Rafael Stellato
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If you can do that, you will take the power of your decision making to a whole other level. In many cases, you will be able to test how that principle would have worked in the past or in various situations that will help you refine it, and in all cases, it will allow you to compound your understanding to a degree that would otherwise be impossible. It will also take emotion out of the equation. Algorithms work just like words in describing what you would like to have done, but they are written in a language that the computer can understand. If you don’t know how to speak this language, you should either learn it or have someone close to you who can translate for you. Your children and their peers must learn to speak this language because it will soon be as important or more important than any other language. #principleoftheday

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@deprepalmeiras caralho, vcs viajam demais. Que erva vocês fumaram pra querer falar que Abel não é homem e defender esse bosta de goleiro corinthiano? "Nosso técnico jamais teria coragem" ... parece piada
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Carlos Miguel foi homem de assumir a culpa pela derrota.
Nosso técnico jamais teria coragem. x.com/GVids12/status…
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@DaniloGentili Impressionante como a morena parece uma criança de 8 anos discutindo. Se nota a criancisse e imaturidade em 2 segundos
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@deprepalmeiras Vocês são tudo malucos! Querem ficar trocando de técnico a cada 3 meses como era antes do Abel! Não vamos ganhar todo ano! Ano passado estávamos bem e Abel tinha encontrado time com a dupla Flaco + Roque. Segundo no BR(pontuação de campeao) e vice na lib. N vamos ganhar todo ano
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@MinFazenda Não entendi… quando faço o teste comprando dolares no wise, por exemplo, ainda tenho 3,36% de iof. Alguém sabe se vai voltar a aliquota antiga?
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“O que é ‘notas da comunidade’? No X, só pode dar nota quem é verificado, e você tem que pagar por isso. Então, não é bem comunidade. É de pagantes, de assinantes. (...) A nota da comunidade não substitui a checagem dos fatos. Ponto. Essa história de ‘notas da comunidade’ é apenas cortina de fumaça. (...) O fim da checagem de fatos transforma o que é ruim em péssimo”, diz @octavio_guedes ao dar exemplos para diferenciar liberdade de expressão de crime, ressaltando a importância da checagem de fatos.
➡ Assista ao #GloboNewsMais: glo.bo/39WjXAu #GloboNews
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Free speech is the bedrock of democracy and an unelected pseudo-judge in Brazil is destroying it for political purposes
End Wokeness@EndWokeness
The regime in Brazil just ordered: - 𝕏 to be taken down within 24 hours - App stores have 5 days to comply - $8,874 daily fines for using VPN EVERYONE NEEDS TO WAKE UP. Yes, it could happen here too.
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🚨HERÓI: Emílio Surita está sendo perseguido porque não se vende e denuncia a agenda woke. #somostodosEmilio
Sou fã de Emílio, que fala verdades de forma simples. A Jovem Pan, de forma bizarra, pediu desculpas por uma imitação dele, acusada de homofobia. O identitarismo censura o humor e divide a sociedade, enquanto o pseudoprogressismo gera ódio e cancelamento.
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O duelo entre Alexandre de Moraes e Elon Musk foi pauta do programa “The Late Debate” na Australia, conduzido pela apresentadora da Sky News, Liz Storer.
Os comentaristas do programa classificaram as decisões do STF como totalitarismo, um dos comentaristas disse que esta é uma forma de controlar as mídias sociais:
“Quando o governo começa a ditar o que pode e não pode ser dito. Você não tem liberdade de expressão. E quando você não tem liberdade de expressão, você não tem outros direitos.
Liberdade de expressão é o mais sacrossanto de todos os direitos, porque sem isso você não pode defender nenhum outro direito”.
O Brasil está sendo palco para que os globalistas alcancem o que eles mais almejam: o controle total das mentes, com a desculpa para acabar com a “polarização” e “salvar a democracia” - eles querem controlar a fala, o comportamento e o pensamento do individuo. Um ser humano que se adapta ao totalitarismo, que defende o seu algoz e que se deixa comandar por tiranos, não é um ser humano!
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@demori Que argumento tosco. Do mesmo jeito que ela poderia dizer “antes do mst ninguém comia no mundo” kkkkk e os esquerdão ainda aplaude! Leandro vc já foi ler e entender como funciona o mercado financeiro? Não é possível 🤔
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@renatajbarreto Antes da invenção da Bolsa ninguém comia no mundo.
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É que a @renatajbarreto é capitalista, e no capitalismo só ela e os amigos dela podem viajar de executiva.
jairme@jairmearrependi
LÓGICO QUERIDA EU SOU PRESIDENTE DE BANCO
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Por que a esquerda é anti-Israel?
A esquerda política definitivamente não gosta de Israel.
Mundo afora o fenômeno é o mesmo.
Nas últimas semanas, protestos em diferentes cidades foram organizados no Brasil com o apoio de partidos políticos de esquerda (como o PSOL e o PCdoB) e movimentos de esquerda (como o MST).
Mesmo os Estados Unidos, historicamente ligados a Israel, testemunham essa tendência.
Três dias após os atentados terroristas do Hamas, a organização Socialistas Democráticos da América (DSA) promoveu uma manifestação pró-Palestina em Nova York, onde os participantes gritavam “a resistência é justificada quando as pessoas estão ocupadas”, com direito à exibição do símbolo da suástica.
Na Espanha, uma manifestação anti-Israel organizada pelos partidos de esquerda Podemos e Sumar levou 10 mil pessoas às ruas de Madri.
Na Inglaterra, nos últimos dois finais de semana, protestos anti-Israel levaram 100 mil pessoas às ruas de Londres. As manifestações estão umbilicalmente ligadas ao Partido Trabalhista britânico (em 2019, 42% dos judeus britânicos disseram que “considerariam seriamente” deixar o país caso o líder trabalhista da época, Jeremy Corbyn, virasse primeiro-ministro).
Na Austrália, manifestações em Sydney não ecoaram apenas gritos de “Palestina Livre”, mas de “fodam-se os judeus”.
Protestos parecidos aconteceram em diferentes pedaços do mundo nas últimas semanas, de Joanesburgo a Toronto. Sempre com o protagonismo de movimentos e partidos políticos de esquerda.
Por quê?
O que conecta a esquerda a uma identidade anti-Israel é uma mistura de diferentes elementos.
Essa não é uma relação nova, fabricada nas redes sociais. Nem é tão óbvia quanto parece.
Em primeiro lugar, é preciso contexto histórico: a União Soviética desempenhou um papel fundamental no apoio à criação do Estado de Israel. Durante o debate sobre o Plano da ONU para a partilha da Palestina, em 1947, a União Soviética apoiou o sionismo nas Nações Unidas. Na verdade, Moscou se pronunciou a favor de um Estado Judeu muito antes dos Estados Unidos – antes de qualquer potência.
Um ano antes da criação do Estado de Israel, o então embaixador soviético na ONU, Andrei Gromyko, expressou forte apoio a Israel, destacando a conexão histórica do povo judeu com o território, reconhecendo as aspirações do povo judeu após o Holocausto e defendendo que o mundo tinha uma dívida com eles.
O protagonismo russo foi tamanho nessa direção que a União Soviética foi o primeiro país a reconhecer oficialmente Israel, dois dias após a sua declaração de independência, em maio de 1948.
Na Guerra Árabe-Israelense de 1948, Israel recebeu rifles, morteiros e até aviões de combate da Tchecoslováquia, com permissão e consentimento soviético. Essas armas desempenharam um papel indispensável para a vitória israelense.
Como escreveu o historiador Paul Johnson, Joseph Stalin está “entre os pais fundadores de Israel”.
Os próprios israelenses não negam isso. Como disse Abba Eban, o primeiro embaixador de Israel na ONU, sem o voto e as armas fornecidas pelo bloco soviético, “não poderíamos ter conseguido, nem diplomaticamente, nem militarmente”.
Por que os soviéticos escolheram o lado judeu? Por pragmatismo. Stalin via a criação de Israel como uma maneira de reduzir a influência britânica no Oriente Médio. Na propaganda soviética – veja a ironia – apoiar Israel era enfrentar o imperialismo ocidental no Oriente Médio.
Mas pelo mesmo pragmatismo, poucos anos depois, os soviéticos mudaram de lado – levando todo campo político junto, mais uma vez.
A relação entre a União Soviética e Israel se deteriorou no instante em que Israel expressou o desejo de migrar judeus soviéticos para Israel, atitude amplamente rejeitada pela União Soviética, lar de uma das maiores comunidades judaicas do mundo.
A partir desse episódio, a União Soviética passou a expressar apoio e oferecer treinamento militar, armamento e assistência financeira à causa palestina.
Após a criação do Estado de Israel, os judeus soviéticos enfrentaram forte oposição de Moscou para a emigração. Judeus que solicitavam permissão para emigrar para Israel muitas vezes encaravam discriminação, perda de emprego e perseguição (com direito, em alguns casos, à prisão). A maioria teve seus vistos de saída negados e passou a ser rotulada como refusenik. Eles também enfrentavam vigilância constante da KGB.
Para o Kremlin, permitir que um número tão grande de cidadãos deixasse o país era visto como um sinal de fraqueza e instabilidade. Além disso, muitos judeus soviéticos ocupavam posições em áreas sensíveis, como pesquisa científica, defesa e indústria. O Kremlin estava preocupado que esses indivíduos levassem conhecimentos e habilidades valiosas para o exterior.
Como num passe de mágica, a causa palestina passou a ser vista pelos líderes do bloco comunista como uma luta de libertação nacional contra o imperialismo (um imperialismo que havia sido sustentado diplomaticamente e militarmente pela própria União Soviética).
Os interesses russos, estritamente pragmáticos, locais, moldaram a concepção ideológica, moral, de todo um campo político no Ocidente – como em tantas outras questões.
Ainda hoje, dos 193 países membros da ONU, 28 não reconhecem Israel (15%). Desses, apenas 3 não têm maioria muçulmana – todas elas ditaduras de esquerda: Cuba, Venezuela e Coreia do Norte.
Embora nem todos os críticos de Israel sejam radicais de esquerda, as posições anti-Israel viraram uma espécie de marcador de identidade política para a chamada esquerda “anti-imperialista”.
A narrativa anti-Israel, ainda hoje, considera o país uma força “imperialista-colonialista” que ocupa a Palestina.
A rejeição a Israel é um fenômeno muito além do repúdio aos assentamentos israelenses na Cisjordânia ou à política bélica de Benjamin Netanyahu, tantas vezes condenada por diferentes campos políticos no Ocidente: a esquerda radical rejeita a legitimidade do Estado Judeu e o direito dos judeus à autodeterminação nacional. Para ela, um Estado Judeu nunca deveria ter sido estabelecido.
O grupo chama essa identidade de antissionismo: não apenas a oposição a diferentes características negativas da política (e do governo) israelense, mas a negação do direito de Israel existir sob qualquer pretexto naquele território.
É difícil medir a linha que divide o antissionismo do antissemitismo. Embora alguns estudos apontem que há uma correlação entre entrevistados que não reconhecem a legitimidade de Israel e aqueles que concordam com declarações e teorias conspiratórias antissemitas, diferentes organizações de direitos humanos entendem que uma coisa é diferente da outra.
Aqueles que acreditam que antissionismo é um traço de antissemitismo costumam reclamar que o Estado Judeu é julgado de forma mais severa que os demais. Mais do que isso: dizem que negar a relação milenar dos judeus com o território de Israel é negar a própria existência dos judeus na história.
E esse conflito ganhou novas camadas com as redes sociais.
Hoje, o movimento anti-Israel também é influenciado pelo identitarismo, que enxerga a história – independente do país de origem – através de um conceito de raça simplório e maniqueísta que deriva da experiência racial americana.
Para a esquerda ocidental, os israelenses são “brancos” e os palestinos são “pessoas de cor”. Nesse sentido, os judeus – vítimas do maior crime racial do século 20 – não podem ser vítimas de racismo, visto que são “brancos” e “privilegiados”; mas enquanto “brancos” e “privilegiados” são perfeitamente capazes de explorar “pessoas de cor”, “desprivilegiadas”.
Numa reviravolta, os judeus são agora acusados dos mesmos crimes que eles próprios sofreram.
Em 34 anos, entre 1987 e 2021, 12 mil palestinos morreram no conflito Israel-Palestina, o equivalente a 0,2% do total de judeus mortos no Holocausto. No conflito Israel-Palestina, por diferentes motivos, a violência é indiscutivelmente uma desgraça maior para o povo palestino – mas uma desgraça consideravelmente distante da experiência nazista.
A oposição explícita a Israel, nos últimos dias, também virou, para muitas figuras, um apoio velado e cínico ao Hamas.
Desde 2007, o Hamas governa a Faixa de Gaza, onde criou um Estado de partido único que esmaga a oposição, proíbe as relações entre pessoas do mesmo sexo, reprime as mulheres e defende abertamente o assassinato dos judeus, rejeitando categoricamente a primazia dos direitos humanos. Mas as vítimas dessa teocracia não recebem qualquer solidariedade de manifestações políticas ocidentais organizadas por grupos que juram protegê-las.
Parece incoerente, mas é perfeitamente justificável. Não se engane com os discursos: se os russos (e os chineses) decidirem mudar de lado nessa disputa – por qualquer motivação mesquinha, cotidiana e pragmática – a esquerda radical irá junto, adaptando suas motivações à propaganda da ocasião.
Não será a primeira vez.
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O que é verdade – e o que é mentira – sobre o conflito Israel-Palestina
Com o desenrolar da guerra entre Israel e o Hamas, toneladas de propaganda viralizaram nas redes sociais nos últimos dias, distorcendo a realidade política da região.
Uma luta vem sendo travada entre os defensores de Israel contra os defensores da Palestina.
Essa é a hora de separar o que é História do que é ficção, e postar algumas verdades duras de engolir.
Segue o guia:
1. Como é o sistema político de Israel?
Israel é uma democracia parlamentarista com um sistema multipartidário.
O parlamento de Israel é conhecido como Knesset. O Knesset é composto por 120 membros, eleitos para mandatos de 4 anos.
Nesse momento, os partidos com mais membros no Knesset são o Likud (32) e o Yesh Atid (24).
O Likud é um partido de direita, nacionalista, cético em relação a um processo de paz com os palestinos, liberal na economia e conservador nos costumes.
O Yesh Atid, principal opositor do Likud, é um partido liberal, de centro, representante da classe média secular israelense, que defende a separação de religião e Estado em Israel, e apoia a retomada das negociações de paz com os palestinos e a solução de dois estados.
O primeiro-ministro de Israel é geralmente o líder do partido com a maioria dos assentos no Knesset. O líder do Likud se chama Benjamin Netanyahu.
Netanyahu é o primeiro-ministro de Israel, mas, desde a última semana, forma um governo de coalização que dirige o país durante os conflitos com o Hamas ao lado de um de seus principais adversários políticos: Benny Gantz, líder da Azul e Branco, a coligação dos partidos liberais israelenses.
2. Israel é uma democracia?
Israel ocupa a 29ª posição no Democracy Index 2022, feito pela Economist Intelligence Unit, à frente de países como Itália, Bélgica e Brasil.
No Varieties of Democracy (V-Dem), da Universidade de Gotemburgo, da Suécia, Israel é catalogada como uma democracia liberal, mas sua avaliação é um pouco pior: está na 39ª posição, à frente de países como Argentina, Grécia e Brasil.
O V-Dem cataloga 98% do Norte da África e do Oriente Médio como autocrata. É a região com a maior presença de ditaduras no mundo.
Israel é a única democracia da região, ocupando sozinha os 2% restantes.
3. A Palestina é uma democracia?
A Palestina é dividida em dois territórios: a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. A Faixa de Gaza é governada pelo Hamas. A Cisjordânia é governada pela Autoridade Palestina.
A Cisjordânia ocupa a 135ª posição no V-Dem. A Faixa de Gaza ocupa a 156ª posição.
Há menos liberdade política nos territórios governados por essas autoridades, na Palestina, do que no Haiti, no Iraque e no Zimbábue.
4. Quais são os direitos civis garantidos em Israel?
Israel permite alguns direitos civis relativamente raros em outros países do Oriente Médio.
Por exemplo: há mais liberdade de expressão e de imprensa em Israel que em outros países da região.
No ranking de liberdade de imprensa da Repórteres Sem Fronteiras, Israel ocupa a modesta posição 97. Mas para efeito de comparação, a Palestina ocupa a posição 156, atrás de Afeganistão, Sudão e Emirados Árabes Unidos.
As mulheres em Israel também têm direitos significativos em comparação com os outros países da região.
No Índice de Desigualdade de Gênero produzido pela ONU, Israel aparece na posição 22, à frente de países como França, Itália e Portugal. A Palestina ocupa a posição 106.
Israel também é considerado o país mais progressista do Oriente Médio em relação aos direitos LGBT. Tel Aviv, em particular, é conhecida pela cena gay responsável pela maior parada LGBT da região.
No Equaldex Equality Index, principal base de medição de direitos LGBT no mundo, Israel aparece na posição 48. A Palestina está na posição 190 (só 7 países são mais intolerantes com a comunidade LGBT no mundo, quase todos eles no Oriente Médio ou no Norte da África).
5. Como a democracia israelense é protegida por Benjamin Netanyahu?
É aqui que as coisas complicam.
Nos últimos 27 anos, Benjamin Netanyahu liderou o governo israelense por 19. E nesse momento vem sendo acusado de tentar eclodir o Estado de direito em Israel.
Há poucos meses, Netanyahu aprovou uma reforma judicial que restringe as atribuições do poder judicial de Israel. Pela nova legislação, o Supremo Tribunal não pode impedir o governo de tomar medidas que os juízes considerem “extremamente irracionais”.
E isto é importante porque em Israel os tribunais são praticamente a única restrição ao poder do governo: não existe uma segunda câmara no país (como no Brasil, onde há um Senado e uma Câmara dos Deputados), nem uma constituição.
Como Netanyahu tem uma grande base de apoio no Knesset, sem enfrentar um contrapeso legal, poderá governar sem restrições. E por isso, Israel viveu até aqui 9 longos meses de protestos populares contra o governo, que levaram centenas de milhares de pessoas às ruas e geraram mais de 700 detenções.
6. Quais são os direitos dos árabes que vivem em Israel?
21% da população de Israel tem origem árabe. A maior parcela desse grupo é composta por muçulmanos sunitas.
Os árabes que permaneceram em Israel após a criação do Estado, em 1948, são cidadãos israelenses com direitos civis completos, incluindo o direito de voto nas eleições nacionais e locais. Esses direitos são herdados para os seus descendentes.
No que diz respeito à sua identidade, a maioria dos árabes em Israel se identifica como palestino. Eles mantêm língua, tradições e costumes árabes.
Há duas forças políticas árabes em Israel: o Lista Árabe Unida e o Hadash-Ta'al. Cada uma delas tem 5 cadeiras no Knesset.
Os árabes nunca ocuparam mais de quinze assentos no parlamento israelense.
A maioria dos cidadãos árabes de Israel vive em cidades e vilas com maioria árabe. Alguns desses lugares estão entre os mais pobres do país.
Hoje, quase todas as vilas e cidades árabes em Israel têm padrões de vida mais baixos do que aquelas predominantemente judaicas.
Tecnicamente não há uma segregação formal dessa população, como no apartheid sul-africano, mas muitos árabes reclamam de discriminação.
A decisão de estabelecer Israel como um Estado exclusivamente judeu, feita em 2018, também gera discórdia. Muitos árabes argumentam que a Lei do Estado-Nação, por natureza, coloca os não-judeus como cidadãos de segunda classe no país. Entre outras coisas, a lei removeu o árabe como uma língua oficial de Israel.
Israel também reivindica toda Jerusalém como sua capital e inclui todos os residentes da cidade nos seus censos, embora esta reivindicação territorial não seja reconhecida pelas Nações Unidas e seja contestada pelos palestinos, que vêem Jerusalém Oriental como a futura capital de um Estado palestino independente.
Muitos árabes que vivem em Jerusalém Oriental identificam-se como palestinos e, na prática, não são cidadãos de nenhum país.
Em 1967, com o fim da Guerra dos Seis Dias, a maioria dos árabes recusou a oferta de cidadania de Israel e, no lugar disso, recebeu o status de residente permanente. Hoje, 362 mil palestinos em Jerusalém Oriental detêm essa posição.
Mas com esse status, esses árabes não podem obter passaportes israelenses (muitos têm passaportes da Jordânia), nem votar em eleições nacionais.
Além disso, o estado de Israel pode revogar a residência de árabes que vivem em Jerusalém Oriental.
Desde 1967, mais de 14 mil palestinos de Jerusalém Oriental tiveram a sua residência revogada.
7. Como o governo Netanyahu piora o status dos árabes em Israel?
O governo Netanyahu é acusado de abrigar ministros abertamente racistas. O mais criticado pelos árabes é o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir.
Ben-Gvir é o líder do partido de extrema-direita Otzma Yehudit e está associado ao Kahanismo, uma ideologia ultranacionalista judaica fundada pelo rabino Meir Kahane (1932-1990).
Kach, o partido de Kahane, foi banido de Israel por racismo e incitação à violência. Em 2004, o governo dos Estados Unidos considerou o Kach uma organização terrorista.
Meir Kahane argumentava que para preservar Israel como um Estado judeu, seria necessário remover os palestinos, tanto dos territórios ocupados quanto de Israel. Para ele, Israel deveria anexar toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza e oferecer aos palestinos incentivos financeiros para emigrar para outros países. Se eles se recusassem, deveriam ser expulsos à força.
8. Como funciona a política de assentamentos israelenses?
A política de assentamentos de Israel diz respeito à prática de estabelecer comunidades civis israelenses em territórios que a comunidade internacional entende como palestinos.
Ao longo dos anos, esses assentamentos se expandiram, tanto em número quanto em tamanho. E isso só foi possível graças a uma combinação de incentivos governamentais, incluindo subsídios à habitação, infraestrutura e segurança.
Boa parte dos israelenses que apoiam esse movimento de colonização se opõe à ideia de um Estado independente palestino e vêem a Cisjordânia como um território do povo judeu.
Alguns israelenses também acreditam que os assentamentos são necessários para a segurança de Israel, argumentando que eles fornecem uma zona de proteção contra potenciais ataques de organizações terroristas palestinas.
Os palestinos dizem que esses assentamentos ferem a sua autodeterminação e minam qualquer perspectiva de um acordo de paz.
Diferentes organizações ocidentais, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, acusam a ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza de produzir violações sistemáticas dos direitos humanos contra os palestinos que vivem nesses territórios.
Os israelenses são acusados de desapropriar, separar à força e subjugar os palestinos, em diferentes graus de intensidade.
138 dos 193 estados-membros das Nações Unidas reconhecem o Estado da Palestina (71,5%), incluindo o Brasil. Muitos dos países que não reconhecem o Estado da Palestina reconhecem a Autoridade Palestina como a “representante do povo palestino”, e não o governo de Israel. Mesmo os Estados Unidos, que não reconhecem um Estado soberano da Palestina, apoiam a solução de dois estados para o conflito.
Em 1996, quando Benjamin Netanyahu assumiu o governo de Israel pela primeira vez, havia próximo de 142 mil colonos israelenses vivendo na Cisjordânia. Hoje há quase 500 mil pessoas.
Netanyahu conta com o apoio de facções religiosas ultranacionalistas para expandir esses assentamentos.
Os assentamentos são administrados por um órgão chamado Administração Civil, parte do Ministério da Defesa de Israel. Esta entidade é responsável por emitir permissões de construção e fornecer serviços aos assentamentos.
Muitos assentamentos israelenses são bem desenvolvidos em termos de infraestrutura, e contam com escolas, centros de saúde, áreas de lazer e outras comodidades. Muitos são cercados e patrulhados por forças de segurança israelenses.
Uma parte importante dos residentes desses assentamentos tem fortes convicções ideológicas ou religiosas que os levam a viver nesses espaços.
9. E os bombardeios?
Tanto Israel bombardeia a Palestina quanto a Palestina bombardeia Israel. Mas há um lado que sofre mais baixas com o conflito: a Palestina.
Segundo a organização de direitos humanos B’Tselem, de Israel, entre 9 de dezembro de 1987 e 30 de abril de 2021, o conflito resultou na morte de 13.969 pessoas, sendo 87% delas palestinas.
Até os últimos atentados terroristas do Hamas, esse era o número de mortos gerados pelo conflito nos últimos 15 anos: 6.407 palestinos contra 308 israelenses. O ataque terrorista recente do Hamas matou mais israelenses num único dia do que em décadas.
Mas é um mito a ideia de que morrem mais palestinos do que israelenses no conflito porque o Hamas é menos sedento pelo sangue israelense.
Parte importante dessa desigualdade no número de mortos se dá porque enquanto o Hamas é uma organização terrorista, Israel é um Estado altamente desenvolvido militarmente.
A estrutura militar israelense é muito superior à do Hamas, e inclui um dos sistemas de defesa aérea mais avançados do mundo – o Iron Dome.
Israel tem indiscutivelmente melhores condições de se proteger dos ataques que sofre do que o Hamas.
A densidade demográfica também ajuda a explicar uma parte dessa desigualdade no número de mortes.
A densidade da Cisjordânia é parecida com a de Israel. Mas a da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, é mais de 10 vezes superior.
Uma bomba que cai em Gaza tem chances bem maiores de alcançar uma grande concentração de pessoas do que uma bomba que cai em Israel.
Além disso, uma parte importante das bombas lançadas pelo Hamas caem, por despreparo, acidentalmente na Faixa de Gaza.
Por exemplo: em maio de 2021, Hamas e Israel travaram um confronto que durou 11 dias. Nesse período, o Hamas lançou 4,3 mil foguetes da Faixa de Gaza em direção a Israel, enquanto Israel lançou 1,5 mil bombardeios aéreos para a Faixa de Gaza. As ações de Israel deixaram um saldo fatal de pelo menos 230 mortes. Os foguetes disparados pelo Hamas mataram 13 pessoas em Israel e – por acidente – 15 palestinos em Gaza.
Para piorar, o Hamas usa escudos humanos nos conflitos com Israel. Essa tática consiste em:
– Disparar foguetes de áreas civis densamente povoadas na Faixa de Gaza.
– Sustentar sua infraestrutura militar dentro ou próximo a áreas civis.
De acordo com o Estatuto do Tribunal Penal Internacional, é considerado crime de guerra "utilizar a presença de um civil ou outra pessoa protegida para tornar certos pontos, áreas ou forças militares imunes a operações militares".
É o que o Hamas faz, e não porque não há espaço na Faixa de Gaza – que é pequena – para apoiar sua estrutura, mas porque essa é uma estratégia militar.
Israel tem a sua parcela de responsabilidade, mas o Hamas aumenta substancialmente a chance de civis palestinos morrerem quando traz o conflito para áreas civis densamente povoadas.
Cabe lembrar que o grupo, em sua carta fundadora, descreve sua luta contra Israel como uma jihad.
10. O que dizem as pesquisas de opinião?
As pesquisas de opinião apontam para uma Israel dividida.
36% dos israelenses apoiam a busca pela paz com base na solução de dois estados.
28% apoiam a anexação da Cisjordânia e o estabelecimento de um Estado único em que os judeus gozam de um status privilegiado.
11% apoiam a anexação da Cisjordânia e o estabelecimento de um Estado único com direitos iguais para todos.
Os outros 25% não possuem uma opinião formada sobre o assunto.
As pesquisas palestinas são ainda menos otimistas.
O apoio à solução de dois estados é de 28% entre os palestinos. E a oposição é de 70%.
71% dos palestinos acreditam que a solução de dois estados já não é viável devido à expansão dos assentamentos israelenses.
53% dos palestinos apoiam os confrontos armados como escolha política para quebrar o impasse atual.
71% da população (79% na Faixa de Gaza e 66% na Cisjordânia) afirma ser a favor da formação de grupos armados.
Hoje, o Hamas é mais popular entre os palestinos que a Autoridade Palestina.
11. Qual é a minha posição?
a) Tanto israelenses quanto palestinos devem ter o direito à autodeterminação, e a solução de dois estados é a que melhor respeita esse princípio.
b) Os assentamentos israelenses são indefensáveis e constituem uma grave agressão à população palestina.
c) O Hamas é uma organização terrorista que precisa ser repudiada e enfrentada. O mesmo deve ser dito sobre o Hezbollah.
d) O fundamentalismo religioso nacionalista presente na extrema-direita israelense também precisa ser repudiado.
e) Benjamin Netanyahu é uma péssima liderança política e seu governo está aumentando a insegurança de israelenses e palestinos.
f) O Estado de Israel é a principal democracia do Oriente Médio, mas a qualidade do processo democrático israelense vem diminuindo sob o governo Netanyahu, e esse é mais um motivo para fazer oposição à sua liderança.
g) Se os assentamentos israelenses desrespeitam a soberania palestina, um estado teocrático palestino também fere uma lista interminável de direitos humanos.
h) É incoerente apelar para o humanismo para defender autodeterminação dos povos, mas assimilar violência política para naturalizar uma teocracia que subjuga mulheres, LGBTs e outras minorias.
i) Uma escalada da violência não melhorará o status de israelenses e palestinos, nem aumentará a estabilidade e a segurança da região.
j) Por pior que seja o governo Netanyahu, o que está acontecendo na Palestina não atende a qualquer grau de comparação com o Holocausto, quando mais de 6 milhões de judeus foram assassinados, muitos deles em câmaras de gás, em campos de extermínio. Quem realiza essa comparação apenas banaliza e diminui o que foi o nazismo. Essa é uma propaganda antissemita.
k) Quem propaga antissemitismo, xenofobia, racismo, ou comemora a morte de civis – israelenses ou palestinos – deve ser execrado pela opinião pública.
Português
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Nos últimos 4 anos, a esquerda e extrema-esquerda têm chamado tudo que não gostam no Brasil de nazismo: governo Bolsonaro, motociatas, questionamentos às eleições, influencers de direita, Monark, cristãos e conservadores.
Mas é justamente a extrema-esquerda que agora está dando as maiores demonstrações de nazismo real: manifestações pró-Hamas pedindo o fim do Estado de Israel, zombarias com mulheres israelenses estupradas, bandeira de Israel com barata no lugar da estrela de Davi, petista dono de blog chapa-branca comparando judeus a ratos a serem caçados e inúmeros outros absurdos.
Menos de uma semana depois do ataque terrorista em Israel, a esquerda e extrema-esquerda conseguiram reproduzir toda a iconografia clássica da propaganda nazista nas redes sociais, mostrando quem eles realmente são, o que realmente pensam e sentem e o que eles fariam com você se eles tivessem o poder e a liberdade para isso.
Precisamos abrir os olhos: quem defende esses métodos e práticas absurdos para atingir fins ilegítimos do outro lado do mundo, o que não faria, se pudesse, com nosso país?
Português
Rafael Stellato retweetledi

Quem toma as dores de movimento terrorista não defende direitos humanos.
Quem milita por governo teocrático não pode cobrar laicismo de ninguém.
Quem apoia ditadura não é democrata.
Quem acredita num suposto direito cultural à violência contra a mulher não é humanista.
Quem acredita num suposto direito cultural à violência contra LGBTs não é progressista.
Quem é antissemita não é antirracista.
Quem apoia o Estado da Palestina, mas se opõe às bandeiras de Taiwan, Xinjiang, Tibete, Ucrânia e Hong Kong, não tem compromisso com a autodeterminação dos povos.
Numa era em que a incoerência move os discursos políticos, dizer o óbvio é um ato revolucionário.
Em matéria política, você não é aquilo que diz que é: você é aquilo que defende. E quem é apologista de violência não é moderado – é extremista.
Português
Rafael Stellato retweetledi

Hoje, 07 de outubro de 2023, Israel viveu o maior atentado terrorista da sua história. A data de hoje sempre será lembrada como o “11 de setembro” israelense.
Diante disso, tenho uma mensagem especial para você, que se considera pró-Palestina, que se preocupa com a vida dos palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
Por favor, ouça com atenção.
Português
Rafael Stellato retweetledi

Wer möchte eine Einladung für @SuperlistHQ haben? Ich habe 5 Einladungen übrig.
Who would like an invitation to @SuperlistHQ? I have 5 invitations left.
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