Rodrigo Ianhez

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@rianhez

Historiador brasileiro que trata do período soviético. Instagram: @guiarussia

Moscou Katılım Mart 2010
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
Sou um péssimo divulgador... mais de dez dias depois, venho aqui avisar que saiu mais um vídeo do Entre Blocos. Dessa vez, tive o prazer de conversar com minha grande amiga Ana Lívia Esteves sobre a Guerra na Ucrânia. youtu.be/-SBNJeNkZw0
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
Não se faz história em laboratório. Seria uma possibilidade realmente fascinante, mas, por enquanto, permanece no campo da ficção científica. É neste mesmo campo em q permanece a possibilidade de realizar previsões em história. Quem quiser se divertir com isso, basta ler o Azimov
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Guilherme Vianna
Guilherme Vianna@DonVianna·
@rianhez O que é um contrafactual? Você fala como se fosse uma entidade mística e etérea que eu conjurei em um ritual de desonestidade intelectual
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
@DonVianna A beleza dos números é que eles podem ser tão ou mais torcidos do que as palavras. A grita está grande pra um artigo que parte de contra-factuais para construir seus argumentos.
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Guilherme Vianna
Guilherme Vianna@DonVianna·
Quantificar fenômenos históricos não é reducionismo, é justamente uma forma transparente de analisá-los sem ter que apelar exclusivamente à retórica e cherry picking de dados e relatos O verdadeiro reducionista é aquele que tem medo de analisar as coisas de forma ampla e fica fazendo recortes oportunistas (surprise surprise, normalmente não gosta de econometria)
Rodrigo Ianhez@rianhez

Aí ñ gostam quando os economistas são ridicularizados por uma visão reducionista dos fenômenos históricos. Onde quer qie o socialismo tenha sido implantado, houve uma resposta imediata de contenção por parte das principais economias do mundo: sanções, boicote, incursões militares

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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
@LDP1982 Só um sujeito de extremo centro pra soltar uma bobagem tão sonora! Tá querendo entrar pra competição de comentário mais burro?
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Radical de Centro
Radical de Centro@LDP1982·
@rianhez Owwwwn, como são frageizinhos os socialistas. Quer dizer q, pra dar certo, o resto do mundo tem q aplaudir e celebrar a expropriação (inclusive dos seus ativos) e mandar frases de encorajamento e energias positivas? HAHAHAHAHAHAHA, como são ridículos.
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
Aí ñ gostam quando os economistas são ridicularizados por uma visão reducionista dos fenômenos históricos. Onde quer qie o socialismo tenha sido implantado, houve uma resposta imediata de contenção por parte das principais economias do mundo: sanções, boicote, incursões militares
Könings@EdwardKonings

O socialismo real pode ter sido uma das piores experiências já realizadas pela humanidade. Em um paper recente os economistas Andreas Bergh, Christian Bjornskov e Ludek Kouba analisaram os custos das experiências socialistas do século XX, sendo essas aquelas em que o Estado supostamente controlado pelos representantes do proletariado tomaram os meios de produção e substituíram o sistema de preços de mercado. Os pesquisadores aplicam regressões de crescimento, utilizando efeitos fixos por país e por ano para controlar variações específicas. A especificação inclui variáveis de controle padrão, como taxas de investimento, gastos governamentais, volumes de comércio, tamanho da população e um indicador de democracia. O estudo utiliza o PIB per capita da base Maddison e das Penn World Tables, além de métricas de produtividade do trabalho. De acordo com a análise dos pesquisadores, países em desenvolvimento que transitaram para o socialismo sofreram um declínio médio de 2 a 2,5% no crescimento do PIB per capita durante a primeira década da experiência. Em termos práticos, para uma economia em desenvolvimento, esse experimento ideológico representou uma perda de renda de aproximadamente U$ 400 por habitante apenas nos primeiros cinco anos de regime. O problema central identificado não reside apenas na falta de capital, mas na destruição sistemática da produtividade total dos fatores. O estudo revela que as perdas na produtividade do trabalho são ainda mais acentuadas que as do PIB, chegando a 2,9% em alguns modelos. Isso ocorre porque, ao suprimir o sistema de preços, o regime elimina a bússola que coordena a escassez e o conhecimento disperso na sociedade. Sem incentivos para a inovação e com empresas focadas em extrair recursos do centro em vez de buscar eficiência, o desperdício se tornou a regra e os custos de agência dos trabalhadores se torna ainda mais proibitivo. Esse abismo fica evidente quando olhamos para os experimentos naturais do século XX. Em 1950, a diferença de PIB per capita entre Taiwan e a China continental era de 83%; em 1990, após décadas de divergência sistêmica, esse hiato havia saltado para impressionantes 431%. No Europa, a Áustria e a Tchecoslováquia, que eram economicamente quase equivalentes em 1950, com apenas 9% de diferença na renda per capita, viram essa distância subir para 98% no momento da queda do Muro de Berlim. Mesmo a Iugoslávia, frequentemente citada como um caso de sucesso, não escapou da tendência de divergência em relação a pares regionais. Em 1990, o hiato econômico em relação à Grécia, que enfrentou instabilidades políticas e ditaduras no mesmo período, era de 77%. Assim, no caso do socialismo real como de outras experiências autoritárias, realmente a estrada para o Inferno estava pavimentada de boas intenções. #socialism #economics #Economía #econtwitter #fintwitt

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Rei Naldo
Rei Naldo@reinaldo0791·
@rianhez Deixando de lado a economia, acho que a grande contribuição do comunismo foi de demonstrar como regimes democráticos são importantes. Para entender o que é viver num regime ditatorial, leiam Herta Muller (Nobel em literatura).
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
@JohnnyWelte @hidemi_miyamoto E essa coisa de poder preditivo é outro dos elementos que joga certas áreas da economia pro campo das ciências ocultas. Francamente, previsão não vale de nada. Nem em história, nem em economia.
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
@JohnnyWelte @hidemi_miyamoto E isso é apenas um fator a se considerar. Japão é capitalista, Brasil também, Somália também. E tem tantas outras variáveis... Há certa arrogância nos métodos quantitativos ao se pretender reduzir tudo a números. E, se há contra-factual, já vale bem pouco o estudo.
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Tiago Lobo
Tiago Lobo@tiagofavlobo·
@rianhez E você está confundindo as coisas. O artigo não foca em identificar causas específicas do baixo crescimento (apesar de sugerir hipóteses), ele foca em medir performance entre uma economia socialista e não socialista.
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
@tiagofavlobo Quantificação de fenômenos históricos, com altas doses de contra-factual, está mais pra ciência do oculto.
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Tiago Lobo
Tiago Lobo@tiagofavlobo·
@rianhez Aí não gostam quando historiadores são ridicularizados por uma visão reducionista dos fenômenos econômicos, vocês não entendem o mínimo da metodologia da área.
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Luan Valério
Luan Valério@luancmv·
@rianhez Rodrigo, porque você não aproveita a chance de ganhar uma publicação no Journal of Comparative Economics escrevendo uma nota de resposta ao paper, dado que as falhas são tão óbvias e invalidam as conclusões at face value?
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Pedro H.
Pedro H.@VderGraaf·
@rianhez Sou leigo, mas pelo o que eu entendi, o comunismo é muito bom, mas nunca deu certo pq o mundo é malvado. Não gosto de estragar o sonho de ninguém, mas acredito que o mundo sempre será malvado.
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
@SpasmenaSomata Pois é. É uma insanidade mesmo querer pegar fenômenos históricos, quantificá-los e colocar tudo num modelo com condições perfeitas de temperatura, pressão e atrito.
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
@SpasmenaSomata Aí que tá. Não existe isso de de condições iguais para um país capitalista e um socialista.
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óloi tha pethánoun
óloi tha pethánoun@SpasmenaSomata·
@rianhez no modelo socialista quando comparada a um modelo capitalista com condições externas iguais.
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
@JohnnyWelte Independente disso, acho bem temerária essa tentativa de quantificar tudo, inclusive fenômenos históricos complexos. Ainda mais se valendo de instrumentos que, ao cabo, são meros contra-factuais.
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Primo do exterior
Primo do exterior@JohnnyWelte·
@rianhez é normal o comentário no twitter sobre o artigo focar nas suas conclusões/resultados finais, e não na sua metodologia. O cara q comentou é de direita.
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
@AlexandreFenel1 Isso aí precisa de uma bela duma formação de barra. E os economistóides que estão tentando explicar nos comentários tão se enrolando ainda mais nesse caldo quantificista de contra-factuais.
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Porco Rosso
Porco Rosso@AlexandreFenel1·
@rianhez Fora que os dados de crescimento de Europa Oriental vs Ocidental não dão suporte a essa tese.
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
@SpasmenaSomata Em resumo, essa lorota aí só funciona com altas doses de contra-factual. Tá bom pra jogar no lixo.
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
@SpasmenaSomata Essa econometria da clonagem aí está na mesma linha científica da alquimia ou astrologia: são as ciências do oculto! Que condições geopolíticas são essas que colocam o "clone" capitalista sob sanções econômicas do bloco ocidental? Quanto mais você tenta explicar, pior fica.
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Rodrigo Ianhez
Rodrigo Ianhez@rianhez·
@Catalaxis_ @juno161985 Que o seu exemplo é muito bom, pois a economia coreana é uma economia extremamente centralizada, gerenciada pelo Estado, altamente planejada, isso para além de ter se beneficiado do papel do país como entreposto da Guerra Fria.
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Catalaxis ☭⃠
Catalaxis ☭⃠@Catalaxis_·
@rianhez @juno161985 E que forçava as suas empresas nacionais a se tornarem exportadoras e concorrerem com multinacionais no mercado externo por meio de disciplina rigorosa, a URSS não fez isso e nem o Brasil durante a ditadura militar, qual o ponto aqui?
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Könings
Könings@EdwardKonings·
@rianhez A análise não é restrita aos 10 primeiros anos de revolução não
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