

Rodrigo Ianhez
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@rianhez
Historiador brasileiro que trata do período soviético. Instagram: @guiarussia





Essas críticas a econometria (reducionismo, vocês são ideológicos) são muito pobres, jesus amado Quando eu pego um conjunto de dados em painel longo, eu literalmente não faço a menor ideia de que valores eu vou obter pros coeficiente estimados (quem dirá se vão estatisticamente significativos), o conjunto de dados já tem dimensionalidade suficiente pra eu realmente não ter como fazer cherry picking ex-ante (óbvio, sempre posso fazer ex-post, mas ainda é tateando e aí fica muito mais difícil justificar)


Aí ñ gostam quando os economistas são ridicularizados por uma visão reducionista dos fenômenos históricos. Onde quer qie o socialismo tenha sido implantado, houve uma resposta imediata de contenção por parte das principais economias do mundo: sanções, boicote, incursões militares



O socialismo real pode ter sido uma das piores experiências já realizadas pela humanidade. Em um paper recente os economistas Andreas Bergh, Christian Bjornskov e Ludek Kouba analisaram os custos das experiências socialistas do século XX, sendo essas aquelas em que o Estado supostamente controlado pelos representantes do proletariado tomaram os meios de produção e substituíram o sistema de preços de mercado. Os pesquisadores aplicam regressões de crescimento, utilizando efeitos fixos por país e por ano para controlar variações específicas. A especificação inclui variáveis de controle padrão, como taxas de investimento, gastos governamentais, volumes de comércio, tamanho da população e um indicador de democracia. O estudo utiliza o PIB per capita da base Maddison e das Penn World Tables, além de métricas de produtividade do trabalho. De acordo com a análise dos pesquisadores, países em desenvolvimento que transitaram para o socialismo sofreram um declínio médio de 2 a 2,5% no crescimento do PIB per capita durante a primeira década da experiência. Em termos práticos, para uma economia em desenvolvimento, esse experimento ideológico representou uma perda de renda de aproximadamente U$ 400 por habitante apenas nos primeiros cinco anos de regime. O problema central identificado não reside apenas na falta de capital, mas na destruição sistemática da produtividade total dos fatores. O estudo revela que as perdas na produtividade do trabalho são ainda mais acentuadas que as do PIB, chegando a 2,9% em alguns modelos. Isso ocorre porque, ao suprimir o sistema de preços, o regime elimina a bússola que coordena a escassez e o conhecimento disperso na sociedade. Sem incentivos para a inovação e com empresas focadas em extrair recursos do centro em vez de buscar eficiência, o desperdício se tornou a regra e os custos de agência dos trabalhadores se torna ainda mais proibitivo. Esse abismo fica evidente quando olhamos para os experimentos naturais do século XX. Em 1950, a diferença de PIB per capita entre Taiwan e a China continental era de 83%; em 1990, após décadas de divergência sistêmica, esse hiato havia saltado para impressionantes 431%. No Europa, a Áustria e a Tchecoslováquia, que eram economicamente quase equivalentes em 1950, com apenas 9% de diferença na renda per capita, viram essa distância subir para 98% no momento da queda do Muro de Berlim. Mesmo a Iugoslávia, frequentemente citada como um caso de sucesso, não escapou da tendência de divergência em relação a pares regionais. Em 1990, o hiato econômico em relação à Grécia, que enfrentou instabilidades políticas e ditaduras no mesmo período, era de 77%. Assim, no caso do socialismo real como de outras experiências autoritárias, realmente a estrada para o Inferno estava pavimentada de boas intenções. #socialism #economics #Economía #econtwitter #fintwitt


















