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A Megan também mete rebolando e ainda sorri enquanto faz isso



POR ONDE ANDAM AS BANDEIRAS COLORIDAS? Ontem, após a postagem no Instagram institucional do clube, e diante da péssima repercussão vinda de alguns "pseudo-vascaínos" que desconhecem a história e o DNA da instituição que dizem torcer, ficamos reflexivos por aqui. Há muitas camadas para debater, mas duas, em especial, precisam ser ditas: 1. POR QUE A TORCIDA QUE ESGOTOU AS CAMISAS COLORIDAS EM HORAS SE TORNOU A MESMA QUE NOS ATACA E NOS ODEIA? A resposta é simples, e o problema é mais fácil de resolver do que imaginam. O Vasco sempre se fez presente na educação e na conscientização sobre questões que matam. No entanto, por algum motivo (que todos nós conhecemos), o clube escolheu ignorar a própria essência. Quando a coragem para lutar pelos pilares de RESPEITO, INCLUSÃO E IGUALDADE é esquecida, todo o trabalho de conscientização vai embora junto. A luta contra o racismo, a homofobia e a misoginia nunca foi vencida, ela é diária e precisa ser praticada todos os dias, de todas as formas. Isso faz parte da mudança. Mas parece que o óbvio foi esquecido por essas bandas, e o cenário só mudará quando voltarmos a falar e a demonstrar que estamos aqui, e que não aceitaremos ser excluídos novamente. 2. ONDE ESTÃO AS BANDEIRAS COLORIDAS? Recebemos uma quantidade colossal de perguntas sobre as bandeiras. Queremos reforçar: elas nunca foram nossas. Elas pertenciam ao Vasco e ficaram sob a guarda e responsabilidade do próprio clube. Acreditem, já questionamos inúmeras vezes e tentamos acesso a elas para saber o paradeiro de um marco tão importante para a história cruzmaltina. A resposta é sempre a mesma: o silêncio. O mesmo silêncio que recebemos ao questionar sobre os vídeos oficiais das campanhas de combate à homofobia. Sumiu tudo! Ninguém sabe, ninguém viu. A pergunta e a revolta de vocês são as mesmas que as nossas. Cobramos e buscamos contato, mas o Vasco se tornou um grande silêncio sobre o assunto. Não queremos benefícios, tratamento VIP ou homenagens... queremos apenas o mínimo vindo de quem nos afirmou coperação: RESPEITO. Acreditamos no Vasco, acreditamos na mudança que o Vasco pode exercer, a nossa fé não mudou.



O USO DE LEQUE NOS ESTÁDIOS Nesta semana, um debate ganhou força nas redes sociais sobre os estádios do Rio de Janeiro: o uso de leques nas arquibancadas. A prática passou a ser criticada por parte dos torcedores. Mas por quê? O leque, relacionado ao calor, ganhou novos significados recentemente. Popularizado recentemente, o ato de “bater leque” cresceu em shows, especialmente entre mulheres e pessoas da comunidade LGBTQ+, se tornando uma forma de expressão cultural. No entanto, nos estádios, o ato tem tido outra repercussão. O leque enfrenta recusa, principalmente entre homens, mostrando a dificuldade de aceitação de movimentos ligados a esses grupos no futebol. A presença feminina nas arquibancadas, mesmo crescendo, ainda enfrenta barreiras. Mulheres seguem se adaptando a costumes masculinos e, em alguns casos, até mesmo a exclusão. Há relatos, por exemplo, na torcida organizada Gaviões da Fiel, do Corinthians, sobre restrições à participação feminina em tocar instrumentos. Além disso, a insegurança ainda é um problema recorrente. Muitas torcedoras relatam dificuldades em frequentar estádios sozinhas, diante de um ambiente ainda tradicional e masculino, mesmo que nem todos os homens se configurem como ameaça. Nesse contexto, surgem movimentos como o “TricoFlores”, da torcida do Fluminense. Organizado por mulheres, o grupo reforça uma ideia simples: as mulheres vieram para ficar. Um grupo que não só reúne mulheres, mas relembram que não só podem, como devem ocupar esses espaços. É importante lembrar que esses movimentos não buscam excluir tradições, mas ampliar a forma de torcer, criando novos costumes que incluam mais pessoas. Por isso, a discussão sobre o leque vai além do objeto. Muitas críticas se apoiam na ideia de tradição, na defesa de “essência” da arquibancada. Mas cabe a pergunta: Essa suposta essência deve mesmo permanecer? Algumas práticas já são historicamente aceitas no futebol e estão intimamente ligadas à homofobia, misoginia e episódios de violência. Mesmo assim, raramente geram o mesmo questionamento. Enquanto isso, manifestações associadas a mulheres e à comunidade LGBTQ+ seguem sendo mais criticadas, enquanto problemas históricos das arquibancadas são tratados com normalidade. Talvez, então, a questão não seja o leque, mas sim o que ele representa. Escrito por: Laura Melikian | @llauramelc


@sunlaurs oi não é só perguntar?







