william

6.8K posts

william banner
william

william

@will_palestra

Só falo na presença do meu advogado.

Katılım Eylül 2010
469 Takip Edilen120 Takipçiler
Sam Pancher
Sam Pancher@SamPancher·
@pfigueiredo08 Ué, só tem colunista dessa vertente no Metrópoles e quem pensa de outra forma é demitido? Se a resposta for “sim”, você ta mentindo. Se a resposta for “não”, tua equivalência é falsa.
Português
70
28
1.5K
25.9K
william retweetledi
Francisco Razzo
Francisco Razzo@franciscorazzo·
Michael França levanta uma questão legítima: o desempenho individual reflete condições desiguais de origem, e critérios de seleção que ignoram isso podem medir o berço tanto quanto o talento. A intuição é velha e honesta. O problema começa quando ele converte essa intuição em princípio operacional chamado "meritocracia prospectiva". O argumento tem uma fratura. Apostar em potencial não realizado exige que alguém decida quem teria tido mais se tivesse tido mais. Esse poder de leitura contrafactual é imenso. França admite que "apostar envolve risco" sem perceber que a admissão compromete a tese: critérios institucionais existem para reduzir o arbítrio, e um critério fundado em potencial estimado reintroduz o arbítrio com vocabulário mais generoso. Potencial é contrafactual por definição — o que alguém teria feito se tivesse tido o que o outro teve. Transformar contrafactual em critério de seleção é exigir que as instituições apostem em fantasmas. Há também uma assimetria analítica que o argumento não sustenta. A estrutura do jovem periférico foi construída por circunstâncias; a do jovem privilegiado, pelo mesmo raciocínio, também foi. Os pais que mantiveram a estabilidade, escolheram a escola, pagaram o curso — cada um desses atos custou esforço de gerações anteriores. Tratar essa herança como sorte gratuita e a herança adversa como injustiça sistêmica aplica o mesmo mecanismo, a transmissão intergeracional de condições, com dois nomes morais distintos conforme o resultado. O jovem que tirou 95 fez algo com o que tinha. Dentro de qualquer conjunto de condições favoráveis há enorme variância de esforço e escolha — o jovem que dormiu até meio-dia e jogou videogame também teve acesso a tudo, e tirou 60. O argumento de França precisa do primeiro como beneficiário passivo para que o contraste funcione. Ele desaparece como agente porque a narrativa não o comporta. França identifica um problema real na meritocracia como ideologia. A solução que propõe redistribui a arbitrariedade em vez de eliminá-la. Favorece uma origem em vez de outra e chama isso de justiça.
Folha de S.Paulo@folha

OPINIÃO | Imagine dois candidatos para uma vaga de emprego. Um tirou nota 95. Este ganhou na loteria do nascimento, estudou nas melhores escolas e teve recursos para tudo de que precisava. O outro tirou 82. Este teve que trabalhar 8 horas por dia, 6 dias por semana, desde os 16 anos. Quem tem mais mérito? Quem tem maior potencial? Quem provavelmente renderia mais se ambos tivessem as mesmas condições de partida? 📲Leia mais na #Folha: mla.bs/2e6187d0 🎦Michael França (@michaelfranca) 📌Ciclista, vencedor do Prêmio Jabuti Acadêmico, economista pela USP e pesquisador do Insper. Foi visiting scholar nas universidades de Columbia e Stanford

Português
21
40
330
36.7K
william
william@will_palestra·
@martimvasques Subscrevo. MAis do que isso. CONSTANTINO SÓ ESTÁ ASSIM PQ O ACUSARAM DE LUCRAR COM SUA IDEOLOGIA. Pasme!
Português
0
0
5
181
Martim Vasques da Cunha
Martim Vasques da Cunha@martimvasques·
Seis anos dizendo que a culpa de tudo de errado no mundo era dos “isentoes”. Vai tomar no olho do cu, Constantino!
Português
11
14
168
5.4K
william
william@will_palestra·
@guibsondantas Existem livros que de te desafiam tbm fisicamente
Português
0
0
0
1
william
william@will_palestra·
@guibsondantas Eu tô na montanha mágica, não é difícil, é gostoso de ler, mas looooongo
Português
1
0
0
9
Guibson Dantas
Guibson Dantas@guibsondantas·
Para quem gosta de ler sobrte fascismo, um livro de ficção interessante é "Mário e o mágico: Uma experiência trágica de viagem", de Thomas Mann. Link: amzn.to/4d9lB4X
Guibson Dantas tweet media
Português
1
4
46
1.2K
william
william@will_palestra·
@claudio_dantas_ Deve ser o kakay. Só ele anda no STF como se estivesse no quarto dele
Português
0
0
0
1.1K
Claudio Dantas
Claudio Dantas@claudio_dantas_·
Dress code do STF tá 👌
Claudio Dantas tweet media
Português
90
259
2.3K
47.6K
william retweetledi
Felipe Moura Brasil
Felipe Moura Brasil@FMouraBrasil·
O QUE ELES NÃO DIZEM Ministros do STF se dividem sobre a melhor forma de atravessar o período eleitoral, já marcado por críticas a eles próprios: “Cinco ministros avaliam que é preciso um enfrentamento mais incisivo, com posicionamentos públicos que traduzam intransigência com eventuais ataques e deixem claras as possíveis consequências. Outros cinco entendem que o melhor cenário é agir com discrição, fugir dos holofotes e submergir”, diz a Folha. Nenhum, portanto, diz o certo, abaixo resumido em 10 itens: - que o enriquecimento familiar de magistrados com banqueiros e outros empresários interessados em obter blindagem é um vexame moral para a composição de qualquer tribunal do mundo; - que o libera-geral do CNJ em 2016 para magistrados palestrarem em eventos da elite econômica, sem precisarem sequer revelar cachês, turbinou a promiscuidade entre magistrados e bilionários, em detrimento da independência e da imparcialidade do Poder Judiciário; - que o Supremo jamais deveria ser usado para blindar ministros contra avanço de investigações sobre suas condutas individuais, nem para retaliar que ousa trazer à luz informações comprometedoras ou críticas a respeito delas; - que nenhum ministro deveria reagir a manifestações legítimas de vigilância entrando com ações de intimidação em inquéritos sem fim ou com representações a órgão comandado por ex-sócio, que dirá associando críticos à homossexualidade, à ladroagem e a milícias, muito menos acusando, ao mesmo tempo, uma parcela indeterminada do povo de atuar em indústria de difamações e calúnias; - que o art. 53 da Constituição Federal “pontifica que os Deputados e Senadores são invioláveis por suas 'opiniões, palavras e votos', desenvolvimento consequente do princípio da separação dos poderes (art. 2°)”, conforme decisão anterior de Gilmar Mendes no MS 37.115/DF, DJe 19/08/2020, e que isso abrange votos em CPI; - que “quem não quer ser criticado, quem não quer ser satirizado, fica em casa”, como disse Alexandre de Moraes em 2018, quando também defendeu que “a liberdade de expressão autoriza programas humorísticos, charges, sátiras, realizados a partir de trucagem, montagem ou outro recurso de áudio e vídeo”; - que “a Corte Europeia de Direitos Humanos referendou a importância do livre debate de ideias, afirmando que a sátira é uma forma de expressão artística e comentário social, que, além da exacerbação e da deformação da realidade que a caracterizam, visa, como é próprio, provocar, agitar”, como também citou Moraes em 2018, frisando que a decisão se deu contra um pedido de responsabilização posterior à publicação; - que “quem gosta de mordaça é tirano, quem gosta de censura é ditador”, como resumiu Cármen Lúcia em 2018; - que os ministros não estão acima da lei, nem podem impor a todos regras gerais que, na hora do aperto, só não se aplicam a eles próprios; - que os ministros jamais podem ser confundidos com a instituição em si, muitos menos com a democracia em geral, e que usar deliberadamente este artifício é uma forma manipuladora de acobertar más condutas sob a afetação de zelo pelo mesmo tribunal prejudicado por elas.
Português
3
294
1.3K
26.8K
william retweetledi
Sam Pancher
Sam Pancher@SamPancher·
“É bílis, ódio, mau sentimento, mal secreto, uma coisa horrível”
Português
68
216
2.6K
33K
william retweetledi
Mario Sabino
Mario Sabino@mariosabinof·
Xenofobia e homofobia deixaram de ser crimes no Brasil desde ontem, aparentemente.
Português
104
859
7.8K
50.3K
william retweetledi
Felipe Moura Brasil
Felipe Moura Brasil@FMouraBrasil·
Juiz e procurador de força-tarefa anticorrupção foram retaliados pelo sistema. ONG anticorrupção foi retaliada pelo sistema. Jornalistas que apontaram na raiz - em portais, rádio e TV - a ganância e a vingança do sistema foram retaliados pelo sistema. Senador que pediu impeachment de membros do sistema por crimes de responsabilidade é retaliado pelo sistema. Nada disso teve a ver com fake news, urnas eletrônicas, ofensas, ameaças, extremismo, violência, intervenção militar e toda essa presepada que desviou o foco do combate à corrupção sistêmica e rendeu afetações de heroísmo à casta da República do Escambo, a despeito da renovação de seus abusos e hipocrisias. Tem a ver, sim, com dinheiro e poder. E, justamente por isso, sempre há porta-vozes do sistema para faturar com ele, ajudando a impor narrativas desconectadas da realidade, para transformar a usurpação do Estado em defesa da “democracia” contra aqueles que “atacam as instituições”, como se toda contestação fosse golpismo. Quanto mais a casta estatal enriquece em parceria com a ala podre da elite econômica, mais autoritária ela fica para impedir qualquer vigilância da sociedade. Quanto mais a classe política se transforma num enorme Centrão, com retóricas de fachada à esquerda e à direita, maior o rabo-preso que consente com a degradação institucional e menor a mobilização nas ruas de um povo manipulado por dois lados sujos de uma falsa polarização. As reações baseadas em fatos objetivos, e não violentas, ao patrimonialismo e ao coronelismo, ainda que eventualmente imperfeitas, jamais deveriam legitimar a vingança persecutória, colocada de imediato em prática para impor o medo e o silêncio permanentes, garantindo a manutenção da primazia dos interesses privados na administração pública. A repetição desses ciclos, sim, é que deveria despertar mentes anestesiadas para os métodos tirânicos de um regime apodrecido, que ameaça o cidadão insubmisso convidando-o para dançar. Um povo desperto e espirituoso já teria aproveitado a deixa para sair às ruas dançando, consciente, como Lima Barreto, de que a troça tem mais poder que os tanques para fazer tudo cair pelo ridículo.
Português
2
297
1.4K
17.7K
william
william@will_palestra·
@gilmarmendes Já que vcs manobram a CF de acordo com o vento, acho melhor esquecer notório saber, direito, lei... Coloquem qualquer um - analfabeto que seja, mas honesto. Só falta isso nesse tribunal.
Português
0
0
0
6
Gilmar Mendes
Gilmar Mendes@gilmarmendes·
É, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e seus membros após ter, durante sua gestão, solicitado ao Tribunal medidas que permitiram ao governo estadual adiar, por meses, o pagamento de parcelas de sua dívida com a União. A Nota Técnica SEI nº 1.488/2026, do Ministério da Fazenda, confirma o que os fatos já demonstravam: o mesmo agente que hoje agride o Tribunal recorreu a ele inúmeras vezes para obter decisões que suspenderam obrigações bilionárias com a União. Sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal, com riscos concretos à continuidade de serviços públicos essenciais. A contradição é latente: quando o STF profere decisões que garantem o fluxo de caixa ou suprem omissões do Legislativo local, a Corte é acessada como agente necessário ao funcionamento da máquina estatal. Afinal, ninguém recorreria sucessivamente a um Tribunal cuja legitimidade não reconhecesse. Contudo, basta que a Corte contrarie interesses políticos desse grupo para que o pragmatismo jurídico dê lugar a chavões vazios de “ativismo judicial” e a ataques à honra dos ministros. É a política do utilitarismo: o STF serve como escudo fiscal e contábil, mas é tratado como vilão quando decide conforme a Constituição — e não conforme a conveniência de ocasião. cnnbrasil.com.br/politica/zema-… conjur.com.br/2026-mar-06/de…
Português
11.2K
2.2K
11.6K
782.3K
william retweetledi
Martim Vasques da Cunha
Martim Vasques da Cunha@martimvasques·
Sobre o achaque do STF: ele entrou em modo dissonância cognitiva, à espera da delação de Vorcaro. Não é uma demonstração de poder. É uma demonstração de desespero.
Português
3
20
218
3.1K
Sam Pancher
Sam Pancher@SamPancher·
Ministro da Suprema Corte brasileira, durante uma sessão da Corte: “Lavajatismo lembra Moro, lembra Dallagnol, lembra Janot —de triste memória. Ou alguém não sabe que às 3 horas da tarde, Janot já estava bêbado?”
Português
603
529
4.4K
254K
william retweetledi
Wilson Gomes
Wilson Gomes@willgomes·
Adorei a declaração dos ministros: 1) O min. Dias estava, esteve, está e estará certo em tudo o que fez e fará; 2) Apesar disso, o min. Dias vai deixar essa relatoria mixurica, que ele nem queria mesmo, pegou só pra fazer um favor pra geral. Ok, não me levem a mal, hj é Carnaval
Português
15
102
1K
18.2K
william retweetledi
Sam Pancher
Sam Pancher@SamPancher·
Nota pessoal: Servidor público tentar desqualificar apuração jornalística que o desabona chamando ela de “criminosa” não é novidade, não é efetivo e não intimida ninguém. Abs
Português
1.1K
1.7K
16.2K
395.9K
william
william@will_palestra·
@gilmarmendes Quem se importa com suas congratulações? Pega mal. Se vossa majestade gosta de alguém, fale mal, será melhor.
Português
0
0
0
33
Gilmar Mendes
Gilmar Mendes@gilmarmendes·
Parabenizo o dr. Rodrigo Mudrovitsch, que hoje tomou posse na presidência da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Desde 2022, Mudrovitsch atua no tribunal com distinção na defesa da democracia, da independência judicial e dos direitos fundamentais. Agora, como presidente, tenho certeza de que consolidará esses valores e trabalhará para fortalecer a proteção dos direitos humanos em todo o continente. Sua posse representa uma conquista significativa para o Estado de Direito nas Américas. Desejo sorte e muito sucesso ao dr. Mudrovitsch e à sua vice-presidente, Patricia Pérez Goldberg!
Português
620
12
135
41.1K
william
william@will_palestra·
@CaioAugstOR No celular de vocês, quando a Daniela fala também sai a voz do Gilmar Mendes?
Português
0
0
1
343
Caio Augusto
Caio Augusto@CaioAugstOR·
É muito louco como a estratégia pra Brasília descansar a cabeça mudou Antes era "sobe pro Supremo que aí não acontece nada". Subiu, só que ficou tão bizarro o jeito em que isso aconteceu, que já já não terá adiantado O novo passo é "não pode delatar porque seria o líder da ORCRIM" Imagina a loucura que não é o celular desse cara
Pesquisas Eleições@EleicaoBr2026

🚨 Daniela Lima no Canal UOL: 🗣️" Daniel Vorcaro pode não fazer a delação premiada, já que chefes de organizações criminosas não têm esse direito. Segundo ela, a PF já trata Vorcaro como o chefe da organização."

Português
12
49
921
63.5K
william
william@will_palestra·
@eduguim Assessoria de imprensa da segunda turma
Português
0
0
0
129
Blog da Cidadania
Blog da Cidadania@eduguim·
Vídeo do Resort fez Fachin defender Toffoli Eduardo Guimarães Distorções e exageros sobre vídeo do Metrópoles foram a gota d’água e convenceram o presidente do STF a defender o ministro e a corte O noticiário afirma que Toffoli “utiliza o resort” como se o vídeo fosse recente, mas é de 2023 – época em que o local pertencia aos irmãos do ministro e não havia irregularidades no Banco BTG Pactual. E omite que a última visita de Toffoli ao Resort foi em agosto de 2025, antes do escândalo que atingiu seu controlador Outro ponto que vem sendo explorado pela mídia de forma distorcida é sobre o fato de que em dezembro de 2018, no âmbito da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, Toffoli votou pelo arquivamento de inquérito que investigava André Esteves por suposto envolvimento em crimes como corrupção e lavagem de dinheiro (ligados à Operação Lava Jato e delações). As afirmações escondem que o voto de Toffoli, naquele ano, ocorreu sob unanimidade da Segunda Turma do Tribunal no mesmo sentido. Os ministros que votaram junto com Toffoli foram Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes, mas o noticiário escamoteia esse fato. E foi 5 anos antes do encontro filmado no Resort. O abuso, a escandalização de fatos comuns em Brasília e no Poder Judiciário corriqueiramente, convenceram Fachin a sair do imobilismo e desmentiram afirmações midiáticas de que o presidente do STF estaria discutindo o caso de Toffoli com os colegas da Corte, como se essas conversas fosse excluir o novo ministro alvejado pela mídia. Nunca é demais lembrar que poucas semanas antes, matéria sem nenhuma evidência concreta, da jornalista Malu Gaspar, tentou desgastar de forma esmagadora o ministro Alexandre de Moraes. Ou seja: em questão de cerca de um mês, dois ministros do Supremo foram expostos à execração pública sob supostas evidências inaceitáveis em qualquer tribunal, mas apresentadas como provas cabais e acompanhadas com pedidos de impeachment e até de prisão. A nota de Fachin é muito clara no sentido de advertir os meios de comunicação de que o Tribunal não irá se deixar intimidar e de que não haverá mudança alguma na relatoria sob pressões externas: “A seu turno, a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porém, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI” Fachin cita Toffoli em caixa alta, como que para deixar bem claro o apoio a ele. O presidente do Poder Judiciário, em tom duro de advertência, também afirma que o Tribunal “não se rende” a “nenhuma pressão midiática”. Em outro trecho, Fachin faz uma advertência aos que acreditam que podem intimidar o Poder Judiciário: “O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito. A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça” Os abusos ficam claros em meio a exageros e meias verdades; exigências de julgamento e punição sumários de um ministro do STF são inaceitáveis. A mera aceitação de imposições de destituição antes de sequer uma análise detida das “denúncias” contra ele seria materialização da barbárie. Ademais, resta saber quais são as intenções de órgãos de imprensa com longo histórico de interesses políticos quererem fragilizar o pilar institucional de uma nação que é o seu Poder Judiciário. A insegurança jurídica que se seguiria a essa loucura teria consequências funestas para toda a nação, atirando-a no caos. Desde a Lava Jato Edson Fachin se posicionou a favor da pressão midiática. Ao lado de Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, tentou abertamente impedir que o STF declarasse Moro suspeito para julgar Lula. Para ter adotado a posição que adotou, foi preciso um abuso político-midiático sem precedentes. Antes tarde do que nunca.
Português
27
56
184
9.3K
Guarabyra
Guarabyra@Gutbyra·
Em minha opinião, o líder de uma nação idolatrado por milhões de pessoas que, diante de um país assolado por uma epidemia mortal, aconselha deliberadamente seu povo a não utilizar o único recurso disponível para evitar o contágio de uma doença comprovadamente letal, deveria ser responsabilizado diretamente pelas milhares de mortes decorrentes dessa conduta. Trata-se de uma omissão criminosa — quando não de um estímulo ativo à tragédia. Por isso, Bolsonaro não deveria, a meu ver, cumprir uma pena de 27 anos, mas de no mínimo 200: um número simbólico, proporcional à dimensão do dano humano provocado por suas palavras e atos. Diante disso, quando vejo essa caravana que incita a população a apoiar esse líder criminoso, marchando em direção ao Planalto, penso que ela deveria carregar um nome que tornasse explícita a responsabilidade histórica que carrega. Um nome que funcionasse como um selo cravado na testa de cada participante, remetendo às mortes que ajudaram a legitimar. Minha sugestão é simples e precisa: *Marcha dos Coveiros* . É fundamental que essa ligação seja feita, que essa associação seja explicitada sem pudor. Que se estigmatize, sim, essa passeata fúnebre — não por crueldade retórica, mas por dever de memória.
Português
126
138
1.3K
340.4K