Cláudio César

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Cláudio César

Cláudio César

@StasClaudio

Brevia itinera longas moras afferunt.

GO Katılım Ekim 2015
206 Takip Edilen77 Takipçiler
Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@CaioDia36798182 Partirei da tese de que Homero foi um homem a escrever a Ilíada e a Odisseia, e da tese de que o pentateuco foi, também, escrito por um homem nomeado Moisés. Uma afirmação como a que tu mostraste é equivalente a esta: "Moisés é a Marvel do seu tempo". Coisa de idiota, de fato
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Caio Dias
Caio Dias@CaioDia36798182·
"Homero, de certa forma, é o George Lucas de sua época, talvez... Homero é a Marvel de sua época, essa é a questão." Não é possível levar a sério um sujeito que diz frases imbecis como essas. A não ser que ele esteja, sei lá, na oitava série. Mas vêm de um cabra velho. Terrível.
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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@izzynobre Essa porcaria nojenta e desprezível que emporca os centros urbanos, chamada "pichação", parece ser apenas a manifestação externa de uma podridão intelectual destrutível. Crimes contra a humanidade, como este, deveriam ser muito fortemente punidos — assim como em países sérios.
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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@studyphilo8 Tenho uma edição da Arte do Belo que o Nougué autografou — num tempo pretérito em que eu era mais fortemente tomista, digamos. O tipo de investigação que ele propôs a fazer nunca agradou a mim. A vejo como uma pilha bem erguida de doutrinas que pouco tocam a beleza do ser.
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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@Perverttrad Schelling ultrapassou o limite imposto pela reflexão cognitiva por meio da intuição imediata do Absoluto. Como no Absoluto jaz total indiferença, a prova ontológica traz consigo a realidade de Deus à intuição, imediatamente. Ele não tentou salvá-la, apenas a reconfigurou.
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Marduk
Marduk@Perverttrad·
Interessante que Schelling salvou o argumento ontológico das críticas de Kant basicamente transformando num argumento a partir da experiência mística
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David
David@daviddiasB7·
@EumkyRakim kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Heidegger tem pessima leitura de aristoteles e dos gregos ? So no twitter mesmo pra encontrar uma burrice dessa
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Gabriel
Gabriel@EumkyRakim·
Eu acho engraçado q toda a filosofia de Heidegger nasce de uma péssima leitura de Aristóteles e dos gregos pra afirmar a roça dele
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Inconfidente
Inconfidente@DiegoTerra19633·
@CNNBrasil Tudo que ele falou ja foi desmentido. É um canalha isso sim. Fim da escala 6x1
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CNN Brasil
CNN Brasil@CNNBrasil·
Renan: Somos contra fim da 6x1 e trabalhador é enganado; assista #CNNBrasil360
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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@Adriano36346296 @Sauldamissao A pestilência social que nos consome, expressa em matanças de escala inaudita, tornou-se o rito cotidiano de nossa nação. Manifestamente patológicas são as doutrinas que buscam mitigar ou conferir salvaguarda aos obreiros de tais atrocidades, como os partidos cegos à barbárie.
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DRIIH
DRIIH@Adriano36346296·
@Sauldamissao Tranquilo vocês ficarem nesse papo extremista, só não achem ruim quando exporem isso em rede nacional e o povo ver a doença que esse partido é
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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@DorgivalNuit @EleicoesEm2026 @EduardoBisotto Sim, óbvio que é variante. Sempre tem um retardado mental que nada entende e acha que está arrasando, quando vem, na verdade, pagar mico distribuindo sua burrice em público. Novamente, a variante depende da participação do indivíduo na ordem, independente de opiniões, óbvio.
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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@EleicoesEm2026 @EduardoBisotto Relações possuem qualidades distintas, não sendo homogêneas. Se o político X e o Y têm uma relação de acordo político, esta é diferente qualitativamente da relação entre o político X e o Z, pois os políticos Y e o Z são homens totalmente diferentes em sua participação na ordem.
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Página Política
Página Política@EleicoesEm2026·
@EduardoBisotto Ok, mas agora não pode falar que o Bolsonarismo é o novo PSDB, certo?
Taboão da Serra, Brasil 🇧🇷 Português
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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@cogitocogitar Meus parabéns! Eu ri aqui, na frente dos meus alunos. Não resisti e mostrei a eles o teu tuíte.
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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@luizcbasilio Voegelin dizia que o estado da ciência no seu tempo (algo como entre os anos 30 e os 80) era de uma calamidade impressionante. Naquele tempo, Platão era interpretado errado por muitos ideólogos (como Popper), hoje, por qualquer estudioso das obras do próprio Platão.
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Luiz Carlos
Luiz Carlos@luizcbasilio·
Eu tento parar de criticar os "filósofos de academia", mas aí o algoritmo me traz esses "filósofos" diplomadinhos, e só me resta concluir: ou essa galera lê filosofia de olhos fechados, ou tem a bunda no lugar da cabeça. Que me perdoem as poucas pessoas, dentro da academia, que fazem filosofia séria, mas essa academização abriu espaço para qualquer zé sem vocação alguma. Proclo já denunciava esse tipo de leitura superficial acerca de Platão, e em especial do diálogo de Parmênides, que ele comenta extensamente, mas essa leitura acabou retornando com força na filosofia moderna, em especial nas vertentes analíticas. Essa interpretação de que o Parmênides seria uma "prova da absurdidade" de um ser absolutamente simples nasce de uma leitura rasteira e puramente lógica do diálogo, ignorando por completo a profundidade metafísica que a tradição teísta clássica e neoplatônica extraiu do texto. Ou seja, é uma leitura provinciana. O moderno lê a Primeira Hipótese do Parmênides — na qual se retira do Uno a multiplicidade, a forma, o movimento, o tempo e até mesmo o "ser" e o "conhecimento" — e conclui a seguinte asneira: "Se o Uno não tem nenhum desses atributos, ele é um absurdo, um mero nada". Plotino, Porfírio, Proclo, Dionísio Areopagita e outros da tradição neoplatônica leram as exatas mesmas linhas e concluíram o exato oposto: o Uno não possui esses atributos não porque lhe faltam, mas porque Ele está infinitamente acima deles. Em seus comentários a Platão, Proclo, em resposta à interpretações congêneres e igualmente superficiais, usa uma analogia simples, porém genial: quando dizemos que a Natureza não tem "mãos", não estamos apontando um defeito ou uma absurdidade na Natureza, mas revelando a sua excelência, pois ela não precisa de instrumentos para agir. O Uno gera a multiplicidade, o número e a forma precisamente porque Ele não é múltiplo, nem número, nem forma. Nenhum efeito supremo e universal é idêntico à sua causa; se Deus tivesse forma ou pluralidade, Ele seria apenas mais um ente no universo, e não a causa de todos eles. A Teologia Negativa atesta a "inexprimível superioridade" da Causa Primeira; não se trata de um absurdo vazio, de uma mera constataçãozinha lógica. A maior parte dos modernos não tem preparo algum para ler alguém do nível de Platão. Infelizmente, como dizia Guénon, a modernidade rejeita o mistério, e quer "horizontalizar" (por conseguinte mediocrizar) tudo, e não aceita que não pode compreender com facilidade certas coisas, que demandam um grande e contínuo esforço intelectivo, uma humildade para reconhecer que não somos melhores que os antigos e que, por isso, é preciso fugir do provincianismo temporal e ler os antigos de forma atemporal, não julgando-os a partir da nossa pespectiva, mas tentando genuinamente compreender o que eles queriam dizer.
Paul Nedelisky@PaulNedelisky

It's extremely interesting that Plato's Parmenides is a 40 page masterclass on the absurdity of the idea of an absolutely simple being, and then many in the classical theist tradition read it and were like "Maybe God is absolutely simple."

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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@Perverttrad Pois é, não há problema algum na auto-consciência. Sendo o Todo aquilo que chamamos de Deus, Deus é onisciente conhecendo a si mesmo.
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Marduk
Marduk@Perverttrad·
Confusão entre intuitus derivativus (apreensão de um ente por outro ente por meio da relação entre ambos) e intuitus originarius (apreensão de um ente pelo fundamento de sua existência). Obviamente, Deus se conhece como sendo a própria Realidade e sabe que nada há fora dele.
pedroh@pedroh98255543

Outro argumento 1. Deus é onisciente 2, como Deus sabe que Deus é onisciente? 3. Pq Deus sabe todas as coisas da realidade. 4. A natureza da onisciência de Deus é circular, mas para haver conhecimento de forma análoga deveria a natureza ser externa a nós (talvez até infinita) +

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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@submundoporvir Curioso. Quando Clico para ver quem republicou meu post com comentários, aparece que ninguém o fez, ainda que alguém tenha feito. Alguém poderia ver para mim quem foi, para caso seja xingando a mim, eu possa defender minha posição?
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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@submundoporvir Sim. A identidade estética, o aparato educacional adaptado, as séries e filmes romantizantes, fazem de um aspecto (em casos menos graves — a maioria), dificultoso no desenvolvimento, algo focal. Outrora, o sujeito se adequaria com suas dificuldades, agora, elas são culturadas.
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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@Keven_g326 @submundoporvir Como foi escrito: em casos menos graves, que são a maioria. Em casos graves, como grau 2 no limiar para o terceiro, ou grau 3, cada grupo tratava de um jeito, a depender do período, da sociedade, da religião, da localidade, etc. Nao, não haviam assassinatos homogeneamente.
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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@DAVI0LlVEIRA @Pai_estovir Calma lá. Não preciso ser tradicionalista ou astrólogo para entender os fundamentos reais de teses tradicionalistas e astrológicas. Ainda que uma ou outra tese, ou, supondo, quase todas, pudessem ser sob algum aspecto refutadas, sob outros aspectos não, e nem todas o seriam.
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Davi Oliveira ♱
Davi Oliveira ♱@DAVI0LlVEIRA·
@Pai_estovir "O olavo não errava uma" Corta pra ele sendo perenialista ou falando que acredita em astrologia...
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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@ricksfma @CentralAldo27 Quando há uma baixa capacidade de interpretação e cognição por parte de alguém, este deveria calar-se ao invés de mostrar sua imbecilidade. Mas, vamos lá: fora dito o contrário exato do que tu afirmaste, sobre o Fortalecimento nacional ante as nações estranhas.
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Rick
Rick@ricksfma·
@CentralAldo27 Dois entreguistas de merda Quando perguntaram sobre privatização da Petrobrás os dois bosta não foram contra,nenhuma deles defendeu as estatais e o poder do estado sobre elas ambos são a favor de "dar até o rab0" pro Estados Unidos,vira latas
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Central Aldo 27
Central Aldo 27@CentralAldo27·
AGORA na BAND: O tema é crise fiscal Renan Santos: tem que resolver pela despesa (defende cortar de idosos e deficientes que recebem um salário mínimo do governo via BPC) Aldo Rebelo: tem que resolver pela receita a partir do CRESCIMENTO advindo do destravamento do país. 🇧🇷💪
Central Aldo 27 tweet media
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Tolkien Talk
Tolkien Talk@TolkienTalkBR·
Por que ele fez isso???
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Cláudio César
Cláudio César@StasClaudio·
@luizcbasilio @MandAgneya @Rodrigoessente @rian_vlbt Algo a se ter em vista é que os termos "exotérico" e "esotérico" tinham um uso específico no contexto do idealismo. Hegel os usava como Schelling em seu diálogo de 1802 — quando Hegel ainda defendia a filosofia schellinguiana. Parece haver um uso per aequivocationem dos termos
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Luiz Carlos
Luiz Carlos@luizcbasilio·
@MandAgneya @Rodrigoessente @rian_vlbt O hegeliano já comentou minha postagem. Vou colar aqui o tweet dele. Hoje ainda, se der, ou o mais tardar amanhã, vou respondê-lo. x.com/Rodrigoessente…
Rodrigo Lemes@Rodrigoessente

Esse texto contém muitos erros e mitos sobre Hegel. O texto começa com uma tática muito sórdida que é apelar para ideia de que podemos saber a intenção de Hegel, que Hegel tem um projeto por trás do que ele diz e que ele é um filósofo traiçoeiro. Essa narrativa não é só difamação, mas não se sustenta em nada. Além disso, essa narrativa abre espaço para inventar praticamente qualquer coisa que quiser sobre qualquer autor. Perceba a conveniência de falar que não podemos confiar no que ele escreve: o autor não precisa lidar com o conjunto da obra de Hegel, já que a validade é só secundária, isto é, para confirmar o viés exterior que ele joga em cima do autor. A literatura sobre Hegel hoje é bem estabelecida, e essa leitura misticista é minoritária e bem excluída. Ela é uma leitura muito ligada a tentar achar coisas por trás de Hegel e ignorar as coisas explicitamente ditas por ele que entram em contradição com isso. A dificuldade que a linguagem hegeliana carrega não se deve à escrita de Hegel simplesmente, mas ao vocabulário especulativo dele. Fora do uso especulativo, Hegel é bem claro. Seus prefácios, adendos, notas, etc. são bem claros para o público leigo. Hegel não confunde o ens generalissimum com o ens realissimum. Essa leitura é esdrúxula e comumente repetida por tomistas. Primeiramente, o ser no início da lógica não é o essente/ente, senão que o essente/ente é o ser-aí, porque é o ser-aí que está no elemento do ser e tem ele como determinação da qual proveio. Segundo, o ente realissimum só é possível de ser pensado depois que temos a determinidade essente ou imediata, que já supõe uma diferença com o ser. Para além disso, a noção de ens generalissimum em Hegel é uma abstração. Tanto o ens realissimum quanto o ens generalissimum são carentes-de-processo para Hegel, e ambos são considerações finitas e não especulativas, além de que o ens generalissimum não corresponde ao ser puro e é basicamente nenhuma categoria do ser. O ser hegeliano não está nas coisas por meio da noção de generalidade, mas por meio da noção de suprassunção: ele é o momento ideal/suprassumido que se encontra em tudo (na verdade é a unidade do ser e do nada, mas, para fins explicativos, vamos deixar assim). O ser em Hegel nem sequer possui essa conotação geral, porque isso é uma determinação que só aparece na doutrina do conceito. O projeto hegeliano não era uma transposição de misticismo e esoterismo para a filosofia, muito pelo contrário. Ao redor de toda a sua obra, Hegel critica isso, como no prefácio da Fenomenologia do Espírito, onde ele afirma que o absoluto não pode ser apreendido pela intuição e que o sistema científico é sempre exotérico (e não esotérico). Além disso, Hegel fala explicitamente que o que era chamado antigamente de místico em sua filosofia virou o racional (Enciclopédia §82 Adendo), que o místico não faz sentido e que não existe o elemento desconhecido, a não ser para o ENTENDIMENTO, mas não para a razão especulativa. Essa é a crítica de Hegel tanto à 'consciência religiosa' quanto à filosofia, porque parou numa finitude ou no pensar abstrato do entendimento. Nota-se que o autor do post não tem muita perícia com os textos de Hegel, muito menos com a Fenomenologia do Espírito. Como a Fenomenologia do Espírito tem um caráter de iniciação esotérica, se Hegel explicitamente fala que o sistema científico é exotérico? Como estamos sendo iniciados em algo, se o espírito é aquilo que sempre aparece porque seu interior é igual ao seu exterior (razão pela qual o livro se chama FENOMENOLOGIA do espírito)? Claro que essa leitura se baseia em supor o que Hegel queria dizer, ao invés do que ele disse. Obviamente, como ninguém pode entrar na cabeça de um autor, isso serve como desculpa para falar qualquer coisa de ruim sobre esse autor. O resto é besteira em cima de besteira. O nada de Hegel não é nem sequer o nada cabalístico; Hegel interpreta isso como sendo uma afirmação do budismo, inclusive (os budistas não falam isso de fato).

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Luiz Carlos
Luiz Carlos@luizcbasilio·
Hegel comete um "erro" rudimentar, sim, ao "confundir" o ens generalissimum lógico e vazio com o ens realissimum ontológico, actus purus. Entretanto, é um erro deliberado. É preciso, quando se lê filosofia pós-cartesiana, ter bastante cautela, porque existem certos autores nos quais é enorme a distinção entre aquilo que escrevem e o que subjaz — isto é, suas intenções verdadeiras e o que realmente acreditam. É indiscutível que Hegel era um gênio, e uma confusão tão banal não pode ser acidental. Tudo fica mais claro quando se entende quais foram suas influências: seu projeto era uma transposição de certas tradições místicas e esotéricas para a filosofia. Especificamente, nesse caso, há uma influência profundamente cabalística: a realidade que emana do אין סוף ("Sem Fim", o absoluto incondicionado) através do paradoxo pelo qual o Nada (אין) se transforma no "Eu" divino (אני). Essa é uma das razões pelas quais Hegel é "difícil de ler": ele não apenas carrega toda uma tradição esotérica sob o verniz de uma filosofia rigorosa, como também estrutura trabalhos como a Phänomenologie des Geistes, por exemplo, exatamente como uma iniciação esotérica, repetindo sistematicamente a morfologia de ritos como o de Elêusis ("...denn der in diese Geheimnisse (die eleusinischen Mysterien) Eingeweihte gelangt nicht nur zum Zweifel an dem Sein der sinnlichen Dinge, sondern zur Verzweiflung an ihm und vollbringt in ihnen teils selbst ihre Nichtigkeit."). Nesse livro específico, há todo o processo de solve et coagula alquímico. Caso se tente compreender Hegel apenas por aquilo que ele escreveu — e por aquilo que deseja que o leitor compreenda —, não se entenderá genuinamente o que ele pensava nem qual sua real intenção. Como se nota, a partir de Descartes (um dos primeiros grandes filósofos a esconder deliberadamente detalhes de sua vida particular e a escrever de forma dissimulada, como nas suas Meditações), inaugura-se toda uma tradição de filósofos que não escrevem o que pensam, mas o que desejam que os outros pensem. Hegel é uma das figuras mais proeminentes dessa "tradição". Para corrigir o "erro" de Hegel, todavia, é preciso compreender que não é por indigência do ser, mas por superabundância que Deus (ou, na terminologia hegeliana, o Absoluto, o Geist) nos parece "vazio". Como escreve Dionísio Areopagita acerca de Deus em Os Nomes Divinos: "Nem era, nem será, nem foi feito, nem é feito, nem será feito, ou antes, nem é: ou antes, não é, mas é ser para as coisas que são" (οὔτε ἦν, οὔτε ἔσται, οὔτε ἐγένετο, οὔτε γίγνεται, οὔτε γενήσεται· μᾶλλον δὲ οὐδέ ἐστιν· ἀλλ' ἔστιν αὐτοῦ τὸ εἶναι τοῖς οὖσι). O "não é" dionisíaco é excesso, não déficit; é a supersubstancialidade que transborda todo predicado, não o vazio que implora por determinação. De igual modo, para Santo Tomás, o ser tem primazia ontológica absoluta sobre o nada — o nada, portanto, é simplesmente privação —, ao passo que em Hegel ele assume uma função produtiva. O movimento circular hegeliano (Phänomenologie: "Es ist das Werden seiner selbst, der Kreis, der sein Ende als seinen Zweck voraussetzt und zum Anfange hat, und nur durch die Ausfuehrung und sein Ende wirklich ist.") é, na verdade, uma degeneração do movimento circular do amor divino para com a criação, que se traduz pelo esquema procliano-dionisíaco de πρόοδος-ἐπιστροφή (saída-retorno). "Deus não é uma manifestação que necessite daquilo que nele se manifesta", já dizia Suhrawardī. Bonum diffusivum sui. O Absoluto hegeliano, porém, precisa manifestar-se historicamente. Seguindo a teosofia de Böhme, Hegel determina que sem passar pela dor, pela separação e pela alienação na matéria humana, Deus permaneceria como um abismo escuro (Ungrund) e nunca alcançaria a autoconsciência. O Cristo é, para Hegel, a culminação disso: Deus sofrendo e sendo sacrificado. O Absoluto é, portanto, essa divindade que precisa da história humana para se concretizar nesse movimento circular. A filosofia hegeliana é, não se pode negar, uma síntese genial de várias tradições filosóficas e esotéricas: une o círculo neoplatônico de Proclo, o "Nada" cabalístico e eckhartiano e as rodas atormentadas de Böhme. A partir de tudo isso, Hegel dissolve a transcendência de Deus. O Absoluto só é verdadeiro quando a analogia entis é destruída e o espírito finito da humanidade se reconhece como a própria Mente de Deus atualizando-se no tempo.
𝘢𝘳𝘳𝘶𝘴@_bonaventurian

It means Hegel failed rudimentary metaphysics, and is championed either by enthusiasts of philosophy as such and its history besides this, or by pseuds wholesale in ignorance of this.

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