
NOBREZA MAIOR É FICAR : O HOMEM DE 70 ANOS QUE ENTROU PARA A HISTÓRIA Num país traumatizado e ferido por uma suposta humilhação e pela tirania sangrenta que se seguiu antes da tal restauração da democracia, um homem simples —, um soldado corajoso no passado, um andarilho provocador — tornou-se o alvo de um ódio que não era apenas pessoal, mas profundamente político. E aos 70 anos, se mantém ereto, confundindo até seus admiradores e criando admiração e dúvida nos seus detratores, pois jamais se viu, tanta nobreza, ética, moral, senso de propósito e confiança absoluta no que faz e diz. Seus acusadores, movidos por inveja velada e ressentimento acumulado, viram nele a encarnação de tudo o que ameaçava suas posições confortáveis. Pois ele não vendia sabedoria por dinheiro, como os sofistas; ele a distribuía gratuitamente, questionando sem piedade as certezas dos poderosos, dos oradores da assembleia, dos generais vaidosos, dos poetas inflados de si mesmos. Com perguntas aparentemente inocentes, ele expunha a ignorância disfarçada de autoridade, a opinião comum travestida de verdade absoluta. E isso incomoda profundamente quem se acostumou a jamais ser questionado. A justiça, nesse momento, não foi cega; foi míope, contaminada pelo viés político e pelos traumas do passado. Julgou-se não um crime concreto, mas o incômodo que o líder causava ao fazer vibrar a sociedade inteira. Ele obrigava os cidadãos a olharem para dentro de si mesmos, a questionarem o que antes aceitavam sem reflexão. Em uma democracia que dependia do consenso fácil e da obediência às normas coletivas, tal homem era perigoso: um catalisador de dúvida, um espelho incômodo para os poderosos. E, no entanto, ele não era apenas odiado. Ele era amado — profundamente amado — por muitos. Jovens e velhos o seguiam, fascinados por sua integridade, por sua recusa em bajular, por sua coragem de viver exatamente como pregava. Seus discípulos, mesmo após a condenação, perpetuaram sua memória e transformaram suas ideias em movimentos eternos. Ele é, de fato, um líder popular — não no sentido de multidões manipuladas por discursos inflamados, mas no sentido mais nobre: alguém que atrai pela força da verdade, pela autenticidade de uma vida examinada. Quando veio a oportunidade de escapar — uma possível fuga, organizada por amigos leais, com tudo pronto para o exílio —, ele recusou. Preferiu ficar, submeter-se ao julgamento da cidade, beber a bebida da morte, conforme as leis que, apesar de discordar delas em muitos pontos, ele respeitava como o pacto que sustentava a moral que o formara. Não fugiu porque fugir seria incoerência: seria cometer injustiça para evitar sofrer injustiça, seria trair o princípio que defendeu por setenta anos — que é melhor sofrer o mal do que praticá-lo. Assim, o idoso pensador, sereno, aceitava seu destino como se entendesse que sua amargura traria benefício para o seu povo. Continuava conversando com os amigos, sem ressentimento, sem rancor. Como se seu daimónion, o "guardião" (voz divina interna)que o protege de desvios, ajudando-o a manter o caminho da virtude; convencesse-o de que esse é o processo para alcançar sua eudaimonia . Sua injusta condenação não foi o fim de sua influência; foi o selo de sua grandeza. Ele marcou para sempre a história não como mártir de uma causa política, mas como símbolo supremo da liberdade do pensamento, da coragem intelectual e da nobreza que resiste à inveja, ao medo e ao poder cego. Ele não foi condenado por corromper a juventude ou por suscitar golpe de Estado, foi condenado porque, com sua mera existência, lembrava a todos que a verdadeira liberdade exige disposição para libertar outros também, não apenas a si. E essa coragem sacrificial de juramento público e dito com orgulho, mexe com o brio de supostos poderosos, é intolerável. Questionar sem medo, viver com coerência e, se necessário, morrer por aquilo em que se crê. Então, se você em algum momento pensou que o texto se referia à @jairbolsonaro, devo te informar que não. Esta é exatamente a história de Sócrates, a grande inspiração filosófica de Platão, Xenofontes e outros. Ao ler o texto, a associação é imediata. E isso é muito importante para você dimensionar a grandeza que é termos um líder político com princípios filosoficamente tão profundos. E no entanto, muitos de nós, insistem em desdenhar. Assim como Sócrates se eternizou em seus discípulos, como; Platão e Xenofontes, Bolsonaro que já se multiplicou em muitos corações, inclusive no de seu acessor leal, Filipe G. Martins, também se revitaliza na pessoa de seu filho @FlavioBolsonaro . Sobre o ex-discipulo Alcebíades (militar traidor), Jair também tem Cid. As comparações não são meras coincidências. Por favor, digam ao Críton, que Jair agradece muito a consideração, mas, como Sócrates: ele preferiu ficar. sergiojunior.com



















