José Arlindo

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@Muianga

José Arlindo Muianga. Pai, Defensor dos Direitos Humanos 🌍💡 Católico ⛪ 🇲🇿 A Luta Continua 💪🏾 Venceremos! ☢️Grupo Desportivo de Maputo🖤🦅SLBenfica

Mocambique, Maputo Katılım Ocak 2010
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
Crise do combustível obriga Etiópia a mandar funcionários para casa A Etiópia começou a colocar em licença anual os funcionários públicos e trabalhadores de empresas estatais considerados não essenciais, numa tentativa de reduzir a procura por transporte e combustível, numa altura em que a escassez de diesel já afecta gravemente Addis Abeba e outras zonas do país. Segundo o artigo, as filas nos postos de abastecimento tornaram-se massivas nas últimas semanas, envolvendo camiões, autocarros e viaturas particulares, enquanto várias instituições públicas avaliam quais trabalhadores são essenciais e quais devem ficar temporariamente fora do serviço. A Ethio Engineering Group é citada como uma das entidades que já avançou com a medida. O texto liga a crise ao impacto energético da guerra no Irão e ao encerramento do Estreito de Ormuz, factores que agravaram o mercado petrolífero internacional. O governo etíope já tinha apelado antes à poupança de combustível e decidiu dar prioridade de abastecimento a grandes projectos públicos, incluindo a construção do novo aeroporto internacional em Bishoftu, que necessita de mais de 15 milhões de litros por mês. A matéria refere ainda que a pressão sobre a Etiópia pode piorar, num contexto em que a factura de importação de combustíveis já ultrapassava 4 mil milhões de dólares, perto de 20% da factura total das importações. Como resposta de longo prazo, o governo aposta na substituição progressiva da frota pública por veículos eléctricos até 2030 e no uso de gás natural comprimido no transporte público. Fonte🔗 thereporterethiopia.com/49965/
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
@PauloFilho_90 Essa pontaria dos persas ao acertarem em cheio num alvo minúsculo em solo, um avião, e não um edifício ou outro objecto estático, indica informação de grande precisão, provavelmente medida em horas ou até em minutos. Trump não vai fazer perguntas?
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Paulo Filho
Paulo Filho@PauloFilho_90·
Não parece haver mais dúvidas de que as imagens que mostram a destruição, pelo Irã, da aeronave norte-americana E-3G Sentry (AWACS) , de vigilância de longo alcance, comando e controle e gerenciamento de batalha, são reais. O ataque ocorreu na Base Prince Sultan, na Arábia Saudita, na última sexta-feira. É a primeira vez na história que os EUA perdem uma aeronave desse tipo em combate.
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MIRAMAR
MIRAMAR@MiramarTv·
PORTUGAL BLOQUEIA ESCALA E ADIA DEPORTAÇÃO DE MANUEL CHANG A deportação do antigo ministro das Finanças moçambicano, Manuel Chang, para Moçambique está atrasada devido a entraves na escala prevista em Lisboa. Apesar de já ter cumprido a pena nos Estados Unidos e de a sua saída estar programada para o dia 26 de março, Chang não conseguiu embarcar no voo que o traria de volta ao país porque as autoridades portuguesas não autorizaram a sua passagem pelo território durante a escala. O antigo ministro chegou a ser transferido para o aeroporto de Boston após deixar a custódia do sistema prisional norte-americano, mas foi impedido de viajar devido à falta de validação do documento de viagem por parte de Portugal, país responsável pela escala. O trajecto previa uma ligação aérea entre Boston, Lisboa e Maputo, através da companhia TAP Air Portugal. Com o impedimento, Chang permanece sob custódia do Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), numa unidade prisional no estado de Massachusetts, sem uma nova data definida para a sua deportação. Face à situação, a defesa solicitou a intervenção do Tribunal do Distrito Leste de Nova Iorque, presidido pelo juiz Nicholas Garaufis, pedindo que seja ordenada a deportação imediata para Moçambique e que sejam esclarecidos eventuais requisitos adicionais para viabilizar a viagem. O processo ocorre após Chang ter sido condenado nos Estados Unidos, no âmbito do caso das dívidas ocultas, tendo já beneficiado de redução de pena que permitiu a sua libertação nesta fase. #tvmiramar #tvdeprimeira #socorromatavel #Chang #deportacao #EUA #Mozambique
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
@joseph_kalimbwe Mistakenly, you believes that these countries would sell their oil at “African friend” prices. Oil is not a family business.
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Joseph Kalimbwe
Joseph Kalimbwe@joseph_kalimbwe·
Fuel prices will increase African countries because of the war in Iran - Israel , a war in which Africa has zero involvement. As Africans, we’ll suffer cause we refused to trade with each other in Angola & Nigeria. Now people oceans away fight each other & it’s us who suffer !!
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
Sanções dos EUA ao Exército do Ruanda mostram que Washington olha mais para Kinshasa do que para Kigali Os Estados Unidos parecem estar a redefinir a sua posição na região dos Grandes Lagos. Segundo o artigo do Egmont Institute, Washington, depois de anos de proximidade com Kigali, dá sinais de aproximação estratégica à RDC, algo visível no acordo de parceria assinado em 4 de Dezembro de 2025 e reforçado pelas sanções impostas em Março de 2026 contra a Rwanda Defence Force (RDF). O texto sublinha que, em 2 de Março de 2026, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou quatro altos oficiais militares ruandeses e a própria RDF. Na prática, isso significa bloqueio de transacções em dólares e restrições severas ao uso do sistema financeiro internacional, incluindo o Swift, o que pode dificultar a aquisição de equipamento militar, logístico e outros meios essenciais. A análise sustenta que o impacto pode ir muito além da esfera militar. A RDF é apresentada como um actor económico central no Ruanda, com influência em sectores como construção, agricultura, finanças, indústria, saúde, educação e formação. O artigo cita, entre as entidades ligadas directa ou indirectamente à estrutura militar ruandesa, empresas como a Horizon Construction, a Agro Processing Trust Corporation, a Zigama Credit and Savings Society e a Rwanda Engineering and Manufacturing Corporation. O autor argumenta ainda que estas sanções podem provocar não só danos operacionais, mas também efeitos simbólicos e psicológicos, atingindo a imagem da RDF como pilar da identidade nacional ruandesa. Além disso, parceiros, bancos, fornecedores e empresas tendem a tornar-se mais cautelosos nas relações com Kigali, o que pode comprometer acordos de cooperação militar e actividades económicas associadas ao aparelho de defesa. Na leitura do Egmont Institute, esta mudança norte-americana está ligada ao interesse estratégico dos EUA pelos minerais críticos da RDC, sobretudo cobre e cobalto, considerados muito mais importantes para Washington do que os interesses que mantém no Ruanda. O texto é explícito ao afirmar que os EUA têm interesses mais relevantes ligados aos critical raw materials (CRMs) na RDC do que no Ruanda, o que ajuda a explicar a inclinação crescente de Washington para Kinshasa. O artigo acrescenta ainda outro ponto central: o Ruanda, pela sua dimensão e pelo seu valor estratégico mais reduzido, seria um alvo muito menos atractivo para o oportunismo das grandes potências do que Kinshasa. Ou seja, o temor de uma grande viragem geopolítica de Kigali para actores como Rússia, China ou Irão é apresentado como menos plausível do que um cenário semelhante na RDC. O texto conclui, porém, que o desfecho continua incerto. Embora as sanções sejam descritas como sem precedentes e possam forçar uma retracção do apoio ruandês ao M23, o mapa futuro das alianças dos EUA na região ainda não está fechado, porque tudo dependerá tanto da evolução da guerra no leste da RDC como da implementação efectiva das parcerias assinadas por Washington com os dois países. Fonte 🔗 egmontinstitute.be/us-sanctions-r…
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
O que está por cima da mesa é o nível de qualidade da informação que a inteligência israelita passou aos norte-americanos. Por isso, fica difícil dizer se Israel está surpreendido, mas os EUA estão, sim, surpreendidos com o mapeamento das zonas de lançamento e com a capacidade dos persas de repararem os pontos de lançamento atingidos pela força aérea. Israel está na sua própria guerra, que nada tem a ver com a guerra entre os EUA e a Pérsia (estes lutam como se não houvesse amanhã, o que é fatal para o futuro do povo persa).
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poesiatodosdias
poesiatodosdias@FaustoTaruma·
@Muianga Para mim, fica claro que subestimaram o Irão. Aquele conversa entusiasmada de acabamos com os lançadores, etc era balela.
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
🇦🇪🇮🇷 Ataques iranianos atingem a maior fundição de alumínio dos Emirados Árabes Unidos: a Al Taweelah da EGA em Abu Dhabi sofre grandes danos. Isto acontece depois de Israel ter atacado as siderurgias iranianas, as duas maiores: a Mobarakeh Steel em Isfahan, no centro do Irão, e a Khuzestan Steel, no sudoeste. Isso levou o Irão a retaliar. O impacto vai além dos Emirados. Os produtores de alumínio do Golfo representam cerca de 9% da oferta mundial, e a guerra já vinha a perturbar exportações devido às limitações na rota normal de escoamento pelo Estreito de Ormuz. ________________ Fábricas de alumínio primário (smelters/fundição primária) no Médio Oriente: • Bahrain: 1 - Alba. • Emirados Árabes Unidos: 2 - Jebel Ali e Al Taweelah, ambas da EGA❌. • Omã: 1 - Sohar Aluminium. • Qatar: 1 - Qatalum. • Arábia Saudita: 1 - Ras Al Khair / Ma’aden Aluminium. Se Israel e o Irão continuarem nesta lógica, em breve já não vai importar a oferta de preço da energia para tirar a Mozal da suspensão 🙈
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Mario Nawfal@MarioNawfal

🇦🇪🇮🇷 Iranian strikes hit UAE's biggest aluminium smelter: EGA's Al Taweelah in Abu Dhabi takes major damage This happens after Israel attacked Iran's steel manufacturers, the 2 biggest ones, Mobarakeh Steel in Isfahan, central Iran, and Khuzestan Steel, in the southwest. This made Iran retaliate accordingly. Seems like every time Israel attacks, it's the Gulf that suffers. Source: Reuters

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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
Os dias passaram e ficou claro que, afinal, esta é uma guerra de Israel, recorrendo a meios estadunidenses, para atingir o Irão nos planos militar e económico, com o objectivo de comprometer o futuro da nação persa. Israel ainda não está preparada para pôr termo à guerra, mas Trump já quer sair dela há semanas.
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poesiatodosdias@FaustoTaruma·
@Muianga Segundo Trump o Irão foi derrotado. Já passaram bons dias.
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
@MrOMZ91 Até 6 meses de idade do recém nascido, era grátis. Depois disso, 50 meticais ou por aí.
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POVO NO PODER 🇲🇿
@Muianga Cobravam registro? Parece que já era grátis pelo menos na minha vez faz 7 anos que ando engravidar, a certidão sim 😌
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
Registo de nascimento grátis em todo o País O Ministério da Justiça determinou a isenção de taxas para o registo de nascimento e para a emissão da respectiva certidão, no âmbito das campanhas integradas articuladas com os Serviços de Identificação Civil. A medida abrange todo o território nacional e visa responder ao défice crítico de registos e ao elevado número de cidadãos sem identificação legal.
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
@FBernardo23 80% do crude produzido em África não fica no continente, é exportado.
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
Guerra no Médio Oriente já encarece combustível na Namíbia A Namíbia anunciou novos aumentos nos preços dos combustíveis para Abril de 2026, justificando a decisão com a forte subida dos preços internacionais do petróleo durante Março, num contexto de agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente, sobretudo entre EUA/Israel e Irão. Segundo o Ministério das Indústrias, Minas e Energia, o país também foi afectado pela depreciação do dólar namibiano face ao dólar norte-americano, o que agravou o custo de importação dos derivados de petróleo. Mesmo com a decisão do Governo de reduzir temporariamente em 50% as taxas sobre os combustíveis durante três meses - de Abril a Junho -, o Executivo avançou com aumentos nas bombas: gasolina sobe N$2,50 por litro (cerca de 9,4 meticais) e gasóleo sobe N$4,00 por litro (cerca de 15,1 meticais). Estas medidas entram em vigor a 1 de Abril de 2026. Em Walvis Bay, a gasolina passa para N$22,08/litro (cerca de 83,2 meticais), o diesel 50ppm para N$23,63/litro (cerca de 89,1 meticais) e o diesel 10ppm para N$23,73/litro (cerca de 89,4 meticais). A parte restante do défice será suportada pelo Fundo Nacional de Energia, num encargo estimado em cerca de N$500 milhões (aproximadamente 1,88 mil milhões de meticais). Numa altura em que a Namíbia continua totalmente dependente da importação de combustíveis refinados, o Governo namibiano admite assim que a crise internacional já está a ter impacto directo no bolso dos consumidores.
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
África já domina o dinheiro móvel mundial A África consolidou-se como o maior centro mundial do mobile money, deixando claro que o futuro dos pagamentos digitais no continente está muito mais no telemóvel do que no balcão bancário. Segundo o relatório The State of the Industry Report on Mobile Money 2026, o continente fechou 2025 com 1,2 mil milhões de contas registadas, 347 milhões de contas activas em 30 dias, 92 mil milhões de transacções e 1,4 trilhões de dólares em valor movimentado. O peso africano no panorama global é impressionante. África concentrou 54% dos serviços activos de mobile money do mundo, 52% das contas registadas, 59% das contas activas, 74% do volume global de transacções e 66% do valor global. Em termos simples: o mobile money é mundial, mas o seu coração bate em África. A liderança africana é puxada sobretudo pela África Oriental, que sozinha somou 806 mil milhões de dólares em transacções, com 537 milhões de contas registadas e 193 milhões de contas activas. A África Ocidental surge depois com 498 mil milhões de dólares, enquanto a África Central atingiu 105 mil milhões. Já a África Austral, onde se encontra Moçambique, ainda aparece com um peso muito mais reduzido: 33 milhões de contas registadas, 5 milhões de contas activas e apenas 8 mil milhões de dólares em valor transaccionado. A comparação com o resto do mundo mostra bem a distância. Em 2025, a Ásia do Sul movimentou 304 mil milhões de dólares, a Ásia Oriental e Pacífico 277 mil milhões, o Médio Oriente e Norte de África 62 mil milhões, a América Latina e Caraíbas 39 mil milhões, e a Europa e Ásia Central apenas 9 mil milhões. Ou seja, só a África Subsaariana movimentou mais do que qualquer outra grande região do planeta, alcançando 1,4 trilhões de dólares. O relatório mostra ainda que a África não lidera apenas no envio de dinheiro entre pessoas. A região continua dominante em várias frentes: remessas internacionais, pagamentos do dia-a-dia, transferências institucionais e integração crescente entre carteiras móveis e bancos. Globalmente, o sector atingiu 2,1 trilhões de dólares em transacções, mas a maior fatia veio de África (1,4 trilhões de dólares). No caso de Moçambique, o relatório não traz uma secção específica dedicada ao país, mas os dados da África Austral deixam uma indicação importante: a sub-região ainda está longe do nível de massificação visto em países como Quénia, Tanzânia ou Uganda. Isso significa que Moçambique continua inserido numa região com margem enorme de crescimento, tanto em inclusão financeira como em pagamentos digitais, comércio, remessas e serviços associados como crédito, poupança e seguro. A grande conclusão é que, enquanto noutras partes do mundo os pagamentos digitais dependem mais dos bancos e dos cartões, em África o telemóvel já funciona como conta, carteira, caixa, ponte para remessas e porta de entrada para serviços financeiros. O continente deixou de ser apenas utilizador desta tecnologia: tornou-se o principal laboratório mundial do dinheiro móvel. Fonte 🔗 gsma.com/sotir/wp-conte…
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
Saúde ou extracção de dados? O acordo dos EUA em África levanta alerta Um estudo de Jane Munga e Rose Mosero sustenta que a nova estratégia sanitária dos EUA em África, a America First Global Health Strategy #AFGHS, transformou os dados de saúde num activo estratégico, e não apenas num instrumento técnico. Em apenas três meses, 22 países africanos assinaram acordos bilaterais com Washington, tendo o Quénia sido o primeiro caso de grande contestação judicial. A imagem em anexo reforça essa leitura: ela mostra que vários países africanos que assinaram acordos com os EUA já possuem leis de protecção de dados, enquanto outros aparecem como signatários sem esse quadro legal. Ou seja, o avanço do acordo norte-americano está a ocorrer num continente onde a soberania digital e a protecção de dados já se tornaram temas centrais. Segundo as autoras, a questão central é a soberania sobre a colecta, acesso, uso, armazenamento, retenção e reutilização dos dados de saúde. Elas defendem que, na era digital, soberania não é apenas saber onde os dados estão guardados, mas também quem decide o que fazer com eles. O receio é que os países africanos acabem a fornecer dados valiosos, enquanto o valor científico, tecnológico e económico seja criado noutros lugares. Os principais pontos do MoU/acordo com os EUA, segundo o texto, incluem: financiamento temporário de medicamentos, vacinas, diagnósticos e salários de profissionais da linha da frente; criação de sistemas integrados de dados de saúde para vigilância epidemiológica e monitoria; transferência da assistência técnica para maior controlo governamental; e introdução de co-financiamento e metas de desempenho, com a libertação de fundos dependente dos resultados. As autoras alertam ainda para os usos potenciais desses dados. O acordo abre espaço para acesso a sistemas nacionais de informação de saúde, registos médicos electrónicos, plataformas logísticas e partilha de dados genómicos e de patógenos. Na ausência de limites claros e vinculativos, esses dados podem ser reaproveitados para além da cooperação sanitária, incluindo investigação farmacêutica e biotecnológica, treino de modelos de IA e inovação comercial, sem garantias de retorno justo para o país que os forneceu. Sobre a relação dos governos africanos com a OMS, o artigo diz que existe um choque entre o modelo bilateral dos EUA e o modelo multilateral defendido no quadro da WHO/OMS, sobretudo no debate sobre o PABS¹ (Pathogen Access and Benefit Sharing, isto é, Acesso a Patógenos e Partilha de Benefícios). Enquanto a OMS prevê mecanismos explícitos de partilha de benefícios resultantes do uso de dados patogénicos, genéticos e outros materiais, o modelo AFGHS é criticado por omitir essas salvaguardas e por poder criar uma espécie de sistema paralelo de vigilância global. No caso do Quénia, o tribunal suspendeu o acordo por alegadas violações da privacidade, falta de transparência, ausência de participação pública e incompatibilidade com a legislação nacional sobre dados de saúde. Para as autoras, este caso é um sinal de aviso para outros governos africanos: aceitar financiamento externo não deve significar abdicar da soberania sobre dados estratégicos. ¹ um país entrega dados sobre um vírus ou outro agente patogénico, e o PABS tenta garantir que esse país também beneficie dos resultados científicos, tecnológicos e económicos produzidos a partir desses dados, em vez de só os outros lucrarem. Fonte: Jane Munga e Rose Mosero, Kenya’s Health Deal Is a Stress Test for the America First Global Health Strategy (Março de 2026).
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Carnegie Africa Program@AfricaCarnegie

In 4 months, 22 African countries have signed bilateral health agreements with the U.S. under the America First Global Health Strategy. @jane_munga & @MoseroRose explore how these health agreements may conflict with African countries' data sovereignty: carnegieendowment.org/research/2026/…

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Osvaldo Maria  🇲🇿
Osvaldo Maria 🇲🇿@impurefunction·
@Muianga @Rdiasmz Como vimos recentemente, as vítimas recorrem a aparições em programas de TV à moda balanço geral . Por que será ?
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Ricardo Dias 🇲🇿
A justiça queniana condenou a polícia a pagar quase $300 mil por conta da violência infligida aos manifestantes há cerca de dois anos. Na mesma costa oriental, um partido, Governo e justiça, num manage a trois, levam um opositor à barra da justiça e deixam quem tirou 400 vidas.
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PATROA
PATROA@PPAATTRROOAA·
Marketing em Moz não custa, só dizer que algo está acabar, vão correr 😅
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
@Valczar_Great Acredito que, neste tipo de casos, é mais um efeito psicológico. Ao longo dos próximos dias, se as bombas continuarem a abastecer os carros mesmo com as enchentes, a fila vai reduzir e tudo voltará ao normal.
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
Governo pede calma nos combustíveis O Governo de Moçambique esclareceu, esta Quinta-feira, 27 de Março, que não há ruptura no abastecimento de combustíveis no País. Segundo o MIREME, as importações decorrem normalmente, há contrato de fornecimento até Maio de 2027 e novas entregas deverão reforçar os stocks em Maputo. As autoridades apelam à calma e pedem à população para não constituir reservas domésticas, por agravarem a pressão sobre os postos.
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
A exploração da mina de Balama é feita pela empresa moçambicana Twigg Exploration and Mining Limitada, participada em 95% pela Syrah Resources e em 5% pelo Governo (Estado - conforme melhor entender) de Moçambique. twigg.co.mz
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José Arlindo
José Arlindo@Muianga·
Balama: empresa australiana, capital misto e entrada directa dos EUA reforçam peso estratégico do grafite de Cabo Delgado A operação de grafite de Balama, na Província de Cabo Delgado, continua no centro de uma disputa económica e estratégica cada vez mais visível. A mineradora Syrah Resources, que explora este activo, anunciou uma mobilização financeira de cerca de 72 milhões de dólares, num movimento que não apenas alivia a sua pressão financeira, mas também reforça a presença dos Estados Unidos da América dentro da própria estrutura accionista da empresa. A Syrah Resources é uma companhia de origem australiana, cotada na Bolsa de Valores da Austrália, uma sociedade australiana de minerais industriais e tecnologia, com a sua principal operação de grafite em Moçambique e uma unidade de material anódico nos Estados Unidos. O ponto mais sensível da nova operação financeira está na entrada mais profunda da DFC, sigla de U.S. International Development Finance Corporation, agência financeira de desenvolvimento do Governo norte-americano. Segundo a informação divulgada, a DFC vai converter 31 milhões de dólares de dívida em acções da Syrah, em duas fases, ficando com cerca de 20% da empresa. Além disso, vai ainda disponibilizar mais 15 milhões de dólares à subsidiária que opera o projecto. Com isso, a DFC deixa de ser apenas credora e passa a ser também accionista de peso, devendo tornar-se o segundo maior accionista da Syrah. A operação reduz a pressão financeira sobre a mineira, mas, em contrapartida, aumenta de forma clara o peso político e económico norte-americano dentro de um activo mineiro estratégico localizado em Moçambique. Antes desta nova entrada directa da DFC, a estrutura accionista relevante já mostrava uma composição internacional. Quanto à origem desses accionistas, os dados disponíveis apontam para uma estrutura dominada por capital australiano e norte-americano. A AustralianSuper é australiana e apresenta-se como o maior fundo de pensões da Austrália. A Paradice Investment Management também é australiana. Já o JPMorgan Chase é um grupo financeiro dos Estados Unidos, com sede global em Nova Iorque. A Citigroup, embora possa aparecer por vezes através de subsidiárias noutros mercados, é igualmente um grupo financeiro de origem norte-americana, também com base em Nova Iorque. No caso de Bruce N Gray, os documentos societários consultados apontam para base em Sydney, na Austrália. Isto permite uma leitura importante: mesmo antes da DFC, já existia presença relevante de interesses financeiros dos EUA na Syrah, através de instituições como JPMorgan e Citigroup. Com a entrada da DFC, essa influência deixa de ser apenas indirecta ou de mercado e passa a incluir uma posição estatal norte-americana directa dentro da empresa. Ou seja, os EUA deixam de estar apenas presentes por via de bancos ou investidores e passam a ter um instrumento do seu próprio Estado com participação accionista expressiva. Em Balama, a mina é de grafite um mineral composto essencialmente por carbono e tornou-se um recurso crítico por ser fundamental na produção de ânodos para baterias, usados em veículos eléctricos e sistemas de armazenamento de energia. No fundo, o que esta operação mostra é que a mina de Balama deixou de ser apenas um projecto mineiro moçambicano explorado por uma empresa estrangeira. Hoje, trata-se de um activo controlado por uma empresa australiana, com presença de grandes investidores australianos e norte-americanos, e agora com uma participação directa do próprio Estado dos EUA por via da DFC. Isso reforça a ideia de que o grafite de Cabo Delgado passou a integrar uma disputa estratégica mais ampla, ligada à corrida global por cadeias de fornecimento de minerais críticos fora da dependência da China. Fonte🔗 syrahresources.com.au/about/our-comp… clubofmozambique.com/news/us-agency… reuters.com/markets/commod…
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