
O barbarismo escolástico se mostra na dependência intelectual do mundo anterior e exterior. Mostra-se também no uso de uma linguagem artificial: o latim. Se por um lado o conteúdo parece em alguns momentos bárbaro, agora é o momento em que a forma é bárbara. O uso do latim é um uso artificial que está dissociado da vida concreta do espírito, uma língua que toma uma forma tão formal quanto a da exposição científica escolástica. Desse modo, os escolásticos criam uma relação mecânica com o todo: são uma parte separada das outras partes e se relacionam apenas externamente. A filosofia escolástica é desconectada da arte medieval e da arte produzida nos períodos subsequentes. Com isso, é uma filosofia que não contempla o drama humano e não avança conforme a consciência avança. É uma filosofia sem forma artística, sem liberdade de articulação em sua exposição e engessada por aquilo que é seu maior mérito: a criação conceitual.
A quem interessar, Hegel disserta mais extensamente sobre isso em suas Aulas sobre História da Filosofia (de 1825-26) na seção sobre Filosofia Medieval.
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