

Alexandre Siqueira
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@ssicca1
Vice-Presidente da AJOIA Brasil - Colunista Jornal da Cidade Online/Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo https://t.co/ayM2yZUqxE.




“ELES NASCERAM COMBATENDO A VELHA MÍDIA… ATÉ COMEÇAREM A SE TORNAR IGUAL A ELA” A mídia alternativa brasileira nasceu como resistência. Não apenas contra veículos tradicionais, mas contra a sensação crescente de que parte da imprensa havia abandonado a neutralidade para atuar como agente político, ideológico e narrativo. Foi nesse vazio de confiança que surgiram canais independentes sustentados diretamente pela população. Pessoas comuns passaram a financiar comunicadores que representavam coragem, enfrentamento e liberdade de análise. Foi assim que cresceram nomes como Kim Paim, Paulo Figueiredo, Timeline Allan dos Santos, Revista Oeste, Gazeta do Povo, Auriverde, Cláudio Dantas, Didi Redpill, Oi Luiz, Bárbara “Te Atualizei” e tantos outros que passaram a ocupar um espaço abandonado pela credibilidade tradicional. Mas existe um fenômeno filosófico, político e humano que começa a se repetir, e talvez muitos ainda não tenham percebido. O sociólogo Robert Michels chamava isso de “Lei de Ferro da Oligarquia”: “toda estrutura criada para representar o povo tende, com o tempo, a criar sua própria elite interna”. É exatamente aí que mora o risco. Movimentos nascem espontâneos. Depois crescem, ganham influência, recebem acesso, criam relações. Passam a disputar poder. E lentamente começam a reproduzir os mesmos comportamentos que criticavam. - Blindagens seletivas. - Silêncios convenientes. - Mudanças de narrativa. - Proteção de aliados. - Disputa de ego. - Interesses financeiros. - Acesso privilegiado. - Vaidade intelectual. - Dependência da própria audiência. George Orwell já alertava em “A Revolução dos Bichos” que muitas revoluções acabam produzindo novas versões daquilo que combatiam. A estrutura muda. Os personagens mudam. Mas o comportamento se repete. Nietzsche resumiu isso de forma brutal: “Quem combate monstros deve cuidar para não se tornar um deles.” E talvez seja exatamente esse o ponto central que parte da mídia alternativa ainda não compreendeu: o eleitor digital de hoje não é mais audiência passiva. - Ele compara. - Ele cruza informações. - Ele revisita vídeos antigos. - Ele acompanha prints. - Ele observa incoerências. - Ele percebe mudanças sutis de postura. - Ele fiscaliza narrativas em tempo real no X. A base conservadora digital não quer uma “nova velha mídia”. Não quer novos donos da verdade. Não quer uma elite de direita reproduzindo os mesmos vícios da elite tradicional. Porque o que destruiu a confiança da velha imprensa não foi apenas o erro jornalístico. Foi a perda da autenticidade diante do público. E quando canais independentes começam a agir movidos mais por prestígio, acesso, ego, conveniência ou sobrevivência institucional do que por coerência, acontece o inevitável: - a ruptura emocional com a própria base que os sustentou. - Cancelamentos. - Queda de assinaturas. - Perda de apoio. - Desgaste de imagem. - Desconfiança. - Fragmentação. O fenômeno se repete porque é humano. - O poder seduz. - O acesso transforma. - O prestígio intoxica. E toda resistência corre o risco de virar sistema. Mas existe algo novo nessa era: o eleitor fiscalizador. A internet criou uma geração que não idolatra mais comunicadores como antigamente. - Ela acompanha. - Analisa. - Cobra. E pune incoerência rapidamente. Talvez a maior lição desse momento seja simples: A base aceita divergências. O que ela não aceita é sentir que está sendo conduzida, manipulada ou usada. Porque no final, a população não quer perfeição. - Quer verdade. - Quer coerência. - Quer independência. E principalmente: “Quer que a resistência não se transforme na própria estrutura que prometeu combater.” Então estamos de olho no joio e no trigo! @ericksalzerr

@ssicca1 @STF_oficial Todo mundo tem direito a escolher como quer passar vergonha. Será igual a Simone Tebet. Adversário do Lula no 1° turno e no 2° turno declarar e pedir voto pra.ele.















