Luan Valério

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@luancmv

PhD student @baylor_business, Adam Smith Fellow @mercatus Doing research in strategy, entrepreneurship, and governance.

Katılım Ağustos 2025
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Könings
Könings@EdwardKonings·
O socialismo real pode ter sido uma das piores experiências já realizadas pela humanidade. Em um paper recente os economistas Andreas Bergh, Christian Bjornskov e Ludek Kouba analisaram os custos das experiências socialistas do século XX, sendo essas aquelas em que o Estado supostamente controlado pelos representantes do proletariado tomaram os meios de produção e substituíram o sistema de preços de mercado. Os pesquisadores aplicam regressões de crescimento, utilizando efeitos fixos por país e por ano para controlar variações específicas. A especificação inclui variáveis de controle padrão, como taxas de investimento, gastos governamentais, volumes de comércio, tamanho da população e um indicador de democracia. O estudo utiliza o PIB per capita da base Maddison e das Penn World Tables, além de métricas de produtividade do trabalho. De acordo com a análise dos pesquisadores, países em desenvolvimento que transitaram para o socialismo sofreram um declínio médio de 2 a 2,5% no crescimento do PIB per capita durante a primeira década da experiência. Em termos práticos, para uma economia em desenvolvimento, esse experimento ideológico representou uma perda de renda de aproximadamente U$ 400 por habitante apenas nos primeiros cinco anos de regime. O problema central identificado não reside apenas na falta de capital, mas na destruição sistemática da produtividade total dos fatores. O estudo revela que as perdas na produtividade do trabalho são ainda mais acentuadas que as do PIB, chegando a 2,9% em alguns modelos. Isso ocorre porque, ao suprimir o sistema de preços, o regime elimina a bússola que coordena a escassez e o conhecimento disperso na sociedade. Sem incentivos para a inovação e com empresas focadas em extrair recursos do centro em vez de buscar eficiência, o desperdício se tornou a regra e os custos de agência dos trabalhadores se torna ainda mais proibitivo. Esse abismo fica evidente quando olhamos para os experimentos naturais do século XX. Em 1950, a diferença de PIB per capita entre Taiwan e a China continental era de 83%; em 1990, após décadas de divergência sistêmica, esse hiato havia saltado para impressionantes 431%. No Europa, a Áustria e a Tchecoslováquia, que eram economicamente quase equivalentes em 1950, com apenas 9% de diferença na renda per capita, viram essa distância subir para 98% no momento da queda do Muro de Berlim. Mesmo a Iugoslávia, frequentemente citada como um caso de sucesso, não escapou da tendência de divergência em relação a pares regionais. Em 1990, o hiato econômico em relação à Grécia, que enfrentou instabilidades políticas e ditaduras no mesmo período, era de 77%. Assim, no caso do socialismo real como de outras experiências autoritárias, realmente a estrada para o Inferno estava pavimentada de boas intenções. #socialism #economics #Economía #econtwitter #fintwitt
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Luan Valério
Luan Valério@luancmv·
@rianhez Not really, é que toda vez que surge um estudo cujos achados afetam as preferências políticas de diferentes partes meu desafio aos contrariados é: ou é fácil de apontar o defeito e você tem um almoço grátis em mãos, ou não o é e você precisa lidar com o estudo com + seriedade.
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
Aí ñ gostam quando os economistas são ridicularizados por uma visão reducionista dos fenômenos históricos. Onde quer qie o socialismo tenha sido implantado, houve uma resposta imediata de contenção por parte das principais economias do mundo: sanções, boicote, incursões militares
Könings@EdwardKonings

O socialismo real pode ter sido uma das piores experiências já realizadas pela humanidade. Em um paper recente os economistas Andreas Bergh, Christian Bjornskov e Ludek Kouba analisaram os custos das experiências socialistas do século XX, sendo essas aquelas em que o Estado supostamente controlado pelos representantes do proletariado tomaram os meios de produção e substituíram o sistema de preços de mercado. Os pesquisadores aplicam regressões de crescimento, utilizando efeitos fixos por país e por ano para controlar variações específicas. A especificação inclui variáveis de controle padrão, como taxas de investimento, gastos governamentais, volumes de comércio, tamanho da população e um indicador de democracia. O estudo utiliza o PIB per capita da base Maddison e das Penn World Tables, além de métricas de produtividade do trabalho. De acordo com a análise dos pesquisadores, países em desenvolvimento que transitaram para o socialismo sofreram um declínio médio de 2 a 2,5% no crescimento do PIB per capita durante a primeira década da experiência. Em termos práticos, para uma economia em desenvolvimento, esse experimento ideológico representou uma perda de renda de aproximadamente U$ 400 por habitante apenas nos primeiros cinco anos de regime. O problema central identificado não reside apenas na falta de capital, mas na destruição sistemática da produtividade total dos fatores. O estudo revela que as perdas na produtividade do trabalho são ainda mais acentuadas que as do PIB, chegando a 2,9% em alguns modelos. Isso ocorre porque, ao suprimir o sistema de preços, o regime elimina a bússola que coordena a escassez e o conhecimento disperso na sociedade. Sem incentivos para a inovação e com empresas focadas em extrair recursos do centro em vez de buscar eficiência, o desperdício se tornou a regra e os custos de agência dos trabalhadores se torna ainda mais proibitivo. Esse abismo fica evidente quando olhamos para os experimentos naturais do século XX. Em 1950, a diferença de PIB per capita entre Taiwan e a China continental era de 83%; em 1990, após décadas de divergência sistêmica, esse hiato havia saltado para impressionantes 431%. No Europa, a Áustria e a Tchecoslováquia, que eram economicamente quase equivalentes em 1950, com apenas 9% de diferença na renda per capita, viram essa distância subir para 98% no momento da queda do Muro de Berlim. Mesmo a Iugoslávia, frequentemente citada como um caso de sucesso, não escapou da tendência de divergência em relação a pares regionais. Em 1990, o hiato econômico em relação à Grécia, que enfrentou instabilidades políticas e ditaduras no mesmo período, era de 77%. Assim, no caso do socialismo real como de outras experiências autoritárias, realmente a estrada para o Inferno estava pavimentada de boas intenções. #socialism #economics #Economía #econtwitter #fintwitt

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Raphaël Lima - Ideias Radicais
Os caras apoiam TODAS as censuras, mas aí tu propõe criminalizar antissemitismo e DO NADA Comunista vira a favor de liberdade de expressão
Raphaël Lima - Ideias Radicais tweet media
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Luan Valério
Luan Valério@luancmv·
@DonVianna Chang manages to be wrong about modern economics and medieval scholasticism at the same time . He is truly one of the scholars of all time.
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Guilherme Vianna
Guilherme Vianna@DonVianna·
My god, still whining Every month you publish this article, stop acting like a broken fucking record and go sit on a basic grad class to see how economics is taught
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Daniel Miorim
Daniel Miorim@daniel_miorim·
Estou montando a agenda do podcast que começará dia 10. Quem eu devo chamar desse site? Pode ser gente pequena, preferência por gente que já está em SP.
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Luan Valério
Luan Valério@luancmv·
@DonVianna "Your identification strategy does not substantiate your causal claim about the relationship between x and y" "Yeah, but have you ever BEEN to Africa?"
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Guilherme Vianna
Guilherme Vianna@DonVianna·
You're a grown fucking man Stop whining and do some actual good research using methodology not based on vibes Or don't, just stop fucking whining
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Luan Valério
Luan Valério@luancmv·
@HayekianBanker Half the people in the "movement" are solely dedicated to repeatedly go in circles over who is the trvest most trve libertarian. An ever-declining population it seems.
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Luan Valério
Luan Valério@luancmv·
@pedrotrossi1 Minha economista favorita tinha opiniões sobre, e eu delego a maioria destes problemas de provisão de bens públicos a tentativa de criar arranjos policêntricos.
Luan Valério tweet media
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Pedro Tremacoldi-Rossi
Pedro Tremacoldi-Rossi@pedrotrossi1·
@luancmv Com certeza. O problema (no sentido de ser interessante) é se existe um critério para cada tipo de burocrata, e qual critério seria(m) esse(s)
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Pedro Tremacoldi-Rossi
Pedro Tremacoldi-Rossi@pedrotrossi1·
Vou comentar porque isso acontece repetidamente: o ponto de ler papers é entende-los. E entender um paper se dá em camadas. Achar que papers sem relação com algo são informativos porque “mais ou menos eles soam parecidos” é péssima prática
Dandi no Consignado@jcaetanoleite

Lembrando que: 1- Bolsa Família reduz crime sciencedirect.com/science/articl… 2- Seguro desemprego reduz crime e, quando termina, tende a aumentar o crime econometricsociety.org/publications/e… 3- Aumentar a taxa de dependência intrafamília no Brasil causa crime docs.iza.org/dp16910.pdf

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Mark R. Levin
Mark R. Levin@marklevinshow·
Thomas Woods is an anarchist not a libertarian. Certainly not a constitutional conservative, not MAGA, not Trump, not Reagan, all of whom and which he has condemned directly and indirectly. Woods is a Tom Massie/Ron Paul diehard.  He jumps in on behalf of Joe Kent and the Woke Reich, lying about our outreach to Kent about my interviewing and Kent ignoring our follow up, to create confusion and hostility, because his agenda is to bring down the system, undermine the war effort and Trump presidency.  Kent is his latest project. I’ve ignored him for many, many years but he cannot let go. Another crackpot.
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Luan Valério
Luan Valério@luancmv·
@estudosmarx Vocês tornam a vida dos economistas ortodoxos muito fácil quando a crítica se da não só ao capítulo introdutório do livro introdutório, como também a crítica consegue estar errada do começo ao fim. Síndrome de undergrad "refutador"...
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Estudos Marxistas ☭
Estudos Marxistas ☭@estudosmarx·
Finalmente um texto detonando esses manuais de economia que se resumem a dizer que as "pessoas fazem coisas" sem explicar por que fazem. link nos comentários
Estudos Marxistas ☭ tweet media
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Luan Valério
Luan Valério@luancmv·
@jcaetanoleite Dai vão contratar ainda mais os seus próprios grads com a desculpa de não ter grana pro fly-out, rsrs
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T
T@notamagosh·
@HenridoYT @paulogala o q vcs querem dizer então qnd dizem que os preços no livre mercado são sinais que transmitem informação sobre escassez, preferências e onde recursos devem ser alocados?
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Paulo Gala
Paulo Gala@paulogala·
6 escolas que moldam debates econômicos hoje: • Neoclássica: indivíduo racional maximiza utilidade • Keynesiana: mercados falham, Estado estabiliza • Austríaca: mercado processa informação perfeitamente • Marxista: luta de classes move a história • Estruturalista: centro-periferia explica desigualdade • Complexidade: redes produtivas geram desenvolvimento
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Luan Valério
Luan Valério@luancmv·
@irarabarbara Austríacos: mercado processa informação perfeitamente. Meanwhile, actual austríacos na academia:
Luan Valério tweet media
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Luan Valério
Luan Valério@luancmv·
@paulogala Paulo, assim parece que você nunca estudou HPE seriamente, mas vou supor que é mais um "tweet GPT" e você não realmente interpreta Hayek (1937;1945) e Kirzner (1973) como "mercado processa informação perfeitamente". Do contrário, me preocupa como seus vieses dominam sua leitura.
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Luan Valério
Luan Valério@luancmv·
@gabflx Leia if correlation e cherry-picking lhe façam ter um dia mais feliz. Do contrário, não recomendo.
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Gabriel
Gabriel@gabflx·
Alguém aqui ja leu esse livro?
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Luan Valério
Luan Valério@luancmv·
@opslima O problema de baixo capital humano se situa é na direita anti-liberal. Retenção da oferta de trabalho gerada por transferências de renda? Custos de formalização? Controles de preços sobre oferta de trabalho? Privilégios de classe? Dificil, melhor usar a buzz word: imigração.
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Luan Valério
Luan Valério@luancmv·
@opslima Eu suplico que a dita "direita brasileira", ao invés de reproduzir "slop" populista de baixo QI do exterior, decida aumentar sua dedicação a apreensão dos reais argumentos pró e contra imigração, além das evidências sobre. Sobra Carl Schmitt mal lido, mas e a econometria?
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Orlando Lima 🇦🇲🇹🇼
Precisamos tocar nessa ferida. Não existe razão alguma para continuarmos a permitir a entrada e permanência de haitianos no Brasil. São um capital humano de baixa qualidade indo para um país que já tem o próprio excedente improdutivo. Repatriamento para todos. Sem parola.
Itália & Diáspora Italiana@ItaliaPaeseV

Em cinco anos entrarão 156.000 haitianos no país, com taxa de fertilidade 2,66. Eles vão DOBRAR de número. Eles vão além de SP para o Paraná (1,55) e Rio Grande do Sul (1,44). Medidas devem ser tomadas URGENTEMENTE.

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