
O mais recente levantamento sobre os julgamentos relacionados aos manifestantes do dia 8 de janeiro mostra que novas decisões estão sendo analisadas pelo Supremo Tribunal Federal em sessões virtuais entre 27 de fevereiro e 6 de março. De acordo com os levantamento, cinco pessoas receberam voto do ministro Alexandre de Moraes pela condenação a 14 anos de prisão, dentro do padrão de pena que vem sendo aplicado pelo STF nesses casos: •Letícia Santos Lima — Taubaté/SP •Júlio Cezar Batista Mendes — Goiânia/GO •Ricardo Duarte de Oliveira — Imbituba/SC •José Marcolino Ramos — Lins/SP •Ellyne Gomes dos Santos Lima — Vicente Pires/DF Outros quatro presos políticos receberam voto pela aplicação de penas alternativas, com restrição de direitos, consideradas penas mais leves: •Renan Ferreira Silva — Feira de Santana/BA •Abdias Joaquim dos Reis — Poços de Caldas/MG •Jesiel Rodrigo dos Santos — Rondonópolis/MT •Vanderson Alves Nunes — Nortelândia/MT O STF também analisa o aditamento da denúncia, o que pode levar ao reinício do processo no caso de Manuela Souza de Lima (Cerro Largo/RS), que passa a responder por cinco crimes e não mais por dois. Além disso, está em julgamento o recebimento da denúncia apresentada pela PGR contra outros 11 manifestantes. O relator Alexandre de Moraes já votou pelo recebimento, o que poderá torná-los réus caso os demais ministros acompanhem o voto. Entre os que podem passar a responder por crimes considerados mais graves estão: •Abenázio Geraldo da Silva Júnior — Goiânia/GO •Fabrício Antônio Couto — Palhoça/SC E entre os casos classificados como crimes de menor gravidade estão: •Érika Beatriz Marcelino — Uberaba/MG •Cristina Garvil — Ituiutaba/MG •Fabiana Nunes de Oliveira — Santa Vitória/MG •Admilson Barbosa do Nascimento — Ribeirão Preto/SP •Rocheane Maria da Silva — Feira de Santana/BA •José Fábio Faustino — Videira/SC •Kátia Daniele Thomaz de Aquino — Goiânia/GO •Daiana de Lima Mito — Foz do Iguaçu/SC •Josefa Ramos dos Santos — Feira de Santana/BA Os julgamentos seguem até sexta-feira, quando serão conhecidos os votos dos demais ministros. Mas a pergunta que permanece é: até quando o país vai assistir a isso sem quem o congresso nacional reaja as arbitrariedades da Suprema Corte? Pessoas sendo condenadas a penas extremamente severas, em julgamentos virtuais, em lotes, sem a individualização adequada das condutas. Famílias destruídas, vidas interrompidas diante de um processo que insiste em ignorar princípios básicos do direito. Até quando vamos normalizar esse cenário? LIBERTEM OS REFÉNS DO 8/1 ANISTIA AMPLA GERAL E IRRESTRITA






















