Jhon Adams

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Jhon Adams

Jhon Adams

@JhonAdams

Katılım Aralık 2022
216 Takip Edilen35 Takipçiler
Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@FlavioBolsonaro Você acaba de perder um voto garantido só por essa merda que você votou hoje. A partir de hoje eu faço campanha contra vc.
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Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro@FlavioBolsonaro·
Independente de qualquer pesquisa ou número, ainda temos muito trabalho pela frente. O resgate do Brasil está próximo e só será possível com a força de cada um de vocês que acreditam no futuro. O BRASIL QUER MUDANÇA!
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Luli
Luli@crisdemarchii·
🎯 O PL da Misoginia e @FlavioBolsonaro, minha opinião: Como Senador: Votou errado. Como Candidato: Votou certo. Estratégia política. Fim.
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@Estagiario1902 Título de ganhar de vocês? Vocês perderam mais doque empataram. Como dizia o velhinho Eurico, freguês sempre tem razão.
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Estagiario do Fluminense 🇭🇺
Estagiario do Fluminense 🇭🇺@Estagiario1902·
PARABENS A TODOS OS ENVOLVIDOS agora vamos escutar deles durante um mes sobre seu titulo de nos vencer, a diretoria vai ter argumento para defender o freytes e alem disso tudo e VEXATORI LEVAR VIRADA tendo dominado o jogo
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@Avantimeupal Esqueceu de dizer que ganharam todas as finais que disputou contra vocês.
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Avanti Palestra 🇳🇬
Avanti Palestra 🇳🇬@Avantimeupal·
O VASCO JOGOU A SEGUNDA DIVISÃO 5 VEZES: 2009, 2014, 2016, 2021 e 2022 O VASCO GANHOU O BRASILEIRO 4 VEZES JOGARAM MAIS VEZES A SÉRIE B, DO QUE FORAM CAMPEÕES DA SÉRIE A BRUTAL
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@aprovacaoagil Avisa a ele pra parar de querer mamar na teta de quem realmente produz nessa merda de pais. Bando de parasita!
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Todo dia uma dica de concurso aqui
Olhe a situação de um amigo do meu filho: - 18 anos e começou a fazer Direito - Procurou emprego mas só achou vaga de uns R$2000... - A família não é rica, mas daria para ele só estudar por um tempo - Ele quer independência e quer ganhar sua grana - Eu disse para ele aproveitar e estudar para concurso de nível médio de TJ desde já. Vai ganhar +R$9000 (em SP). No meio da faculdade, já pode estudar para analista (recomendei TRTs) - Ele gostou da ideia e disse que vai estudar 2h/dia 🤡 Algum conselho extra ou diferente para ele?
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@PedroBa60863528 Lembre-se que no Brasil existe o triplo de portugueses comparando com Portugal. Brasil tem aproximadamente 40 milhões de descendentes portugueses.
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UK Investor
UK Investor@UK_Compounder·
My tax bill for the month in the UK 🇬🇧 £3,522.54 Breakdown. £2,252.66 PAYE £332.55 NIC £419 Council tax £18.33 Vehicle tax Plus £500 VAT (in my approximate monthly spend) Not including the various duties we pay on certain products also such as fuel. In return, I have to fight for a hospital appointment, the roads are strewn with potholes, schools dont teach adult life skills, the council don't cut the grass in public areas so I have to... But don't worry, the police are on hand to respond to Facebook "offences" and we get to provide financial aid to some questionable causes! Taxed to oblivion, for a poor return...
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@FelipeTadewald Portinho tem meu voto, qualquer outro lixo que o pl indicar, não
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Felipe Tadewald
Felipe Tadewald@FelipeTadewald·
O PL fez uma trairagem BRUTAL com o senador Portinho. Rifaram portinho, um senador combativo e que enfrenta o sistema, pra apoiar uma figura de centrão, que nunca atuou em NADA contra os absurdos do país. Um Romário 2. Isso é uma piada.
Felipe Tadewald tweet media
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matilde 🦊
matilde 🦊@chuhcolate·
não há nada mais lindo nesse mundo que uma mulher gostosa que sabe que é gostosa
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@EstagiarioVasco Com a bola que jogou até agora, Marino tá no banco e Nuno ainda é titular.
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✠Estagiário do VASCO✠
✠Estagiário do VASCO✠@EstagiarioVasco·
TITULAR👉RESERVA DO VASCO: LÉO JARDIM👉Fuzato PH👉Puma CUESTA👉Saldívia ROBERT RENAN👉Lucas Freitas CUIABANO👉Piton THIAGO MENDES👉Hugo Moura BARROS👉2Tchê👉JP COUTINHO👉J.Rojas👉Nuno ANDRÉS GÓMEZ👉Nuno👉David MARINO👉J.Rojas👉Adson SPINELLI👉Brenner👉GB ➡️ TOP 8 DO BRASIL?
✠Estagiário do VASCO✠ tweet media
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Fernando Campos
Fernando Campos@DonanCampos·
Escolha três dessa lista para sua convocação final para a Copa do Mundo: Endrick João Pedro Igor Jesus Igor Thiago Pedro Vitor Roque Kaio Jorge Richarlison Marcos Leonardo Rayan Gabriel Jesus
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@VAR_Brazil Pular entrou de sola de frente no primeiro tempo, o filho da puta do ladrão nem olhou pra cara dele. Mulambo é isso aí, desde 1981 na base do Roubo e da sacanagem, o próprio torcedor acha isso legal. Por isso que 90% é vagabundo.
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@TheFl0orIsLaVa This is stupid, UK doesnt have shit, 90% of that debt is held by People and companies, not the uk gorvernment
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Kadi🇪🇪🌻
Kadi🇪🇪🌻@TheFl0orIsLaVa·
USA debt held by: United Kingdom: $888.5 billion Belgium: $481.0 billion Canada: $472.2 billion Luxembourg: $425.6 billion France: $376.1 billion Germany: $109.8 billion Denmark: $12 billion You don't have the cards Donald
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@elisewilshaw Fazer vídeo na pavuna, Anchieta e vila Kennedy ngm quer
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Elise Wilshaw
Elise Wilshaw@EliseWilshaw·
Nunca vi um vídeo tão completo e lindo como este do RIO DE JANEIRO !
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@ManfroiRenato Quem iria financiar a o deficit por um juro real de 2%? E mais, a inflação dispara pq aumenta o volume de dinheiro no mercado. O problema não é se a selic tá alta ou tá baixa, o problema é que banco central nem deveria existir.
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cansera ok
cansera ok@ManfroiRenato·
O brasileiro é incrivel: Reclama da divida /pib que por óbvio e qualquer um que tenha estudado até a 5 série sabe que com juro real de 10% rolando a divida, teremos divida /pib de 125% em 2030. Mas, o mais incrivel não é o pessoal simplesmente ficar surpreso com isso. O mais incrivel é apoiar juro Real de 10%, aumentando a divida em termos reais em 1 trilhao POR ANO e depois culpar o.....GOVERNO. Isso acontecia com bolsonaro também Gangue da selic rí da ignorância econômica brasileira......
Porto Alegre, Brazil 🇧🇷 Português
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@joakial_ Wow, it is crazy how People brag about getting someone else's money.
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Joakim 🌹🇳🇴🇪🇺
Donald Trump: “Why can’t we have some people from Norway?” As a Norwegian, here is my answer: In Norway, we have permanent employment guaranteed by law, collective wage agreements, and strong unions. In the US, you can lose your job overnight, without any reason. In Norway, you can be sick without being financially punished. In the US, getting sick can mean losing both your pay and your job. In Norway, we have the right to paid holiday, leave, and a secure pension. And healthcare and education are free. In the US, much of this is up to your boss—if you are lucky. And this is not a coincidence. It is the result of ordinary people standing together, organising, and fighting for these rights. So no thanks, I am not moving to get worse rights. I will stay and defend the working life we have built here.
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@Steve_Banannon Baseado em que sua opinião exatamente? Direito natural? Constituição venezuelana (inválida)? Se for pela Constituição americana sim, não deveria ter entrado sem permissão do congresso, tá errado por isso. Agora meu amigo, todas as guerras são invasões a países soberanos.
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Steve Banannon
Steve Banannon@Steve_Banannon·
Maduro foi um ditador violento? Sim Maduro merecia cair e ser preso? Sim Isso significa que devemos apoiar uma intervenção armada e ilegal dos Estados Unidos contra um país soberano, com a desculpa de acabar com tal ditadura? Sim
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@JHdaFonseca O efeito colateral é o povo se livrar do regime de maduro, mas isso tá longe de ser a boa intenção da América em favor do povo venezuelano. É só vc acompanhar oque fizeram aqui, deixaram o careca livre pra fazer oque quiser.
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JH Fonseca
JH Fonseca@JHdaFonseca·
### URGENTE: ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, MAIOR POTÊNCIA DO PLANETA TERRA E GUARDIÃO DA LIBERDADE, ATACAM VENEZUELA E CAPTURAM DITADOR SANGUINÁRIO NICOLAS MADURO. Deus abençoe muito os EUA.
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Jhon Adams
Jhon Adams@JhonAdams·
@ancapsu @elivieira Nenhum sistema vai ser perfeito, mas é muito melhor lidar com pressões pontuais do que não poder garantir se o candidato escolhido pelo povo foi eleito de fato. Essa não é a única mudança que deveria acontecer, direito a voto para quem não contribui também é uma aberração.
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ANCAP.SU
ANCAP.SU@ancapsu·
Essa é uma opção válida. Não teria discussões. Elimina-se o sigilo e você tem rastreabilidade absoluta. Aliás era assim na grécia antiga, na democracia original. Cada um diz em quem votou. Mas daí tem outros problemas: compra de votos, pressão de empregador sobre empregado, pressão de familiares, já pensou?
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Eli Vieira
Eli Vieira@elivieira·
O @ancapsu, que acha que é besteira questionar as urnas eletrônicas, deveria ler isso. Também recomendo Felipe Gimenez. Não é questão de ter prova de fraude. É questão de a instituição do sufrágio universal exigir que nenhuma parte do processo eleitoral seja uma caixa preta para o eleitor comum. O fato de só existir votação 100% eletrônica no Brasil e no Butão é eloquente por si só.
João Luiz Mauad@mauad_joao

Vou postar aqui o ótimo artigo da amiga zizi Martins e sair correndo. Embora bastante técnico e não trate de vulnerabilidades ou falibilidades das urnas (autênticas jabuticabas) tupiniquins, o texto questiona a razão da insistência do STF/TSE em não dar mais transparência e confiabilidade ao sistema, o qual, como no caso da mulher de César, não deveria ser apenas honesto, precisa parecer honesto. Portanto, parabéns à autora e à Gazeta do Povo pela coragem de publicá-lo, afinal, nunca se sabe qual a leitura que os donos do poder irão fazer dele.👇 “O Brasil é um caso único entre as grandes democracias. Foi um dos primeiros países a informatizar integralmente o voto, mas é um dos poucos que ainda confia todo o processo a um sistema eletrônico. Quase três décadas depois da estreia das urnas eletrônicas, muita gente se orgulha da velocidade da apuração, mas ainda tropeça na pergunta essencial: o eleitor pode realmente verificar o próprio voto? Desde 1996, o eleitor brasileiro deposita sua fé em uma máquina. O voto é digitado, gravado e transmitido por software sob sigilo total. Nenhum papel, nenhuma recontagem física. O resultado sai em minutos e, com ele, uma dúvida que nunca se dissipou. O jurista Felipe Gimenez, Procurador do Estado do Mato Grosso do Sul e um dos autores do livro Sereis como Deuses, chama isso de “ato de fé tecnológica”. No capítulo “Urna virtual: a roupa nova do rei”, ele afirma que o modelo brasileiro transformou a confiança pública em crença religiosa. Para ele, a ausência de trilha física viola o princípio constitucional da publicidade dos atos estatais e afasta o cidadão da soberania popular. Sua metáfora é dura e precisa: o sistema faz o povo aplaudir a roupa invisível do rei, acreditando na segurança que não pode ver. Entre os países do G20, nenhum adota modelo semelhante. A Alemanha aboliu as urnas eletrônicas em 2009, por decisão de sua Corte Constitucional, que considerou o sistema inconstitucional por não permitir verificação pública. França, Reino Unido, Canadá, Japão e Coreia do Sul mantêm o voto em papel, com contagem manual ou leitura óptica sob fiscalização pública. A Índia utiliza urnas eletrônicas com comprovante impresso, auditado por amostragem, decisão reafirmada pela Suprema Corte em 2024. A Holanda abandonou as máquinas eletrônicas em 2007 e voltou ao lápis vermelho e às cédulas manuais. Bangladesh (sim!) fez o mesmo em 2024, após problemas de confiança popular. O Brasil, portanto, está isolado, alinhado apenas ao Butão, um pequeno reino himalaio. É um contraste incômodo para uma das maiores democracias do mundo. No Brasil, cada tentativa de ampliar a verificabilidade foi bloqueada, seja no Legislativo, seja no Judiciário. A Lei 12.034/2009 previa a impressão do voto, mas o STF declarou o dispositivo inconstitucional em 2013, alegando risco ao sigilo. Em 2015, o Congresso restabeleceu o voto impresso pela Lei 13.165, e o Supremo, novamente, suspendeu a aplicação em 2018, por liminar confirmada em 2020. Em 2021, a PEC 135/2019, conhecida como PEC do voto auditável, chegou ao Plenário da Câmara. A proposta previa que cada voto eletrônico fosse acompanhado de um registro físico depositado automaticamente em urna lacrada. O texto obteve 229 votos a favor e 218 contrários, insuficiente para aprovação. Mas o episódio mais marcante não foi o resultado, e sim a atuação do então presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, que foi pessoalmente à Câmara dos Deputados e se reuniu com líderes partidários antes da votação. Em discurso público, afirmou que o voto impresso resolveria um problema que não existe e abriria caminho para fraudes. A fala, e sobretudo o gesto de um ministro do Supremo participando de articulações políticas, causaram desconforto até entre parlamentares governistas e oposicionistas. O senador Eduardo Girão (e vários outros parlamentares na mesma linha) acusou Barroso de interferência indevida. O ministro respondeu que apenas defendeu a democracia e o sistema que funciona. O efeito, porém, foi o oposto: quanto mais o TSE dizia que o sistema era infalível, mais parte da população passou a desconfiar da sua resistência à transparência. Os Testes Públicos de Segurança realizados pelo TSE desde 2009 têm exposto fragilidades reais. Em 2017, peritos convidados conseguiram reconstruir parcialmente a ordem de votos a partir de registros internos. Em 2021, novos testes apontaram vulnerabilidades na transmissão dos boletins de urna. Embora o TSE tenha alegado ter corrigido as falhas, o próprio formato dos testes é limitado: trata-se de experimentos controlados, e não de auditorias independentes, públicas e replicáveis. Em 2024, um artigo técnico propôs um sistema de auditoria paralela, aberta e verificável, justamente para corrigir a ausência de independência no modelo brasileiro. O texto lembrou que o Brasil não adota o princípio de software-independence, adotado como norma internacional de segurança pelo NIST, nos Estados Unidos, o qual exige que o resultado de uma eleição possa ser verificado sem depender do próprio software que o produziu. Desde 2022, o STF e o TSE passaram a enquadrar “campanhas de desinformação sobre o processo eleitoral” em inquéritos por “atos antidemocráticos e milícias digitais”. Parte dessas ações atingiu também pessoas e grupos que defendiam auditoria independente, ainda que sem incitar atos ilícitos. Na prática, a fronteira entre crítica técnica e discurso criminoso tornou-se nebulosa. Enquanto países como Alemanha, Índia, Canadá e Estados Unidos mantêm o debate público sobre auditoria eleitoral aberto a universidades e partidos, no Brasil, o simples questionamento do sistema pode ser interpretado como ameaça à democracia. Essa reação excessiva acabou intimidando a discussão legítima e alimentou justamente o que pretendia evitar: a desconfiança. O mais recente capítulo dessa escalada foi o julgamento do “núcleo de desinformação” da “trama golpista” pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, que condenou sete pessoas usando uma tese relacionada a críticas sistemáticas às urnas eletrônicas como sendo crime contra o Estado Democrático de Direito. Na prática, para além de proteger o procedimento do sistema de votação como quase cláusula constitucional pétrea, o tribunal criou uma nova fronteira jurídica: o limite entre liberdade de crítica e crime de opinião. Ao transformar a desconfiança em infração penal, o Supremo acabou reforçando a percepção de que o sistema eleitoral se blinda contra qualquer forma de questionamento e que, em vez de dissipar dúvidas, prefere punir quem as formula. O resultado é mais uma vez o contrário do esperado. Ao criminalizar a crítica, o próprio Estado amplia a sensação de opacidade e insegurança que deveria combater. A confiança dos cidadãos no sistema de votação é hoje um dos indicadores mais precisos da saúde democrática de um país. Pesquisas recentes mostram que a legitimidade das eleições não depende apenas da lisura técnica do processo, mas, sobretudo, da percepção pública de justiça e transparência. Como observa Maarten Halff em Confidence in Elections and the Acceptance of Results (2015), “as eleições são o coração da democracia”, e o que as mantém batendo é a confiança coletiva de que cada voto conta. Estudos internacionais apontam que, quando a população acredita na integridade do sistema eleitoral, aumenta a participação política e a aceitação dos resultados, mesmo por parte dos derrotados (Mongrain, Unexpected Election Outcomes, Perceived Electoral Integrity and Democratic Trust, 2023). Por outro lado, quando há suspeitas de fraude ou interferência, a confiança se deteriora rapidamente, abrindo espaço para a polarização e o descrédito institucional (Birch, Confidence in Elections and the Acceptance of Results, 2010; Halff, 2015). A relação entre confiança e democracia também passa pela estrutura das instituições eleitorais. Pesquisas comparativas indicam que autoridades independentes tendem a gerar maior satisfação com o funcionamento democrático e reduzem tensões pós-eleitorais, enquanto, em contextos de desconfiança institucional e percepção de corrupção, o sentimento democrático se enfraquece (Monsiváis-Carrillo, Perception of Electoral Integrity, Trust in Elections, and the Quality of Democracy in Latin America, 2022). Com o avanço da tecnologia, a discussão se desloca para o voto eletrônico. Estudos recentes identificam que a confiança na tecnologia e nas instituições são os dois pilares que sustentam a aceitação social desses sistemas. Quando um desses pilares falha, seja por falta de comunicação eficiente com o público, seja por suspeitas de manipulação, a legitimidade do processo eleitoral é colocada em xeque. Para Van Daalen e Hoekstra, em The Right to Trust Your Vote (2024), “o direito de confiar em seu voto” depende da capacidade de o eleitor compreender e verificar a contagem. Em síntese, a confiança eleitoral é o elo vital da democracia: nasce da combinação entre transparência, independência institucional e comunicação clara com os cidadãos. Quando essa confiança é abalada, o ato de votar perde sua força simbólica e seu poder de legitimar governos. Em 20 de agosto de 2025, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, por 14 votos a 12, um destaque no PLP 112/2021, novo Código Eleitoral, reintroduzindo o voto impresso auditável. O modelo prevê que a urna imprima automaticamente o voto, que o eleitor apenas visualiza, e o papel seja depositado em compartimento lacrado para auditoria por amostragem. A proposta ainda depende do Plenário e da Câmara, mas recoloca o Brasil no caminho da verificabilidade física, algo que as principais democracias já consideram indispensável. A discussão sobre as urnas eletrônicas não é uma disputa partidária. É uma disputa sobre quem controla a confiança pública: o cidadão ou o Estado. A recusa reiterada em permitir formas simples e auditáveis de conferência faz crescer o abismo entre o eleitor e a instituição que apura o voto. O Brasil precisa decidir se quer confiar em fé ou em prova. Enquanto a transparência continuar sendo tratada como ameaça, a urna continuará simbolizando aquilo que a democracia brasileira tem de mais frágil. E é por isso que afirmo: a manter-se fechada de escrutínio público, a urna eletrônica pode se tornar, não num depósito de esperança democrática para o titular do poder, mas numa urna funerária que conterá as cinzas da democracia.” Zizi Martins é vice-presidente da ANED, membro fundadora e diretora da Lexum, presidente do Instituto Solidez e membro do IBDR. Advogada com mestrado em Direito Público e especializações em Direito Administrativo e Religioso, doutora em Educação, pós-doutora em Política, Comportamento e Mídia. Consultora e pesquisadora em gestão pública e liderança.

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