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OLHA, VAMOS SER HONESTOS SOBRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI. Não estamos falando de suposições. Estamos falando de uma sequência de coincidências tão improváveis que, se você visse num filme, ia achar que o roteirista exagerou. Vamos começar pelo básico: o advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro movimenta dezenas de milhões de reais. Pare. Respire. Leia de novo. O cara que é pago para resolver o visto do Eduardo, essa função específica, burocrática, de preencher formulário e falar com a embaixada, esse mesmo homem administra um fundo que recebeu R$ 61 milhões de um banqueiro preso por fraude bilionária. Isso não é normal. Advogado de imigração não faz isso. Ninguém chama o mesmo cara que cuida do visto para gerir dezenas de milhões em estruturas financeiras offshore. Ninguém. A menos que o visto seja só o cartão de visita. COINCIDÊNCIA Nº 1 O fundo que comprou a casa, Mercury Legacy Trust, foi registrado no mesmo endereço físico do Havengate Development Fund, que é o fundo que recebeu o dinheiro de Vorcaro. Mesmo endereço. Em Dallas, Texas. Dois fundos “distintos”, diz Eduardo. Certo. Mas registrados na mesma sala. Com o mesmo administrador. Com dinheiro da mesma origem suspeita. É a distinção jurídica mais conveniente do século. COINCIDÊNCIA Nº 2 A casa foi comprada em Arlington, a cidade onde Eduardo mora. Não em Houston. Não em Austin. Não em Miami. Em Arlington. Onde ele vive. R$ 3,6 milhões. Por uma estrutura gerida pelo seu advogado e assinada pelo seu ex-sócio. E a resposta oficial é que não tem nada a ver com ele. Perguntaram quem seria o verdadeiro beneficiário do imóvel. A resposta foi: “esta informação não é de interesse público.” Isso é uma resposta que inocenta alguém? Não. Isso é a resposta que implode qualquer pretensão de transparência. COINCIDÊNCIA Nº 3 O STF bloqueou as contas de Eduardo no Brasil. Logo depois, florescem no Texas estruturas financeiras em nome do seu advogado e do seu ex-sócio, financiadas com dinheiro que veio do Brasil via banqueiro investigado. A sequência temporal é: bloqueio judicial, abertura de fundos no exterior, compra de imóvel de R$ 3,6 milhões, Eduardo mora na mesma cidade. Chame isso do que quiser. A PF chama de hipótese de burla a determinação judicial. E não é uma hipótese absurda. O ato mais estranho de todos? Ninguém responde nada. Eduardo não respondeu à Folha. Paulo Calixto não respondeu. A secretária disse que ele “não concederia entrevistas”. Porciuncula respondeu que é privado. Quem não tem nada a esconder não some. Quem não tem nada a esconder não diz que o nome do beneficiário de um imóvel de R$ 3,6 milhões “não é de interesse público”. Isso não é discrição. Isso é um muro. Eduardo diz que seu status migratório impediria receber dinheiro via fundos de investimento. Perfeito. Então para que serve a casa? Para que serve um imóvel de R$ 3,6 milhões comprado por uma trust gerida pelo seu advogado e assinada pelo seu ex-sócio na sua cidade, se nada disso tem qualquer relação com ele? Qual é a explicação alternativa? Que Paulo Calixto, o advogado de imigração, lembre-se, simplesmente decidiu investir em imóvel residencial em Arlington por pura iniciativa empresarial? Usando uma estrutura registrada no mesmo endereço de um fundo investigado pela PF? Não estamos falando de prova de crime. Estamos falando de que cada elemento desta história aponta para o mesmo ponto. O mesmo advogado. O mesmo endereço. A mesma cidade. O mesmo ex-sócio. O mesmo dinheiro com origem suspeita. O mesmo silêncio. Quando você tem tantas coincidências apontando para a mesma direção, em investigação criminal, isso tem um nome técnico. Chama-se indício. E Eduardo disse que não há “o mínimo indício”. Há, no mínimo, sete.












A casa da família Senna. Lembre-se que a pseudo constituição cidadã tirou isso de vocês.












"Valores do mercado" para a contratação de honorários de advogado é uma fraude conceitual, feita por pessoas ignorantes, que nunca entenderam nada da profissão, ou mesmo do que significa um contrato de honorários. Como não lhe considero um ignorante genérico, Oliver, faço este comentário. Sabias, Oliver, que a mera assinatura de um Parecer, por Pontes de Miranda, por exemplo (se ele ainda vivesse), desde que fosse redigido com capricho por um mero estudante de direito, valeria dez mil vezes mais do que qualquer parecer igual redigido por um advogado comum, do mercado profissional da advocacia? Sabias, Oliver, que um contrato de prestação profissional de serviços de advocacia, pode envolver a contratação de outros pareceres técnicos, perícias contábeis e contratação de outros advogados especialistas, em determinadas áreas do conhecimento jurídico, segundo a complexidade da causa? Você sabia que, se o contrato de honorários é feito com uma firma de advocacia, a parte que os advogados vão receber, pessoalmente, é distribuída segundo as regras societárias, estabelecidas pela "empresa" de advocacia? Se sabias, explique, por favor como é que você chegou, no caso concreto, aos "valores de mercado". Se não sabias peça desculpas a quem te considera um comentarista de política internacional, se não medianamente astuto, pelo menos dotado de boa fé naquilo que expressas publicamente.


SATOSHI ACABOU DE ESVAZIAR SUAS CARTEIRA!!!! SATOSHI ACABOU DE ESVAZIAR SUAS CARTEIRA!!!! SATOSHI ACABOU DE ESVAZIAR SUAS CARTEIRA!!!!














