acabar com o crime organizado, portanto, não será no Brasil que essa situação será diferente.