
Gabriel Narde De Rezende
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В последнее время твиттер ощущается так:







@Cardoso Kkkkkkkkk Irã sozinho, humilhando os EUA vergonha de mais achou que seria Venezuela q se vendeu




Quantos milhões de euros valeria essa versão do Neymar na cotação atual? Eu: €200 milhões facilmente






quero jogar algum jogo desconhecido que mudaria minha vida pra sempre









Quentin Tarantino's next project will reportedly be an old-fashioned British farce comedy play for the West End. He is now trying to negotiate with major stars to appear in the stage show. (Source: dailymail.co.uk/tvshowbiz/arti…)



Loucuras que eu não sei de onde os brasileiros tiraram, mas que atrapalham muito entender qualquer coisa no Oriente Médio: - Árabes como um povo guerreiro, destemido e corajoso: na verdade são tribos de comerciantes, que evitam a todo custo a guerra, embora sejam emaranhadas em disputas internas. Povos guerreiros na região são persas e turcos, não árabes; - Sunitas como bonzinhos e xiitas como radicais: na verdade, todos os grupos terroristas islâmicos são sunitas - o que obviamente não significa que todos os sunitas sejam terroristas ou radicais. O único grande grupo armado xiita é o Hezbollah, que não é terrorista e sim uma força local de autodefesa no sul do Líbano. ISIS, Al Qaeda e etc são todos sunitas (especificamente do ramo wahhabi); - A ideia de que existe um "mundo islâmico": não existe. O islã é tão diverso e polarizado quanto qualquer outra grande religião. Iranianos são xiitas, enquanto árabes são, salvo raras exceções, sunitas. Sunitas podem ser wahhabis (países do Golfo), deobandi (Afeganistão), hanafi (Turquia e Ásia Central) e por aí vai. Xiitas podem ser ortodoxos, como no Irã, ou mais secularizados, como no Azerbaijão. Tudo é muito diverso e entrelaçado em questões étnicas que antecedem a conversão ao islã. - A ideia de que tudo é a mesma coisa, mas do ponto de vista étnico: árabes, persas, turcos/túrquicos são tão diversos que chega a ser difícil resumir. Árabes do Golfo não têm quase nada a ver com os árabes levantinos ou norte-africanos (que são árabes por língua, mas não por genética). Turcos da Turquia têm pouco em comum com os túrquicos da Ásia Central. Persas do Irã só se parecem na língua com os persas afegãos, tadjiques etc. - A ideia de que Israel é a maior potência militar da região: nunca foi e nunca será. Uma minhoca geográfica no meio da Palestina nunca será o país mais forte do Oriente Médio. Israel sempre se destacou precisamente por driblar suas fraquezas, sabendo usar redes de inteligência e promover ataques rápidos contra seus inimigos para evitar desgaste militar. Isso porque o país não tem força para guerras simétricas e prolongadas. A maior potência na região é o Irã, no passado já foi o Iraque. Mas nunca foi ou será Israel. - Não saber onde fica o Oriente Médio: obviamente, isso varia do ponto vista do geógrafo, mas podemos estabelecer como padrão que o Oriente Médio começa na parte asiática do Egito e termina no Irã, horizontalmente; enquanto começa na Turquia asiática e vai até o Mar da Arábia, verticalmente. Azerbaijão, Afeganistão, Paquistão etc, nada disso faz parte do Oriente Médio. - A ideia de que "sempre foi por petróleo": na verdade nunca foi por petróleo. É verdade que tem muito petróleo no Golfo Pérsico, mas é ridículo tentar entender as guerras por esse ângulo. Na verdade, o Oriente Médio está nas chamadas "bordas da Terra", de acordo com as teorias clássicas da Geopolítica. Ocupar a região é parte vital da estratégia anglo-americana de contenção da Eurásia. O plano sempre foi manter tropas ali para criar rotas de acesso a outros ponto da Eurásia, como o Mar Negro, o Cáucaso, a Ásia Central e o Sul da Ásia. - A ideia de que os EUA controlam Israel: considerando os eventos atuais, já é possível refutar isso. Israel, como eu falei acima, dribla sua fraqueza física usando redes de inteligência. A diáspora judaica e o lobby sionista - formado nas Américas principalmente por cristãos protestantes - são tão fortes e internacionalizados que não temos como dizer que Israel é o proxy na relação. Na verdade, Tel Aviv consegue influenciar profundamente os EUA e até mesmo obrigar Washington a tomar decisões irracionais em favor de Israel.











But let’s be honest, he’s a terrible swordsman













