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Infelizmente, o colorismo (preconceito baseado no tom de pele) existe na Coreia do Sul, e vários idols e atores já receberam comentários maldosos por terem a pele mais escura do que o padrão de beleza tradicional, que costuma valorizar a pele muito clara.
Em programas de TV e entrevistas, a Hyorin comentou que não se considerava particularmente bonita e que até seus pais eram bastante sinceros sobre sua aparência, o que afetou sua autoestima em alguns momentos.
Isso mostra como o colorismo pode afetar até mesmo pessoas famosas e talentosas. Na Coreia do Sul, a valorização da pele extremamente clara está ligada a padrões de beleza antigos, onde a pele mais escura muitas vezes foi associada ao trabalho ao ar livre, classes sociais mais baixas ou falta de cuidado com a aparência.
Por conta disso, muitos artistas acabam sofrendo pressão para clarear a pele em fotos, usar maquiagem mais clara ou seguir um padrão específico. O problema não é cuidar da pele ou usar protetor solar, mas sim quando uma característica natural de alguém é tratada como algo inferior e precisa ser “corrigida”.
Discutir colorismo não é atacar uma cultura, e sim reconhecer que padrões de beleza podem causar inseguranças e preconceitos em qualquer sociedade.