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UBER FICA COM 50% DA CORRIDA. MAS É O GOVERNO QUE QUER EXPLORAR O TRABALHADOR.
Hoje o Grupo de Trabalho do governo entregou o relatório sobre regulamentação dos apps.
Vou te explicar o que tá em jogo porque a narrativa das plataformas já tá sendo plantada na sua timeline.
O que o governo propõe:
✅ R$ 10 mínimo por corrida
✅ R$ 2,50 por km em viagens acima de 4 km
✅ Pagamento integral por entrega agrupada
Entrega agrupada, pra quem não sabe, é quando você entrega 3 pedidos numa viagem só e a plataforma te paga como se fosse um.
Inovação tecnológica a serviço de quem, exatamente?
O que a Uber e afins já estão dizendo:
❌ "Vai inviabilizar o modelo de negócios."
Tradução: vai inviabilizar o modelo de negócios onde o motorista banca o combustível, o seguro, o pneu, o risco, e a plataforma embolsa até 50% de cada viagem sentada num escritório.
Boulos chamou pelo nome: taxa de agiotagem. Difícil discordar.
As novidades além do salário:
🚻 100 pontos de apoio nas ruas, banheiro, água, descanso, internet.
Parece pouco? É porque nunca existiu antes.
📊 Portaria de transparência obrigando os apps a mostrarem o raio-x do valor: quanto vai pro entregador, quanto vai pro restaurante e quanto fica com a plataforma.
Essa última vai doer. Porque quando o brasileiro ver o número, a narrativa de "o delivery vai ficar caro por culpa do governo" vai precisar de criatividade pra se sustentar.
O problemão: o relator na Câmara quer manter R$ 8,50 e já avisou que não vai ceder. O Congresso, fiel à sua vocação histórica, na dúvida fica do lado de quem tem mais CNPJ do que CPF.
A luta tá só começando. Pressão no parlamento é o próximo passo.
Compartilha pra quem ainda acha que defender piso mínimo é defender as plataformas. 🙃

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