

Roberto Motta
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@_robertomotta
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Concordo que a tributação dos VGBL reduziu a demanda por NTN-B. Pelas minhas contas, com base na queda da captação líquida, o impacto marginal sobre a demanda por esses títulos ficou em torno de R$ 1 bilhão por mês. O que não entendi foi o racional para concluir que isso implicaria um aumento de 1 p.p. no custo de todo o estoque da dívida pública. Mesmo que a menor demanda tenha pressionado as taxas de emissão das NTN-B, esse efeito incidiria apenas sobre novas emissões, não sobre o estoque da dívida. Além disso, o próprio Tesouro reduziu significativamente a participação das NTN-B nas emissões, mitigando esse impacto. Também vale lembrar que a fraca demanda por NTN-B não decorre apenas da tributação dos VGBLs. Há outros fatores relevantes: (i) inflações implícitas muito elevadas, que tornam os títulos prefixados relativamente mais atrativos; (ii) concorrência das debêntures incentivadas; (iii) entidades de previdência já bastante carregados em NTN-B; e (iv) multimercados com menor patrimônio e menor orçamento de risco. Na verdade, diante do nível atual das inflações implícitas, o custo esperado de emissão de uma NTN-B é hoje inferior ao de um título prefixado, exceto se a inflação média dos próximos anos ficar acima de aproximadamente 6% ao ano. Em resumo, concordo que a tributação dos VGBL reduziu um comprador estrutural importante de NTN-B. Mas atribuir a ela praticamente toda a abertura das taxas e concluir que isso elevou em 1 p.p. o custo de toda a dívida pública me parece um salto que os dados não sustentam.










40 ANOS JOGANDO BRASILEIROS CONTRA BRASILEIROS! No último dia permitido para propaganda oficial, o presidente escolheu mostrar o dedo do meio em público. Não para o crime organizado. Não para quem fraudou a aposentadoria de milhões de idosos. Não para os esquemas que ele próprio ignora. O gesto foi para quem acorda cedo, gera emprego, paga imposto e sustenta o país que ele deveria governar. Um homem que vive como bilionário com dinheiro público, que gasta em uma noite de hotel o que o brasileiro médio leva dois anos para ganhar, e que ainda se apresenta como “um de nós”. 40 anos de carreira política e um único legado consistente: dividir brasileiros contra brasileiros.






