

Luan Valério
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@luancmv
PhD student @baylor_business, Adam Smith Fellow @mercatus Doing research in strategy, entrepreneurship, and governance.




O socialismo real pode ter sido uma das piores experiências já realizadas pela humanidade. Em um paper recente os economistas Andreas Bergh, Christian Bjornskov e Ludek Kouba analisaram os custos das experiências socialistas do século XX, sendo essas aquelas em que o Estado supostamente controlado pelos representantes do proletariado tomaram os meios de produção e substituíram o sistema de preços de mercado. Os pesquisadores aplicam regressões de crescimento, utilizando efeitos fixos por país e por ano para controlar variações específicas. A especificação inclui variáveis de controle padrão, como taxas de investimento, gastos governamentais, volumes de comércio, tamanho da população e um indicador de democracia. O estudo utiliza o PIB per capita da base Maddison e das Penn World Tables, além de métricas de produtividade do trabalho. De acordo com a análise dos pesquisadores, países em desenvolvimento que transitaram para o socialismo sofreram um declínio médio de 2 a 2,5% no crescimento do PIB per capita durante a primeira década da experiência. Em termos práticos, para uma economia em desenvolvimento, esse experimento ideológico representou uma perda de renda de aproximadamente U$ 400 por habitante apenas nos primeiros cinco anos de regime. O problema central identificado não reside apenas na falta de capital, mas na destruição sistemática da produtividade total dos fatores. O estudo revela que as perdas na produtividade do trabalho são ainda mais acentuadas que as do PIB, chegando a 2,9% em alguns modelos. Isso ocorre porque, ao suprimir o sistema de preços, o regime elimina a bússola que coordena a escassez e o conhecimento disperso na sociedade. Sem incentivos para a inovação e com empresas focadas em extrair recursos do centro em vez de buscar eficiência, o desperdício se tornou a regra e os custos de agência dos trabalhadores se torna ainda mais proibitivo. Esse abismo fica evidente quando olhamos para os experimentos naturais do século XX. Em 1950, a diferença de PIB per capita entre Taiwan e a China continental era de 83%; em 1990, após décadas de divergência sistêmica, esse hiato havia saltado para impressionantes 431%. No Europa, a Áustria e a Tchecoslováquia, que eram economicamente quase equivalentes em 1950, com apenas 9% de diferença na renda per capita, viram essa distância subir para 98% no momento da queda do Muro de Berlim. Mesmo a Iugoslávia, frequentemente citada como um caso de sucesso, não escapou da tendência de divergência em relação a pares regionais. Em 1990, o hiato econômico em relação à Grécia, que enfrentou instabilidades políticas e ditaduras no mesmo período, era de 77%. Assim, no caso do socialismo real como de outras experiências autoritárias, realmente a estrada para o Inferno estava pavimentada de boas intenções. #socialism #economics #Economía #econtwitter #fintwitt







Por que premiar os mais velhos e não os mais produtivos?

Lembrando que: 1- Bolsa Família reduz crime sciencedirect.com/science/articl… 2- Seguro desemprego reduz crime e, quando termina, tende a aumentar o crime econometricsociety.org/publications/e… 3- Aumentar a taxa de dependência intrafamília no Brasil causa crime docs.iza.org/dp16910.pdf





Eu realmente não entendo como as pessoas gostam de prova escrita para um concurso de gente com doutorado. A prova escrita não avalia capacidade didática, não avalia capacidade de pesquisa, não avalia capacidade de fazer extensão. Nenhum dos três pilares do ensino superior.





6 escolas que moldam debates econômicos hoje: • Neoclássica: indivíduo racional maximiza utilidade • Keynesiana: mercados falham, Estado estabiliza • Austríaca: mercado processa informação perfeitamente • Marxista: luta de classes move a história • Estruturalista: centro-periferia explica desigualdade • Complexidade: redes produtivas geram desenvolvimento






Em cinco anos entrarão 156.000 haitianos no país, com taxa de fertilidade 2,66. Eles vão DOBRAR de número. Eles vão além de SP para o Paraná (1,55) e Rio Grande do Sul (1,44). Medidas devem ser tomadas URGENTEMENTE.