Paulofvs
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Paulofvs
@Paulofvs
Advogado, Escola Superior de Guerra -ESG Curso Superior de Segurança e Defesa Cibernética, Cybersecurity, Cybercrime, Cyberintelligence.











Fui o primeiro a criticar duramente a posição do @FlavioBolsonaro (pública e privadamente) na votação do PL da misoginia, apesar da nossa amizade e proximidade. Mas, agora, para ser justo, a situação é um pouco diferente envolvendo este novo PL - que não é de todo ruim. E eu não vou passar pano, mas vou explicar: Até aqui nos Estados Unidos, em casos de risco iminente de violência doméstica contra a mulher, a polícia tem autoridade para solicitar imediatamente a um juiz (mesmo por telefone e 24 horas por dia) uma Emergency Protective Order (EPO - mas o nome varia por estado), uma ordem de proteção de emergência que entra em vigor na hora, sem necessidade de audiência prévia. Essa medida restritiva temporária (geralmente de 5 a 7 dias) impede o agressor de se aproximar da vítima e dá tempo para ela buscar uma ordem mais duradoura no tribunal, tudo antes de qualquer processo judicial completo. É assim na Florida, no Texas e em quase todos os estados, mesmo de maioria conservadora. Esta é, em geral, uma pauta bipartidária desde os anos 90 - bem antes dos movimentos feministas radicais conseguirem se tornar mainstream, portanto. Em que pese as diferenças no formato de cada país, este tipo de medida já existe desde antes do mundo ficar louco recentemente. E claro, há problemas de falsa comunicação, de doidas, etc, inclusive aqui. Mas, há um entendimento de que, como é uma medida temporária que tem que ser validada pelo judiciário (tanto no projeto americano quanto brasileiro), os riscos da inação superam os de uma ação protetiva equivocada. Em política, não existem soluções, apenas trade-offs. Você pode concordar ou não, mas não é um erro crasso para um candidato conservador. Agora, onde eu vejo problema e porque o Flávio está apanhando tanto nas redes sociais? Bom, por dois motivos. Primeiro, timing: a percepção deste novo projeto está contaminada pela escorregada da semana passada em uma pauta correlata. Isso gera má vontade e a impressão da base de que está sendo abandonada pelo seu candidato em busca de um eleitorado diferente. E "take for granted" o seu eleitorado cativo seria um suicídio. Não é o caso, eu prometo. Flavio pode errar como qualquer um de nós, mas não tem a menor intenção de virar um candidato de centrão - apesar de um sem número de pessoas no seu entorno que não entendem o movimento político que integram e insistem em infernizar a cabeça do nosso futuro presidente sugerindo que o candidato que o líder nas pesquisas adote posicionamentos idênticos ao último colocado. Sim, temos isso de uma forma que chega a me assustar. Mas, Flavio, permanece forte e com a cabeça muito boa. Você pode acreditar em mim que tenho proximidade e contato com ele, (mas independência comprovada) ou acreditar no paliteiro da internet que o Flávio nem lembra que existe. O segundo problema tem mais a ver com linguagem. Falo bastante sobre a importância das palavras, termos e sobre nunca absorvamos o vocabulário do inimigo. O termo "Feminicídio" vem da socióloga e ativista feminista radical sul-africana-americana Diana E. H. Russell, que o popularizou em 1976 durante o famigerado Tribunal Internacional de Crimes Contra as Mulheres. Essa doida chegou a comparar esse tal Feminicídio com o holocausto. Também dizia que o estupro era o comportamento padrão do homem. Estamos falando, portanto, de alguém bem doente. Você provavelmente não sabia disso e duvido que o próprio Flávio saiba. Virtualmente nenhum político de direita sabe. Nem Trump. E se você for esperar um candidato de direita a presidência que conheça este tipo de coisa, me arrisco a dizer que Jesus provavelmente voltará antes disso (maranata!). E se você tem dúvida entre ele e Lula e Flávio por conta disso, você tem no mínimo um grauzinho de retardo mental. (E sim, estou ciente de que os marxistas foram tão bem sucedidos que conseguiram incluir este termo na legislação brasileira. É irrelevante. Escravidão também já esteve na lei e nem por isso passou a ser correto.)




Por que não criam uma lei que transforme acusação falsa em crime com pena de prisão???












