De Laurentis@delaurentiis_br
Julio Gomes, vi sua resposta ao Mauro Cezar sobre o dinheiro do Flamengo e o "se ligar", gravado dentro de um carro.
Neste vídeo, você se enganou ALGUMAS MUITAS VEZES, talvez por não morar no Rio e não acompanhar o noticiário rubro-negro mais de perto.
Vamos lá:
A implosão do clube dos 13 não começou com o Flamengo e "seu candidato Kleber Leite". Pelo contrário, Kleber era o candidato da CBF ao C13, o do Flamengo de Patrícia Amorim, apoiado oficialmente pelo clube, era Fabio Koff, ex-presidente gremista. A implosão do Clube dos 13 começou com os clubes paulistas, quando da troca do Morumbi como estádio da Copa por uma Arena em Itaquera para o Corinthians e o SPFC apoiava também o Fabio Koff. Clara retaliação da CBF.
O Flamengo que negociou suas dívidas e saneou sua vida não foi o da "gestão passada de Bandeira de Mello". A gestão eleita foi a da Chapa Azul Fla Campeão do Mundo, com um Planejamento Estratégico de 10 temporadas (2013/22). Um mês antes do pleito, os candidatos Wallim/Landim foram impugnados e Wallim indicou um ex-colega do BNDES que era associado há tempo suficiente e membro do SóFLA, maior grupo de apoio da Chapa Azul à época. Eles estavam lá juntos. Landim foi o VP de Planejamento, Wallim foi VP, Godinho, Gustavo Oliveira e principalmente Rodrigo Tostes. Por causa do embate com a primeira liga e um não atendimento à decisão colegiada da Chapa quanto ao tema, houve uma cisão em 2015 (na terceira temporada do primeiro mandato e eles se separaram e até concorreram para o período 2016/18, vencido por Bandeira em reeleição. Em 2018 venceu Landim.
E para terminar, o Flamengo recebeu da TV aberta e fechada menos que outros clubes, a diferença sempre foi no PPV desde 2019. A divisão de TV aberta e fechada, Globo e Sportv, é 40/30/30 há 5 temporadas e o contrato acaba este ano. Como exemplo, o Flamengo recebeu menos que o Athletico Paranaense pelo contrato de TV aberta+fechada na primeira temporada do contrato e por isso processou a Rede Globo, entendendo que ela escondia os jogos do clube no Premiere para aumentar sua base de assinantes e recuperar o prejuízo que teve.
E o Flamengo tem um mínimo de PPV, como tem Corinthians, Grêmio e Palmeiras, porque NÃO ACEITOU a antecipação de dinheiro da TV ao assinar o contrato entre 2016 e 2017. Pelo contrário, negociou receber luvas em três parcelas de 70, 30 e 20 milhões de reais. Os outros clubes ANTECIPARAM e perderam a oportunidade.
E como funcionava a garantia mínima? A Globo estimava que teria em torno de 1,8 bilhão de arrecadação com assinaturas do PPV e daria aos clubes 38% da arrecadação, algo entre 650 e 700 milhões de reais. Foi feita uma pesquisa para a assinatura dos contratos, interiorizada, e o estimou-se que o Flamengo teria 18,5% de assinantes. Logo, o mínimo do Flamengo ficaria em torno de 120 milhões de reais no PPV, por é um sistema de PAY PER VIEW. Mas a Globo nunca alcançou nem perto do valor estimado, e os 38% dado aos clubes ficou cerca de 200M abaixo do estimado. Porém Flamengo, Corinthians, Grêmio e posteriormente o Palmeiras vindo da Turner, mantiveram seus mínimos baseado no número de assinantes declarados.
E vou além para encerrar: o Flamengo nas 4 primeiras temporadas deste contrato vigente que finda em 2024 ficou ACIMA do mínimo, chegando a mais de 21% quando caíram mais de um clube do G12 na mesma temporada. Nunca menos.
O Flamengo passou anos de "cheirinho" e risos nas mesas de debate de ampla maioria com jornalistas nascidos em São Paulo, porém usando todo esse dinheiro que conseguia negociar para cobrir o passado e pavimentar o futuro.
O futuro chegou.