Ramoni Artico@ramoni_artico
Os problemas financeiros do São Paulo todo mundo conhece. Arrecada bem, mas gasta mal, gerando descontentamento, dúvidas e suspeitas na cabeça do torcedor.
A gestão de Harry Massis prometeu como um de seus pilares administrativos fechar as torneiras dos desperdícios, principalmente no clube social.
Algumas ações do gênero vem sendo realizadas com sucesso, como a festa de carnaval interna que se economizou mais de 80% dos seus custos, a festa junina de R$ 3 milhões que terá seu valor diminuído em mais de 80%, a extinção de algumas modalidades internas porque não tinha sócios ou dependentes praticando. O próprio Massis afirmou que "seria mantido as modalidades que apenas sócios e dependentes praticassem, cortando aspones e espaços de militância política interna. Todos os exageros do clube social serão cortados na minha gestão". Todavia, tal promessa não está sendo cumprida a risca, segundo apurações.
A São Paulo Digital teve acesso a documentos, e, conversando com pessoas de dentro do clube, observou que existem ralos do desperdício financeiro ainda bem abertos no quadro social.
Um exemplo é o Basquete. Cerca de dois meses atrás, a atual gestão extinguiu as categorias SUB-18 e SUB-20 da modalidade. Segundo informações, no ano passado, quando o Basquete profissional foi extinto, o diretor do DEA (diretoria de esportes amadores) junto com Marcio Carlomagno, a época, resolveram manter a equipe técnica (duas pessoas), migrando do profissional para essas categorias. Essas pessoas, desde quando foi encerrada as atividades do SUB-18 e SUB-20 do basquete - reitero, a mais de 60 dias - continuam no clube, sem função e recebendo seus salários, que giram entre R$ 14 mil a R$ 25 mil reais/mês.
Detalhe 1: Segundo informações, esses profissionais não foram mais ao clube desde então, e, mesmo assim, continuam recebendo seus salários. Inclusive um deles deverá estar compondo, em breve, a comissão técnica do ex-técnico do basquete profissional do SPFC, Guerrinha, em um outro time.
Detalhe 2: Nesta mesma apuração checamos que esses funcionários e outros que compuseram e compõem o departamento de basquete do São Paulo não batiam cartão devido a um acordo feito ainda na gestão Casares.
Atualmente, existe no clube social do São Paulo a pratica do Basquete para as categorias SUB-13, SUB-14 e SUB-15. Segundo apurações, em uma dessas categorias sequer tem filho/a, neto/a de sócio praticando a modalidade. E nas outras duas, o números de dependentes de sócios praticantes é INFERIOR ao número de atletas vindos de fora. Além disso, as equipes de profissionais que compõem essas modalidades são grandes e com salários altos. Um exemplo é o caso de um roupeiro que chega a ganhar mais de R$ 6 mil reais/mês. Em outras modalidades existem modus operandi parecido com o do Basquete, vide exemplo da Ginástica Artística, onde, segundo informações, se paga salários altos para os profissionais do segmento darem aulas para 7 ou 8 dependentes de sócios do clube no máximo. Internamente, pessoas que entramos em contato observam essas situações como atos de militância política interna, as famosas "carteirinhas de ouro".
Importante deixar claro que não somos contra os profissionais, mas sim exigimos COERÊNCIA por parte da atual gestão no corte de gastos do clube social, que poderá ser usado como exemplo para diminuição de gastos em outros centros de custo, transmitindo confiança ao principal ativo da instituição, o torcedor.
O ralo financeiro não para por ai.
Segue o Fio 🧶