Não levou nem 24 horas e já tem bolsonarista dizendo que se você não concorda com as novas pautas do Flávio Bolsonaro você é agressor de mulheres.
Igualzinho a Janja fez com o @nikolas_dm
@Monday_Cast@nikolas_dm O brilhante general romano Aécio sofreu do mesmo mal: derrotou os hunos e então foi assassinado a mando do imperador por se tornar mais poderoso que ele.
Vocês podem não acreditar, mas o atual fenômeno da implosão da direita é conhecido e tem nome há 400 anos. Entendam o que é o “Dilema de Wallenstein” e porque @nikolas_dm e as demais lideranças jovens deveriam prestar atenção à história .
Albrecht von Wallenstein (1583-1634) foi um dos maiores generais da Guerra dos Trinta Anos, conflito que devastou a Europa Central entre 1618 e 1648. Nascido na Boêmia, de família protestante convertida ao catolicismo, Wallenstein ofereceu ao imperador Fernando II do Sacro Império Romano-Germânico algo que nenhum outro nobre podia dar: um exército particular, financiado por ele mesmo, disciplinado e extremamente eficaz. Entre 1625 e 1632, o general derrotou dinamarqueses e suecos e manteve o imperador no trono.
Surge daí o famoso “dilema de Wallenstein”. Quanto mais vitorioso era o general, mais perigoso ele se tornava para o poder central. Seu exército era leal a ele, não ao imperador. Wallenstein tinha poder próprio. Seus inimigos na corte — príncipes católicos que o invejavam, jesuítas e o próprio imperador — começaram a sussurrar a palavra fatal: “traidor”. Documentos foram “descobertos”, cartas interpretadas da pior forma possível. Wallenstein, que jurava lealdade ao imperador, viu-se preso numa armadilha. Quanto mais se defendia, mais era atacado.
O general então descobriu que é basicamente impossível livrar-se de uma acusação de traição quando ela vem de dentro do próprio círculo. No ambiente político, os “correligionários” são precisamente os que mais lucram com a queda do poderoso. Não é preciso prova concreta. Basta a suspeita, o boato, o medo coletivo. Uma vez rotulado traidor, o acusado depara com o dilema. Se negar, cinismo; calar (não postar) é confissão; e a fuga ? Ah! A prova definitiva! A acusação interna se equipara à sentença.
Do mesmo dilema de Wallenstein padeceram os perseguidos pelo grande expurgo stalinista (1936-1938). Stalin, temendo um “Bonapartismo” militar, mandou executar ou enviar para o gulag quase todo o alto-comando do Exército Vermelho — incluindo o genial marechal Mikhail Tukhachevsky, herói da Guerra Civil e da guerra contra a Polônia. Acusados de conspirar com a Alemanha nazista e com Trotsky, generais que haviam vencido batalhas decisivas para o regime bolchevique foram torturados até confessar crimes absurdos. Muitos eram leais. Outros, como Tukhachevsky, talvez tivessem ambições, mas as provas eram fabricadas ou inexistentes. O mecanismo era idêntico ao de 1634. Os mais bem sucedidos conquistam poder; poder gera admiração e inveja; admiração só pode ser destruída pela a acusação de traição. E, como no caso de Wallenstein, uma vez feita a acusação pelo próprio partido, é impossível a absolvição.
Wallenstein teve trágico fim. Em 24/02/1634, em Eger (atual Cheb, na República Tcheca), oficiais irlandeses e escoceses a serviço do imperador, invadiram seu quarto e o assassinaram a golpes de alabarda. Não houve julgamento. O imperador Fernando II aprovou o ato “post factum”, alegando alta traição. Wallenstein morreu sem nunca ter sido formalmente julgado nem ter tido chance de defender-se.
E o detalhe mais perturbador? Ainda hoje não sabemos se Wallenstein era realmente um traidor.
Os historiadores se dividem há quase quatrocentos anos. Não há um documento definitivo, um “bilhete de traição” irrefutável. Suas cartas e arquivos foram destruídos ou seletivamente interpretados. O dilema permanece aberto. Wallenstein foi vítima de sua própria grandeza?
Ainda assim, permanece clara a lição. Num regime onde o poder é concentrado e a paranoia é instrumento de controle, a acusação de traição feita por correligionários é arma letal e quase impossível de desarmar. O acusado pode ser inocente, culpado ou algo entre os dois. Pouco importa. Uma vez pronunciada a palavra “traidor”, instaura-se o dilema. E o que fazer?
🎨 Em frente ao MASP, em plena Avenida Paulista, um momento de arte e memória chamou atenção de quem passava: o artista argentino Javier transformou a calçada em tela e, com giz e carvão, desenhou o retrato comovente de uma escrava.
📹 jornalistatiagosantos | @myhoodbr
Brasil é o país que tem Chico Buarque, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Jorge Ben Jor, Zeca Pagodinho e muitos outros que estão há DÉCADAS na indústria musical representando os brasileiros
E coloca Ana Castela pra cantar o hino nacional
Imagina odiar a NFL por ideologia política.
Se você odeia um esporte por convicções políticas, não é você que tem uma ideologia, é ela que te tem. Você é um escravo ideológico.
Sejam indivíduos. Pensem por conta própria. Não idolatrem político.
Bjs.
Quando alguém do MBL vier encher o saco com a "relevância" deles para o discurso público, apenas mostre esses gráficos. Coisas como o fato da PALAVRA Magnitsky ter mais relevância que eles no Youtube nas 24h ou a Revista Oeste ter sozinha mais 8x + view que o MBL em 7d.
O MBL é aproximadamente 2% do discurso público, apenas um pouco maior do que os comunistas. O debate difícil mesmo acontece entre os petistas e bolsonaristas, o resto é ruído. Nunca se esqueçam desse fato.